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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Os nossos becos

Foto: Léo Morato


AS RUAZINHAS

Eu amo de um amor que jamais poderei expressar
Essas pequena ruas com suas casas de porta e janela,
Ruas tão nuas
Que os lampiões fazem às vezes de álamos,
Com toda a vibratilidade dos álamos,
petrificada nos troncos imóveis de ferro
Ruas que me parecem tão distantes
E tão perto
A um tempo
Que eu as olho numa triste saudade de quem
já tivesse morrido,
Ruas como as que a gente vê em certos quadros,
Em certo filmes:
Meu Deus , aquele reflexo à noite, nas pedras
irregulares do calçamento,
Ou a ensolarada miséria daquele muro a
perder o reboco...
Para que eu vos ame tanto
Assim,
Minhas ruazinhas de encanto e desencanto,
É que expressais alguma coisa minha...
Só para mim!

(Mário Quintana, in Preparativos de Viagem pág. 31)

sábado, 28 de novembro de 2009

Um "causo" de Jorge Mendes G. Brasil

Dando sequência à nossa proposta de apresentar neste blog os escritores de Pitangui, apresento nesta postagem Jorge Mendes Guerra Brasil, autor de vários livros, onde busca resgatar na memória fatos ocorridos em Pitangui através da poesia e "causos". De origem humilde é um batalhador da produção literária da cidade. Nesta postagem trazemos um "causo" extraído do livro "Percorrendo Pitangui", publicado em 2005. Os livros de Jorge podem ser encontrados em papelarias da cidade. Você também pode entrar em contato com Jorge pelo telefone (37)32715987 e (37)99713728.
______________________________________

ZÉ SAMUÁ
Vivia pregando seus causos fantásticos por aí. Suas histórias eram realmente inacreditáveis, pois tudo que contava era recheado de fantasias e exageros.
O Zé, porém, não era má pessoa, sendo pelo contrário,homem trabalhador, honesto e bom pai de família. Suas histórias jamais fizeram mal a alguém, somente a ele mesmo, pois certa vez chegou ele para o seu pai e foi logo dizendo:
_ A vó merreu,pai.
Seu pai deu-lhe uns tapas e disse:
_ pára de mentir Zé, inda mais com coisa séria.
Mas ela havia morrido mesmo, sendo essa uma das vezes em que o nosso amigo falava a verdade.
Pessoa querida por todos, gostava muito de caçadas e pescarias. Certa vez, à beira do rio, com sua vara na mão, bem tranquilo, de repente seu companheiro tentando pregar uma mentira no Zé, fala sobressaltado:
_ Zé, vi um home andando em cima da água agorinha mesmo!
Responde Zé Samuá inchando o peito e fazendo pose de maioral...
_ Pois é, eu falo com o povo que eu faço isso, e ninguém acredita.


FONTE:
BRASIL, Jorge Mendes Guerra. Percorendo Pitangui.Pitangui: Gráfica Glória, 1ª ed. 2005.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A primeira casa de Pitangui


A primeira casa de Pitangui

Pela corrida do Ouro, os bandeirantes paulistas iam adentrando o interior do país, abrindo picadas, descobrindo e explorando minas e fundando as vilas. A história da Vila de Nossa Senhora da Piedade do Pitangui, fundada em 1715, vem daí. A primeira casa de Pitangui foi construída pelo bandeirante Antônio Rodrigues Velho, o Velho da Taipa, na época em que se estabelecera na região. Situada à praça dos Bandeirantes, quase ao lado da Capela da Penha, a casa restaurada em 2008 é utilizada pelo Conselho Pastoral da comunidade do bairro da Penha. Além de sua importância histórica, (juntamente com a Capela da Penha, minas auríferas desativadas, trecho da Estrada Real e o Morro do Batatal) a casa representa um importante patrimônio cultural pois faz parte do cenário da Festa do Bambeia em homenagem a “Santo Antônio da Penha”. A festa resgatada nesse ano, será assunto para uma próxima postagem.

