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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Homenagem ao jornalista Lucas Mendes Campos

Na aprazível tarde do dia 09 de agosto um grupo de amigos pitanguienses fez uma homenagem ao jornalista Lucas Mendes Campos que passava férias na casa de parentes em Belo Horizonte. Na ocasião estiveram presentes os primos de Lucas, Fabio de Campos, Rogério Guimarães e Rômulo. Estiveram presentes também Juarez Machado, Gilberto Becô, Paulo Miranda e o artista plástico Giancarlo Scapolatempore que pintou e ofereceu à Lucas Mendes uma tela retratando a rua Padre Belchior com o casarão do Dr. Waldemar Campos, uma das casas onde Lucas se hospedava em Pitangui em sua juventude quando vinha visitar os parentes durante as férias.

Foto: Vandeir Santos

Foto: Vandeir Santos

Foto: Vandeir Santos




O objetivo do grupo era agradecer ao jornalista toda a consideração e carinho que ele tem por Pitangui, sempre fazendo referência positiva à terra natal de seus familiares. Os donos da casa, Renata e Marcus, foram super receptivos e tornaram o momento muito agradável. 

Vandeir Santos



domingo, 13 de agosto de 2017

Turismo: Benchmarking em Pirenópolis-GO

 Igreja Matriz de N. S. do Rosário - Pirenópolis-GO.
 Foto: Léo Morato.

O conceito de Benchmarking pode ser definido como um processo de conhecimento e estudo das melhores práticas do mercado relacionadas a produtos e serviços em determinado seguimento ou ramo de atividade, comparando resultados a fim de desenvolver e melhorar o próprio desempenho. Portanto, na continuidade do projeto Turismo em Pitangui – uma janela de possibilidades, fomos até Pirenópolis em Goiás, para conhecer um pouco daquele modelo de sucesso na Gestão do Turismo. Reconhecendo as iniciativas e esforços institucionais e empresariais para desenvolver a atividade turística em Pitangui, a nossa proposta é somar, lançando luz sobre o tema, para impulsionar novos negócios na cidade, gerando trabalho, renda e fomentando as práticas culturais. Confira o vídeo abaixo.

sábado, 12 de agosto de 2017

Quaresmeiras em flor - crônica de Paulo Miranda


Naqueles primeiros anos de vida na Velha Serrana, sede municipal para onde nos mudáramos do modesto povoado de São Gonçalo do Brumado, tudo parecia em escala maior. Eram as ruas, a igreja matriz, a imponência
das casas balaustradas e muradas e até o falar da gente local, cheio de confiança e desembaraço.

Juntamente com o pessoal da Vovó, que se compunha de quatro tias e um tio solteiros, em torno da matriarca, ainda não entrada nos septuagenários anos, éramos uma gente do mato mesmo: papai, mamãe, entre irmãos éramos seis - mas chegamos aos nove nos anos que se seguiram - e de Érico Veríssimo, nos distinguiram.

Tudo era novidade, mas pouco havia de acolhedor na cidade. Pareciam ásperos os contatos. E nem tão 'arrabaleros' chegamos a ser: conseguíramos duas casas vizinhas numa travessa sem-saída, mas não tão distante do centro, de ruas calçadas, de bicas d'água e doutras facilidades, inclusive da 'fábrica', onde, à exceção de Vovó, todos os adultos davam suas infalíveis oito horas diárias de labuta.

Uma forma de buscarmos a socialização era por meio das idas à igreja, às festas religiosas, que, se não deixavam animada a criançada, ao menos não cobravam entrada. Idem para o acompanhamento de enterros, que eram poucos, mas sem erros.
 
Tinha também a escola, mas lá era o ambiente de muita seriedade, e o tempo que sobrava, dever de casa era o que dava. Em casa, o cumprimento das 'obrigações' (leia-se lavar vasilhas, lavar e passar roupas, engraxar sapatos, limpeza, cuidar da arrumação, tomavam também o seu tempo de nosso beócio ócio.

Mas restavam os passeios de fins de semana que, embora raros, nos eram caros, e senão com mamãe ou papai, na visita a um parente ou amigo, numa ida a um determinado ponto da cidade, eram feitos com tia Vicentina, a mais velha da irmandade, que apesar de sua pouca escrita, e inda menor leitura, muito segura,  nos transmitia de suas experiências e observações peculiares de toda uma vida que já ia além de meio século.

