Seguidores

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O Jequitibá da Mata do Céu


No encontro do 7º aniversário do Blog Daqui de Pitangui, recebemos duas sugestões de pauta dos amigos Barrica e Jorge Guerra, abordando a questão ambiental em Pitangui. A primeira delas é sobre o lixo espalhado na estrada para a Cruz do Monte, margeando a Mata do Céu e afetando também o trecho da Estrada Real em Pitangui.


A segunda abordagem sugerida refere-se à situação do Jequitibá da Mata do Céu que, assim como Pitangui, acreditamos que tenha mais de 300 anos. Sobre o lixo, fizemos uma matéria recente, alertando para as mazelas causadas pelos resíduos jogados na saída do Lavrado - que fica próxima  à referida estrada.


Quanto ao velho e imponente Jequitibá também existe uma preocupação, como notamos nas três primeiras fotos desta matéria, uma clareira está se abrindo ao redor da árvore. Os registros são do conterrâneo Nicodemos Rosa que esteve recentemente no local, acompanhado do Jorge Guerra e do jornalista Paulo Henrique Lobato, num passeio pela mata.


Essas três últimas fotos são dos arquivos deste blog, quando visitamos o Jequitibá em agosto de 2013. Nota-se então que em apenas três anos houve uma significativa diminuição da vegetação de médio e pequeno porte ao redor da árvore tricentenária, possivelmente devido aos constantes incêndios que veem consumindo a nossas matas nos últimos anos e ao corte de árvores.


De acordo com o Nicodemos, devido a esse descampado na mata, o Jequitibá está desprotegido e corre maior risco de cair com ventos fortes, chuvas e ou raios, além do fato do solo estar desgastado com as queimadas.


Se não repensarmos a nossa relação com a natureza, certamente nossos netos ou bisnetos conhecerão somente as histórias sobre as nossas matas. E sem árvore as nascentes secam, a qualidade do ar fica pior e sem a água ninguém sobrevive. Precisamos pensar urgente (e agir) sobre reflorestamento, sobre uma maior proteção às nossas matas (inclusive as ciliares) e nascentes, e sobre o uso e ocupação do solo, haja vista que os loteamentos estão crescentes na cidade.

No documentário abaixo o fotógrafos Nicodemos dá um depoimento (aos 10:30 min do vídeo) sobre as mudanças e degradações na natureza, que ele presenciou a partir da sua infância em Pitangui.



"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencialmente à sadia qualidade de vida impondo-se ao poder público municipal e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações". Caput do Artigo 179 do Capítulo IX da Lei Orgânica Municipal de Pitangui - Do Meio Ambiente (2ª ed. 1996).

sábado, 27 de agosto de 2016

Os Fiúza

Dr. Antônio Fiúza e família. Foto: autor desconhecido.

Recentemente, aos vinte e dois dias deste mês de agosto - mês do nascimento deste Blog - completou-se um ano da passagem do amigo Manoel Fiúza, membro da SAP e um amante das boas coisas de Pitangui. Então para relembrar a data e prestar mais uma homenagem postula ao Frei Manoel, publicamos uma crônica do Paulo Miranda, sobre o avô Sigefredo Malheiros Fiúza.
 

Manoel Fiúza. Foto: autor desconhecido.


Vovô Sigefredo

Por: Paulo Miranda.


Foi o Manuel Ricardo Fiúza, já bem entrado nos seus setenta anos, que suscitou, de fresco, as lembranças avoengas de um Doutor  Sigefredo
Malheiros Fiúza, com quem, em tenros e ternos anos infantis, conviveu na cidade de Pitangui, nos albores da década de quarenta. Tempo esse em que viviam a Europa, os Estados Unidos e o Japão conflagrados no maior conflito armado que o mundo conheceu.

O Brasil, que sofreu duramente efeitos do conflito, foi, no entanto poupado de ser teatro de carnificinas. Mandou seus pracinhas para se imolarem na Itália, menos por convicção do que por imposição da geopolítica internacional, dominada, no Ocidente, pelo nascente imperialismo norte-americano.

E logo, Sigefredo, com esse nome germânico - cujo correspondente é Siegfried, paradoxalmente significando a vitória da paz – médico conceituado, apenas terá lido e ouvido sobre as atrocidades de sua atualidade. No período em questão, provavelmente já sexagenário, atendia seus pacientes com desvelo e diligência, enquanto o filho, Antônio Fiúza, pai do supracitado Manuel, prefeito, possivelmente nomeado em razão do Estado Novo getuliano, regia os destinos da cidade. E de sua família de 15 filhos, entre os quais, Manuel Ricardo, extinto há cerca de  um ano, era o quinto na ordem cronológica.