Fotos: Léo Morato

É preciso preservar o patrimônio para existir a nossa história. É preciso existir a nossa história para preservar a nossa identidade!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Segunda Conferência Estadual de cultura

2,3 e 4 de dezembro de 2009

Programação:

2 de dezembro de 2009 - quarta-feira

Local: Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais - Belo Horizonte

18h às 22h – Credenciamento

20h – Abertura Oficial

    Execução do Hino Nacional

Apresentação Artística – Orquestra Jovem de Contagem

Composição da Mesa de Abertura

João Luiz Silva Ferreira – Ministro da Cultura

Aécio Neves da Cunha - Governador do Estado de Minas Gerais


Antônio Augusto Anastásia – Vice-governador do Estado de Minas Gerais

Deputado Alberto Pinto Coelho - Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais

Desembargador Sérgio Resende - Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Alceu José Torres Marques - Procurador Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais

Belmar Azze Ramos - Defensor Público Geral do Estado de Minas Gerais

Paulo Brant - Secretário de Estado de Cultura do Estado de Minas Gerais

Márcio Araújo de Lacerda - Prefeito de Belo Horizonte

Deputada Estadual Gláucia Brandão – Presidente da Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa de Minas Gerais

Thais Pimentel – Presidente da Fundação Municipal de Belo Horizonte

Luzia Ferreira – Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte

Rômulo Duque – Sociedade Civil

21h – Mesa de abertura: “Contextualização da Conferência Estadual da Cultura”

Juca Ferreira - Ministério da Cultura

Paulo Brant - Secretário de Estado de Cultura do Estado de Minas Gerais

21h30 – Palestra Magna: Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento

Jurema Machado – Coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil

3 de dezembro de 2009 – quarta-feira

8h Café

8h30 Aprovação do Regimento Interno da Conferência

09h as 15h - Inscrição dos delegados para a Conferência Nacional

9h as 10h30 - Palestras

Eixo 1: Produção Simbólica e Diversidade Cultural – José Márcio Barros

Eixo 2: Cultura, Cidade e Cidadania - Carlos Antônio Leite Brandão

Eixo 3: Cultura e Desenvolvimento Sustentável- Maurício Laguardia Campomori

10h30 as 11h Esclarecimentos

Mediadores: Mauro WerKema – Secretaria do Estado de Turismo

Deputado Domingos Sávio – Suplente da Comissão de Cultura e membro da Comissão de Administração Pública da AL/MG

11h as 12h - Palestras

Eixo 4: Cultura e Economia Criativa- Ana Flávia Machado

Eixo 5: Gestão e Institucionalidade da Cultura- Maria Helena Cunha

12h00 as 12h30 - Esclarecimentos

Mediadores: Mônica Debs –Secretária Municipal de Cultura de Uberlândia

Deputado Vanderlei Vangrossi – Membro da Comissão de Cultura da AL/MG

12h30 às 14h – Almoço

14h às 18h – Grupos de Trabalho e Priorização das Propostas

Coordenadores dos Grupos de Trabalho:

Grupo 1 – Eixo 1 - Produção Simbólica e Diversidade Cultural

  1. Patrícia Avellar - Fundação Clóvis Salgado
  2. Sérgio Lélis - FAOP

Grupo 2 – Eixo 2 - Cultura, Cidade e Cidadania

  1. Fabíola Farias - Superintendência de Bibliotecas
  2. Fernando Almeida - Ong Núcleo Cidade Futuro

Grupo 3 – Eixo 3 - Cultura e Desenvolvimento Sustentável

  1. José Oliveira Júnior - Sated- MG Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculo de Diversões do Estado de Minas Gerais.
  2. Representante do IEPHA

Grupo 4 – Eixo 4 - Cultura e Economia Criativa

  1. Eliane Parreiras – Secretaria de Estado da Cultura
  2. Marta Procópio- Fundação João Pinheiro


Grupo 5 – Eixo 5 - Gestão e Institucionalidade da Cultura

  1. Rodrigo Barroso- Fundação Municipal de Cultura
  2. Clarice Libânio – ONG Favela é Isso aí

  • 04 de dezembro de 2009 – sexta-feira

  • Local:

    Apresentação Artística – Grupo de Folia de Reis de Sete Lagoas

    8h café

    8h30– Plenária Final

    • Mesa de abertura dos trabalhos com a presença do Secretário de Estado de Cultura e do Presidente da Assembléia Legislativa
    • Apresentação das propostas dos grupos de Trabalho pelos relatores.
    • Discussão, votação e aprovação das propostas.