Nas trilhas dos matagais da periferia, em meio ao calor abrasador dos meios-dias, ela nos levou a beber da refrescante água de mina, antes de nos apresentar aquele esplendor de florações roxas que compunham as quaresmeiras. E nem sei se andava vizinha a páscoa da ressurreição. O fato é que a quaresma então parecia mais cheia de auspicioso significado e tinha até um toque de festa ali simulado. Contra todo roxo pecado.

domingo, 6 de agosto de 2017

A obra de Marcondes Machado

Marcondes Machado

Com o propósito de contribuir com a memória coletiva pitanguiense, hoje falaremos sobre um grande personagem da história recente de Pitangui, o Marcondes Machado, já lembrado por aqui na postagem "Canal Bambu". No mês de fevereiro de 2016, o amigo Zé Luiz Peixoto nos recebeu cordialmente em sua casa para uma entrevista e contou mais sobre as realizações desde Pitanguiense notável. A título de informação, em maio de 2016 a Prefeitura Municipal inaugurou o Museu da Imagem e do Som de Pitangui em homenagem ao Marcondes Machado.

Peixoto fala sobre Marcondes Machado - Pitangui, fev/2016.

E em uma conversa informal Dênio Caldas contou que trabalhou com o Marcondes na década de 1980, onde ele e o Marquinhos do Sô Raul percorriam os bairros da cidade para averiguar sobre a qualidade o sinal da rádio experimental do Marcondes, que chegava às casas do município. Não conseguimos gravar este bate papo, mas “os microfones” do Blog estão abertos para mais informações em outras oportunidades. Confiram o vídeo abaixo:

sábado, 5 de agosto de 2017

FESTIVAL SANTO PALADAR COMIDA DE BOTECO 2017


Hoje o blog "Daqui de Pitanguy" completa 8 anos


Hoje completamos 8 anos no ar mantendo firme o compromisso 
em valorizar, resgatar e divulgar a história de Pitangui.
O resultado é o reconhecimento que temos e que muito nos honra.
Obrigado a todos que sempre nos apoiaram!
Cada um de nós, ao seu modo e ao seu tempo se doa neste projeto.

Valeu parceiros!!!!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Villa 7 - A mais completa escola cultural do centro-oeste mineiro

No início do mês de março de 2017 o cenário cultural pitanguiense se viu profundamente modificado e o mais importante é que se tratou de uma mudança extremamente positiva, a cidade ganhou a mais completa escola cultural do centro-oeste mineiro.



A abertura dessa escola não foi ao acaso. Surgiu da necessidade de poder viver daquilo que os fundadores amam fazer, que é a arte, opção de vida dos três que a idealizaram: Clark Mitchell, João Chaves e Rafael Marttins.
Em meio a caminhadas, academias e longas conversas, o conceito da escola começou a surgir. Rafael tocou 23 anos na noite (desde os 11 de idade) até que resolveu dar um tempo. Daí, questionado pelos amigos sobre o que iria fazer da vida, como de costume nessa situação de músico atuante, pensou: Além de tocar, eu também sou professor. Graduou-se em 2013 em Licenciatura Musical e também cursou todas as disciplinas do curso de música popular da UFMG.
Podia ministrar aulas, mas aulas particulares não permitem uma evolução profissional de acordo com sua vivência nessa área. Poderia também alugar um espaço pequeno, mas queria fazer algo maior. Pensava em um lugar que comportasse um ensino de alto nível. Quando  quis se aprofundar em música tinha que ir a Pará de Minas todos os dias estudar, daí viu a oportunidade de proporcionar em Pitangui o que não tinha na sua época: um ensino de excelência e uma condição estrutural de ponta.  A partir daí o apoio, ideias e investimentos dos dois colegas foram fundamentais para a abertura desse núcleo de artes. Esses colegas acreditaram na ideia e se tornaram seus sócios. Clark é exímio filmmaker, fotógrafo e dançarino de Hip Hop (bicampeão brasileiro, Festival de Dança de Lafaiete 2012 e Festival Nacional de Dança Divino Passo 2012) e João excelente cantor e instrumentista, sendo campeão do prêmio SESI MÚSICA 2015. João também participou do curso presencial de técnica vocal com Natália Sandim, colaboradora principal de canto do CIFRA CLUB, um dos sites de ensino de música mais conhecidos da América Latina.
Daí Rafael pensou: - Com uma equipe inicial desse nível, só dá errado se quisermos! O apoio familiar também foi um grande diferencial.