Não cheguei a conhecer o Dr Sigefredo, que já devia bem ser septuagenário quando vim ao mundo e, você tampouco, querido leitor. A menos que, a menos que, tenha vivido bem mais do que eu, ou que tenha tido o privilégio de conhecer o Manuel Ricardo ou a algum outro de seus descendentes, que são numerosos.

Se não conheci tampouco o Dr Antônio Fiúza, conheço ao menos 3 de seus 15 filhos: o referido Manuel, e dois dos mais jovens, Saulo e Estêvão, mas esses dois últimos parece-me improvável que tenham sentado ao colo do inefável Vovô Sigefredo.

Ao ouvir Manuel Ricardo evocar o nome do avô, tive a sensação de um súbito regresso ao afeto que encerra o peito de um guri temendo a iminência do desamparo, conquanto em doce aconchego.

A paucidade de informação adicional sobre o ilustre Vovô Sigefredo perdou seu ar de marcessibilidade quando, surpreendentemente, há apenas um par de dias, informalmente, minha mãe, hoje quase nonagenária, trouxe a lume um retrato, conquanto resumido, bem claro
do indigitado:

 - Era homem muito bom. Já bem velhinho, foi a ele que levei sua irmã mais velha Vitória para primeira consulta. Uma dedicação exemplar a infante paciente. Diferente dos médicos de hoje em dia. Ele começava o exame pelo toque nos cabelos, onde constatava o estado geral do paciente. E seu pai gostava muito dele, ambos ligados à igreja, praticantes de forma sobeja.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Hoje é dia de crônica de Paulo Miranda


O saquim de Kim


Mana Bebel, com sua espontaneidade para identificar traças e traços hollywoodianos nas pessoas, não titubeou: definiu como Kim Novak aquela prima que, como descida de uma Galáxia, pousou em nossa casa, para uma visita de fim de semana.
E Kim era Joana d´Arc, com sua lourura de dar loucura. Até na minha inocência tão pura. E era a primeira, como foi a última vez que tivemos contato imediato de primeiro grau com aquela estonteante beldade, de quem antes tínhamos só informação de que existia.
Já no esplendor de sua mocidade, d´Arc, perante minhas manas sub-adolescentes e deslumbradas deu um show, muito muito à vontade. Roupas, cabelos, unhas, e sobretudo o olhar que se acumpliciava ao sorriso invulgar, tudo nela fazia sonhar. E de beliscar, vontade dava.
A rapaziada da provinciana mas sempre altiva Pitangui, assanhou-se de tal maneira que a dorense do Indaiá, fagueira, só fez incandescer mais a fogueira. Labareda matreira.
E de estrela a cometa, foi breve mas inesquecível a sua visita. Feito o feito de Halley continuamos, sebastianistas, aguardando o luminespetaculoso retorno.
Incapacitado de enfrentá-la a olho-nu, contentei-me a guardar seu saquinho, que, quando cheio, guardava um líquido esbranquiçado, e prodigioso em seu resultado: era o xampu, novidade das novidades, que parecia querer dizer-me I love you.


Paulo Miranda

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A que horas você volta?



Este é o nome do próximo show do pitanguiense Zé Carlos Xavier (filho do Patesko), que intepretará Chico Buarque. O espetáculo acontece amanhã dia 25/8 em Belo Horizonte no Teatro Bradesco na Rua Tupis às 20h30. O trio responsável pela condução musical é composto pelo Zé nos vocais, Lincoln Meireles (piano e escaleta), Rafael Martins (violão e guitarra acústica), com a participação da cantora convidada Elaine Fiora.

 Ensaio. Foto: acervo do Zé Carlos.

Pitanguienses (em BH e de todos os cantos) e apreciadores de arte e cultura, fica aqui o convite para prestigiarem a boa música, sob a execução destes grandes músicos.

Apoio Cultural.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Não jogue lixo na estrada!

Entrada e saída  da cidade pelo Bairro Lavrado. 

Neste 19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia, do Ciclista e do Historiador, que nossas lentes, nossos pedais e nossos registros do cotidiano (que amanhã serão história) não presenciem mais tanto lixo espalhado na entrada da cidade. O poder público tem a função de promover a limpeza urbana, mas acima de tudo se a população (o comércio e a sociedade) em geral não fizer a sua parte continuaremos "enxugando gelo". Ajude a conservar o nosso município limpo, dê a destinação correta para o seu lixo. Não jogue lixo e entulho na estrada (de fora) para a Cruz do Monte. Manter a cidade limpa é bom para a saúde do morador, agrada o turista que contribui para a economia da cidade. Pense coletivo!

Fotos: Léo Morato 2016. 

As eleições municipais estão aí, e talvez os maiores desafios dos próximos Gestores e Legisladores municipais serão: o combate à criminalidade, a geração de empregos e a sustentabilidade ambiental. Então, ao nosso ver, analisar propostas que estejam em conformidade com estas (e outras) linhas de ação de forma participativa, é recomendado antes de depositar a nossa confiança nas urnas.