      Coordenação:

      Deputada Estadual Gláucia Brandão

      Márcia Bethânia- Secretária Municipal de Cultura de Diamantina

      Pedro Paulo Cava – Representante da Sociedade Civil


    14h – Eleição dos delegados por categorias representativas.

    Aprovação dos delegados eleitos para a II Conferência Nacional de Cultura

    17h – Encerramento


    terça-feira, 24 de novembro de 2009

    domingo, 22 de novembro de 2009

    Betto Santiago II

    Foto: Léo Morato

    Na divulgação dos talentos pitanguienses, vai mais uma do poeta Betto Santiago (a irreverência e a criatividade em pessoa). Só para descontrair nesse domingo, segue o texto extraído do livro Betto Selleres:

    Ao Pé da Letra

    Definições de mortas e falecidas são muito “perecidas”.

    “Pêlo sim e pêlo não”: depiladora brincando de bem-me-quer, mal-me-quer.

    “Como nossos pais”: música preferida dos canibais.

    Observação: análise minunciosa da situação. Resumindo: a pessoa linda que você beijou na embriaguez, não é tão atraente quando você a observa são.

    Bígamo é o pato. Ele tem duas patas.

    O pai proibiu o namoro da filha com um rapaz canhoto.
    Motivo: ele não era direito.

    Contrabaixo: instrumento musical a favor das pessoas altas.

    Quem rouba a própria genitora arrisca-se a ir preso por assalto a mãe amada.

    Imensa: dimensão das bobagens que a minha cabeça pensa.

    Caro visitante, para saber mais sobre o Betto e para adquirir os seus livros, veja a matéria Betto Santiago (1) nesta seção Literatura e Memória. E se você tiver sugestões para novas postagens sobre os escritores e sobre temas diversos em Pitangui, fique a vontade e entre em contato conosco: daquidepitangui@gmail.com Aguardamos a sua visita!

    sábado, 21 de novembro de 2009

    Teatro infantil em Pitangui


    O Grupo Teatral "Nova Geração" encenou no último dia 13 a peça infantil "A boneca Lili", no auditório da "E.E.M.A.O.", Sob a direção de Daniel Vinícius. Não pude comparecer, pois, tive compromissos em Belo Horizonte, mas recebi notícias do sucesso da apresentação. É o teatro amador tomando fôlego em Pitangui, vamos apoiar esta iniciativa, sempre abrindo espaço para divulgação, esperamos que a população da cidade também dê apoio comparecendo às apresentações.Nós do "Daqui de Pitangui" desejamos muito sucesso para a trup do "Nova Geração".
    Ah...queremos divulgar o elenco, se alguém se prontificar em enviar os nomes dos atores, direção,etc, publicaremos nesta postagem.









    As fotos desta postagem nos foram enviadas pelo Daniel Vinícius.

    sexta-feira, 20 de novembro de 2009

    A capoeira de Pitangui

    A roda na estação cultural.
    Fotos: Léo Morato

    O 20 de novembro é comemorado no Brasil como o Dia da Consciência Negra. A data representa a inserção do negro na sociedade e nos chama à reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da identidade nacional. Foi estabelecida em homenagem a Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares que morreu em 20 novembro de 1695. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana no Brasil.


    Os berimbaus: Gunga, médio e viola.