A história da escolha do espaço também foi algo muito interessante. Olharam diversos locais. O que mais lhes agradaram não deu certo de imediato. Os proprietários estavam alugando há bastante tempo, e havia muito valor sentimental agregado ao imóvel e nem pensavam em alugar para fins comerciais. Quando estavam prestes a fechar com um casarão muito grande e antigo, onde teriam muito trabalho, apesar de maravilhoso, uma simples mensagem de whatsapp que Clark enviou para sua ex-aluna de dança, sem consentimento de Rafael, pois esse já havia mudado a cabeça para o novo lugar, mudou tudo. A proprietária disse: Ah, é você que tá envolvido com o pessoal que quer alugar a casa para fazer uma escola de artes? Vou ver o que posso fazer, mas não sei se meu marido vai querer... Enfim... Ele gostou da ideia! Isso fez Rafael acreditar que há sim, pessoas muito de bem por aí. E voltaram todos felizes para a casa que quiseram de início.
Quando começaram a entrar em contato com os profissionais da área estrutural mais uma vez todos compraram a ideia, e ajudaram muito, tanto com empenho e inclusive com o preço. Vânio Caldas arquiteto, Rodrigo da Quatri Comunicação Visual, Samuel Caldas, Marciano eletricista, Higor Rachid advogado, Abner pintor e Élcio marceneiro, que além de grandes profissionais, são todos artistas também, e dos melhores! Quem os conhece sabe o quanto são bons. Mais uma coincidência?
Ainda não satisfeito Rafael entrou em contato com outros professores e profissionais da área de vendas e administrativa, com quem puderam contar de imediato, como Anna Amorim, profissional impecável, o Maestro Frederico Fumeghali, formado e pós graduado em música pela UNINCOR, Flávia Gonçalves; Pedagoga e muito mais, que também comprou a briga e ainda idealizou a inauguração junto com a Anna, e Letícia Ferreira, premiadíssima professora de Ballet, Jazz e Danças Urbanas(solo e grupo) e integrante da orquestra de Divinópolis como violinista. A parceria com esses profissionais não se deu por acaso, mas foi fruto de muitos anos de uma amizade construída de forma sólida.
Já não bastasse tanta alegria, foram surgindo professores de diferentes áreas das artes que nunca imaginaram, que estavam dispostos a participar do projeto, como Fagner Mello, professor de teatro, formado pela PUC Minas, que já havia trabalhado com Rafael em bailes durante anos. Rafael descobriu que ele era formado em teatro logo depois de aberta a escola! Será coincidência?
Além dele surgiu Hugo Viana, professor de Taekwondo, junto ao seu pai, ambos faixa preta, para inaugurar as artes marciais da escola. Disciplina, profissionalismo e comprometimento invejáveis foi o que ambos demonstraram, onde podemos constatar na página da Villa 7 no facebook.