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Chaminé da fábrica de tecidos

A chaminé é vista, praticamente, de qualquer ponto da cidade ...










... mas como será a vista da cidade lá de cima?







Fotos: Dênio Caldas

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Homenagem a Lucas Mendes e Emídio Teles

Finalizando a segunda etapa da entrega da Medalha Comemorativa dos 300 anos de Pitangui, foram agraciados na tarde dessa quinta feira, dia 11 de agosto, o jornalista Lucas Mendes Campos e o empresário Emídio Teles de Carvalho Filho.

Livro de registro de entrega das medalhas - Foto: Deivisson Fernandes

O jornalista Marcelo Freitas passando a Lucas Mendes a coleção Pitangui 300 anos
Foto: Deivisson Fernandes

Lucas Mendes recebendo a camisa com a arte que assina as minhas matérias
Foto: Deivisson Fernandes

Filho e neto de Pitanguienses, Lucas Mendes foi correspondente da rede Globo em Nova York por muitos anos e atualmente apresenta o programa Manhattan Connection exibido nas noites de domingo pelo canal Globo News. Por diversas vezes o jornalista enalteceu suas raízes pitanguienses e sempre demonstrou um carinho muito grande pela cidade onde passou boa parte das férias de sua infância e juventude.

Iácones explicando a criação e o significado da medalha
Foto: Deivisson Fernandes

Lucas Mendes recebendo a medalha - Foto: Deivisson Fernandes

Emídio Teles recebendo a medalha das mãos de Hugo de Castro
Foto: Deivisson Fernandes 

O empresário Emídio Teles é nascido em Dores do Indaiá e já possuiu fazenda na região de Pitangui. Foi um dos patrocinadores da medalha e muito gentilmente nos recebeu em seu estabelecimento, Livraria Leitura do Pátio Savassi, para que pudéssemos realizar a entrega das medalhas.

Zélia Peixoto, Fábio Campos, Hugo de Castro, Marcelo Freitas, Emídio Teles, Lucas Mendes, Vandeir Santos, Juliana Mendes, Iácones Vargas e Altivo Duarte
Foto: Deivisson Fernandes

Iácones Batista Vargas, Lucas Mendes, Marcelo Freitas e Emídio Teles
Foto: Deivisson Fernandes


Os homenageados também receberam das mãos do jornalista Marcelo Freitas os 4 volumes da Coleção Pitangui 300 anos. Hugo de Castro, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Pompéu e da Comissão de História para os 300 anos, presenteou Lucas Mendes com um exemplar da obra Fazenda do Laranjo - Patrimônio Cultural de Pompéu. Iácones Batista Vargas, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, representou a entidade que foi responsável pela criação e outorga da medalha.

Medalha Comemorativa dos 300 anos de Pitangui
Foto: Deivisson Fernandes


Estiveram também presentes o médico Fábio Campos, primo de Lucas, e sua esposa Zélia Peixoto; Juliana Mendes, irmã de Lucas; eu representando o Instituto Histórico de Pitangui; Altivo Duarte, arquiteto pompeano e também o fotógrafo Deivisson Fernandes.

Vandeir Santos


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Maria Tangará: uma história ilustrada

Casarão onde morou a Maria Tangará.
Foto: autor desconhecido.

Navegando pela grande rede, verificando os vídeos e links sobre Pitangui, encontramos este documentário que ilustra a vida de Maria Tangará, personagem marcante da história pitanguiense. O vídeo apresenta uma produção interessante e criativa sobre o nosso passado, fazendo com que a história registrada em áudio e vídeo fique para as gerações futuras. Vale a pena conferir. Os créditos e as referências do projeto encontram-se no final.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Granja Pitangui



Em Pitangui, além do patrimônio histórico, das artes e da hospitalidade de seu povo, a gastronomia da cidade é um atrativo a parte, principalmente a tradicional comida de buteco. E entre os tiras gosto o ovo de codorna cozido é pedida certa. 

         Edson Cesar, na lida.

Por falar nisso, na semana passada fomos visitar a Granja Pitangui - sob a direção do Edson César - que tem uma boa produção diária de ovos de codorna.


Contando com um sistema simples e eficiente de armazenamento, controle de luz, temperatura e alimentação das codornas, a Granja Pitangui é uma prova do empreendedorismo do Pitanguiense.


O Edson abastece semanalmente o comércio de Pitangui com os ovos e conservas e as encomendas podem ser feitas pelo telefone (37) 99122-3542, ou diretamente lá no Varjão. Prestigie e consuma os produtos de Pitangui!


 Fotos: Léo Morato.

Para assimilar o nome à pessoa, o Edson é esse aí (de boné branco), presença constante na Charanga do PEC na década de 1980.

                                                                            Foto: Acervo do Dirceuzinho Xavier.