    Como forma de celebrar esta importante data, falamos sobre a capoeira de Pitangui, que teve início na cidade há cerca de 18 anos quando foi trazida pelo “Naldinho” que começou a ensinar a arte no bairro do São Francisco. Hoje a capoeira é representada pelo Grupo Abadá, sob direção dos irmãos Ronaldo e Léo. Cerca de 100 pessoas (entre crianças, jovens e adultos) praticam a capoeira que pode ser considerada arte, dança, luta, esporte, educação e cultura.

    Os professores Ronaldo e Léo.
    A capoeira que está inserida nos projetos do CRAS – Centro de Referência de Assitência Social, procura ensinar valores como cidadania, consciência ambiental, respeito ao próximo, disciplina, contribuindo para a formação das crianças em situação de vulnerabilidade social. O grupo está estendendo as atividades a algumas comunidades rurais e além das rodas de capoeira, promove eventos como caminhadas ecológicas, campanhas de concientização ambiental e trabalhos socias.

    A capoeira na praça.

    Um pouco de história:
    A capoeira começa no século XVI, quando o Brasil era colônia de Portugal. E a mão-de-obra escrava era muito utilizada, principalmente nos engenhos de açúcar. Os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores senhores de terra e dos capitães-do-mato.

    A dança nos terreiros das fazendas.

    Como eram proibidos de praticar qualquer tipo de luta, desenvolveram a capoeira misturando o ritmo e os movimentos de suas danças com a luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança, que foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos. A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas e tinha como funções principais à manutenção da cultura e o alívio do estresse do trabalho. As lutas ocorriam também em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira, daí surgiu o nome.
    O jogo da Capoeira é acompanhado por instrumentos musicais, comandados pela figura máxima do berimbau, o qual dá o tom e comanda o ritmo para a execução das cantigas, é ele que comanda o toque a ser executado. A capoeira apresenta diversos toques que são executados de acordo com a ocasião. De 1865 a 1870 acontece a guerra do Paraguay, onde muitos capoeiras foram enviados para a frente de batalha e voltaram como heróis pelo sangue frio e astúcia que demonstraram nos campos de batalha.


    Raízes da capoeira.

    Até o ano de 1930, a capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. Em 1930 o mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas que gostou da arte e a legalizou. Bimba “tirou” a capoeira das ruas e a colocou nas academias, onde os ensinamentos foram aprimorados e a capoeira começou a ser vista e praticada por pessoas de outras camadas socias. Em 1973 é reconhecida oficialmente como esporte nacional. Daí em diante não pára de crescer e se expandir adquirindo cada vez mais adeptos no Brasil e em todo o mundo. A capoeira tem dois estilos básicos o Angola (jogo lento no chão) do mestre Pastinha e o regional (jogo mais rápido) do mestre bimba. Atualmente o estilo contemporâneo une a Angola e Regional.


    A capoeira na década de 30.

    quarta-feira, 18 de novembro de 2009

    Paletó de Veludo


    Barraquinha da Penha 2009. Foto: Carol Freitas

    “Você é luz, é raio estrela e luar, manhã de sol, meu iáiá meu iôiô”... essa música do Vando é uma amostra fiel do repertório da Banda Paletó de Veludo. Formada por músicos de Pitangui, a banda existe há uns 6 anos e tem a irreverência como marca registrada. Tanto é que a banda se auto define assim: “Criada para divertir e se divertir, com direito a requintes de qualidade, sem perder o Brega como referência”. Considerada a banda oficial do Baile dos Barangos, o Paletó também toca outros estilos musicais, com bons arranjos e um suing diferenciado (mas só se precisar, pois o negócio mesmo é o brega).



    Reveillon 2009. Foto Léo Morato

    Ah, não dá para falar do Paletó de Veludo sem falar no Baile dos Barangos pois se encaixam igual a dedo no nariz. Para quem não conhece, o Baile dos Barangos é uma festa brega que acontece nos últimos anos em Pitangui, geralmente no mês de agosto e já virou uma tradição. As pessoas enfeitam os carros, gravam os clássicos da música brega, produzem “os trajes de gala”, etc, etc, etc e vão para a festa. Como falamos em outra postagem do blog, tem até o concurso do mais barango. Sobre o Paletó de Veludo não é preciso falar muito. “É isso mesmo”! Cuidado, as imagens são fortes! Boa diversão.