Simone Nunes, sempre com toda empolgação e prontidão para melhorar o espaço, e sempre com muito amor, pelos amigos, pela arte e muito mais. Ela articulou o curso de Yoga, ligando pra todo mundo, e apareceu com uma mega lista do nada, ajudando a convencer o professor a vir pra Pitangui.
O professor que preparou Rafael na música, para o vestibular e o ensinou partitura (2005), Ricardo Rodrigues, formado em duas faculdades de Música (UEMG E BITUCA) estava ministrando aulas de Yoga em Pará de Minas e região. Rafael teve a ousadia de convida-lo para dar aulas em Pitangui, através da lista de pretendentes da Simone, pois o “não” já era garantido. Há algum tempo atrás Rafael já havia dado aulas na escola dele em Pará de Minas. A resposta não poderia ser melhor – “Que escola bacana Rafa, você já deu aulas na minha escola e já ajudou a gente tanto, agora é hora de retribuir, vou com maior prazer!”
Tereza Cristina, nossa psicóloga que atende os alunos da escola sem custos adicionais na mensalidade. Sempre de prontidão para ajudar em tudo. (tudo mesmo). Todos os alunos tem atendimento psicológico grátis.
Felipe Cézar, tecladista de primeira linha e pessoa sensacional que nem pestanejou ao aceitar o convite para lecionar teclado na Villa7.
Helinho Rachid, companheiro de Rafael de longa data, de gravações, das noites de bailes, que está se formando em música pela UNINCOR, baterista muito respeitado por onde passa, além de pertencer a uma família de músicos de alto nível, muito tradicional da cidade.
Também quando menos se espera apareceu o professor Maurício, de Krav Maga (arte marcial de defesa pessoal), pessoa sensacional, comprometida e extremamente profissional e qualificada, perguntando o que os três achariam de implantar o Krav Maga em Pitangui.
Jéssica Lobato, formanda em publicidade, que se ofereceu para trazer novas ideias e conceitos para divulgar o espaço, com muito entusiasmo, e acabaram fechando uma parceria muito bacana.
Daí, notem a proporção que a coisa tomou. Nunca imaginaram tanto, nem nos sonhos. Rafael se esforça em suas lembranças com medo de se esquecer de mais alguém que tenha colaborado com o projeto.
Os empreendedores acreditam que ainda há muito que ser feito, pois empreender não é fácil, principalmente sendo uma empresa 100%  privada, em cidade do interior, onde muitas pessoas criticam e desconfiam bastante de coisas novas e diferentes. Mas mesmo com tudo isso, estão crescendo aos poucos, e já oferecem 26 cursos diferentes. Rafael diz que nem tudo está maravilhoso e que não estão ganhando muito dinheiro, mas estão caminhando firmes lutando em meio a esse turbilhão que está passando o país, plantando e regando a semente. Além disso, sabem que há muitas pessoas interessadas e entusiasmadas com a proposta, que é o que os motiva nessa cidade tão rica artisticamente. Por todo lado que Rafael viaja e toca, vem pessoas perguntando o que tem nessa cidade que cria tanto artista. Pergunta que todo artista pitanguiense escuta.

Cursos oferecidos:
Musicalização Infantil
Flauta doce e transversal
Saxofone
Trompete
Clarinete
Bateria
Percussão
Técnica vocal/canto/performance
Violão/guitarra
Viola caipira
Contra baixo
Harmonia e improvisação para todos os instrumentos
Teclado
Violino
Percepção musical
Prática em conjunto
Ballet/jazz
Hip hop/dança
Teatro
Yoga
Taekwondo
Krav Magá/Defesa Pessoal
Fotografia/Produção de vídeo/Cinema



A Villa 7 convida toda a população de Pitangui para conhecer a escola sem compromisso. Todos serão muito bem recebidos, com muito carinho. Para mais informações acessem as páginas na internet onde poderão encontrar vídeos, fotos, currículos e depoimentos dos professores entre outras informações.
Telefone: 37 3271 4459
E-mail: villa7artes@gmail.com
Face: https://www.facebook.com/villa7artes/
Rua Major Bahia, 240 - Centro

Vandeir Santos



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Fim de tarde em Pitangui




Entardece aqui no morro
Alto Meretriz?
São quase seis, hora do ângelus
O som da Matriz


video


É cumprida a missão 
Para a noite de hoje
Música na vitrola 
E lenha no fogão 



Aguçada mineiridade
Hoje, histórias e tradição
Nos arredores da cidade
Amanhã nova expedição


(Léo Morato)

domingo, 23 de julho de 2017

Pitangui no Calendário Cultural das Cidades Históricas de Minas Gerais 2011/2012

Consultando meus arquivos pessoais encontrei um material muito interessante: trata-se do calendário cultural das Cidades Históricas de Minas Gerais. Nele pode-se encontrar vários eventos ocorridos em Pitangui naqueles anos. 
De lá para cá continuamos com um intenso calendário de eventos que demonstram as diversas potencialidades culturais do município.
Para melhor visualização clique sobre as imagens.