    Cabrito (o mestre) participaçao especial. Foto: Carol Freitas




    Formação da banda:
    Paulo Henrique Nunes - Guitarra e vocal
    Renato Lopes - Baixo
    Ricardo Caldas - Percussão e vocal
    Romeu Caldas - Bateria
    Samuel Caldas – Teclado e vocal
    Contatos:
    (37) 9971- 6377
    (37) 9121- 4037

    http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=13639380871932736497
    http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpp&cmm=49391637


    Baile dos Barangos. Foto Léo Morato

    O Paletó no Baile dos Barangos 2007. Foto Léo Morato

    segunda-feira, 16 de novembro de 2009

    A onça é brava ou é pesada?

    Cascata em Onça do Pitangui - Foto: Léo Morato


    Nos conta Agripa Vasconcelos em seu livro Sinhá Braba - Dona Joaquina do Pompéu na página 16: "Bueno, com o ouro apertado na mão, repetia delirando:- Uma onça e oito oitavas !Essa medida de pêso daria nome ao futuro Arraial de Nossa Senhora da Conceição da Onça." Já o historiador Silvio Gabriel Diniz transcreveu das páginas do livro de guardamoria da segunda metade do séc. XVIII, que se encontra arquivado no Arquivo Público Mineiro, o seguinte texto: "Pág. 7 verso: Provisão de água e datas minerais concedidas a Romão da Mota Botelho, na "passagem do caminho que vai para o Ribeiro da Onça Brava, chamado o Caxingó, por umas capoeiras até suas nascenças, de uma e outra parte."O têrmo de posse foi lavrado aos 31 de agôsto de 1750" (Pesquisando a História de Pitangui pág. 31/32) Considerando que Agripa Vasconcelos se valeu de uma narração "romântica" com direito até ao detalhamento narrativo dos acontecimentos, é justo que se dê crédito a um documento oficial de época ao invés de valorizar delírios históricos que acabam dando origem a teorias impossíveis de se comprovar documentalmente. Em conversa com moradores de Onça, os mesmos foram unânimes em afirmar que o nome tem origem no ouro encontrado no local, mesmo sem saber qual a relação do sistema de medida (de origem inglesa) com o metal.É certo que os textos extraídos do livro de guardamoria, por Sílvio, não menciona novamente o termo “brava”, se atendo a mencionar somente “Ribeiro da Onça”. Por outro lado não há referência a outro Ribeiro da Onça que não seja o que hoje margeia a parte baixa da atual cidade de Onça do Pitangui, indo fazer barra no Rio São João nos fundos da atual Fazenda da Barra.E então ? A onça é brava ou é pesada ???
    Artigo de autoria de Vandeir Santos, especial para o "Daqui de Pitangui".

    sábado, 14 de novembro de 2009

    Estação Velho da Taipa

    Vista parcial da estação do Velho da Taipa.


    Meu amigo, o Pedalante, lá de Sampa, em uma visita ao blog viu uma foto da estação do Velho da Taipa e encantado com a mesma sugeriu uma postagem sobre aquela estação. O Léo Morato, parceiro aqui no blog, também achou a ideia legal e me enviou umas fotos, que junto com outros materiais de pesquisa resultaram nesta postagem.

    HISTÓRICO

    A Estrada de Ferro Oeste de Minas foi criada em 1880 ligando as estações de Sítio ( Antônio Carlos) a Barroso. Em 1881 chegava a São João Del Rey, de onde se expandiu, a partir de 1885, até chegar ao centro-oeste de Minas Gerais. A ferrovia chegou à Divinópolis em 1889 e depois se prolongando até Pitangui.

    Mapa de Parte do município de Pitangui em 1958.
    A estação Velho do Taipa (Enciclopédia dos municípios brasileiros.IBGE. 1958)



    A Estação Velho da Taipa foi inaugurada em 1891, seu nome é em homenagem ao bandeirante Antônio Rodrigues Velho, o "Velho da Taipa", que desbravou os sertões mineiros se tornando um dos primeiros a chegar à região - no início do século XVIII - onde hoje se localiza Pitangui .



    Clique na imagem acima para visualizar
    melhor os detalhes do mapa.


    Linha-tronco - 602 km total

    • Antônio Carlos - Barroso 49 km 1880-1983
    • Barroso - Tiradentes 37 km 1881-1983
    • Tiradentes - São João del-Rei 13 km 1881-hoje. Trecho preservado.
    • São João del-Rei - Aureliano Mourão 104 km 1883-1983
    • Aureliano Mourão - Oliveira 69 km 1888-c.1960 passou para bitola métrica.
    • Oliveira - Divinópolis 84 km 1890-c.1960 passou para bitola métrica.
    • Divinópolis - São Gonçalo do Pará 27 km 1890-1965
    • São Gonçalo do Pará - Velho da Taipa 55 km 1891-1965
    • Velho da Taipa - Martinho Campos 72 km 1891-1964
    • Martinho Campos - Pompéu 36 km 1891-1962
    • Pompéu - Paraopeba 57 km 1894-1960

    Ramais

    • Chagas Dória - Águas Santas 12 km 1910-1966
    • Aureliano Mourão - Macaia 19 km 1887-c.1960 metre gauged.
    • Macaia - Riberão Vermelho 30 km 1888-1966
    • Riberão Vermelho - Lavras 9 km bitola mista com bitola métrica 1908-1965
    • Gonçalves Ferreira - Itapecerica 35 km 1891-c.1960
    • Gonçalves Ferreira - Cláudio 26 km 1912-c.1960
    • Velho da Taipa - Pitangui 5 km 1907-1964 - bitola mista com bitola métrica.
    • Barbacena - Campolide 10 km c.1923-1965


    Pilares que sustentavam o antigo pontilhão
    ferroviário sobre o rio Pará.


    A estação também recebeu o nome de "Martinho Campos". A partir de 1921 a estação passou a ser ponto de partida da Estrada de Ferro Paracatu. Na verdade, esta linha nunca chegou até a cidade de Paracatu. Do Velho da Taipa foi criado um ramal ligando Pitangui a esta estação (1907 - 1964). Hoje a estação do Velho da Taipa esta desativada e em completo abandono, resultado do sucateamento da malha ferroviária brasileira.

    Por esse caminho passaram os tilhos da linha férrea.


    As fotos desta postagem são creditadas a Léo Morato.




    sexta-feira, 13 de novembro de 2009

    Pitangui terá fiação de energia elétrica subterrânea


    Como já divulgamos aqui, o governo do estado de Minas Gerais, a Cemig e o IPHAN assinaram convênio para a substuição da fiação aérea por subterrânea em mais de 30 cidades mineiras e Pitangui está incluída nesta lista. Em Pitangui, o centro histórico será beneficiado com a instalação da fiação subterrânea. Os recursos financeiros para este convênio serão capitados junto ao governo federal através do PAC das Cidades Históricas.
    O PAC das Cidades Históricas, lançado oficialmente em Ouro Preto no final de outubro deste ano, é um programa que busca revitalizar as cidades históricas brasileiras e alavancar as economias locais a partir das potencialidades turísticas de cada cidade. Estão previstos investimentos da ordem de R$890 milhões até 2012.



    Cidades que serão atendidas pela

    parceria da Cemig com o Iphan

    1.Baependi, 2. Barão de Cocais ,3. Bom Jesus do Amparo, 4. Caeté, 5. Campanha

    6. Cataguases, 7. Catas Altas, 8. Chapada do Norte, 9. Conceição do Mato Dentro


    10. Congonhas, 11. Diamantina, 12. Diogo de Vasconcelos, 13. Estrela do Sul, 14. Grão Mogol

    15. Itabira, 16. Itabirito, 17. Itapecerica, 18. Januária, 19. Mariana, 20.Minas Novas,

    21. Nova Era, 22. Ouro Branco, 23. Ouro Preto, 24. Paracatu, 25. Pitangui, 26. Prados

    27. Sabará, 28. Santa Bárbara, 29. Santa Luzia, 30. São Gonçalo do Rio Abaixo

    31. São Thomé das Letras, 32. Serro, 33.Tiradentes

    Fonte: Assessoria de Imprensa do Governador

    quinta-feira, 12 de novembro de 2009

    Encontro de carros de boi


    Fotos: Léo Morato

    Devido ao contexto de sua colonização Pitangui tem grande vocação para o turismo histórico-cultural, assim como suas serras, matas, rios, nascentes e fauna proporcionam condições para a prática do ecoturismo. Mas além dessas e de outras possibilidades (considerando também a infra-estrutura receptiva necessária), o turismo rural é mais um forte segmento a ser “explorado”. Na zona rural encontram-se fazendas centenárias cheias de história, comunidade remanescente de quilombolas, festas tradicionais, fabricação de queijos e doces e os alambiques que produzem artesanalmente a melhor cachaça da região.




    No primeiro dia de novembro tive a oportunidade de estar presente em um acontecimento muito interessante, O I Encontro de Carros de boi de Leandro Ferreira (cidade do Padre Libério), situada cerca de uns 20 km de Pitangui.


    Confraternização dos Carreiros, após o desfile dos carros de boi.

    Chegamos ao final do encontro, mas foi prazeroso presenciar uma manifestação que representa as nossas raízes. O evento foi elaborado pelos produtores rurais da região e pela Prefeitura de Leandro Ferreira, numa bela iniciativa.




    Um pouco de história: Sendo originário da Idade da Pedra ou do período Neolítco, o carro de boi surgiu no Brasil com os primeiros engenhos de açúcar, na época da colonização portuguesa. Foi um dos primeiros instrumentos de trabalho, além do mais antigo e principal veículo de transporte utilizado no País, principalmente nas áreas rurais, por quase três séculos. As madeiras utilizadas na construção dos carros de boi tinham que ser fortes, principalmente as das rodas. As mais usadas eram o pau d`arco, a aroeira, a sucupira, a carnaubeira. O carro de boi pode ser puxado por uma, duas ou mais juntas ou parelhas. Cada junta possui dois bois, que trabalham um ao lado do outro, unidos pela canga. O condutor do carro que comanda os bois é chamado de carreiro. Os bois se acostumam de tal forma com o carreiro que, muitas vezes a um simples chamado dele, se dirigem vagarosamente e ficam parados próximo ao local onde são normalmente encangados. Batizados com nomes pitorescos, como Cara Preta, Presidente, Azulão, Lavareda, Malhado, Pachola, Curió, atendem pelo nome ao chamado do carreiro.



    Na história do Brasil, o carro de boi aparece na Colônia, no Império, na República, na Revolução de 1930, no Estado Novo. Pode apresentar variações de “modelos” e nomes: carro, carroça ou carreta, como no Rio Grande do Sul, porém, nenhuma cidade, vila, povoação, fazenda, sítio, do litoral ao sertão ignora a existência deste rústico e primitivo meio de transporte, que ajudou a fazer a história do Brasil.

    Fonte: /www.fundaj.gov.br. Pesquisado em 11/11/2009.



    Fonte: Rede Minas.

    quarta-feira, 11 de novembro de 2009

    Trekking:do São Francisco à Cruz do Monte Parte II


    Chegada ao Alto da Cruz do Monte

    Flores silvestres


    Como havia escrito na primeira parte desta postagem, após uma hora de caminhada chegamos ao alto da Cruz do Monte. Lá paramos para beber água, apreciar a paisagem e trocar um dedinho de prosa com os companheiros que lá encontramos. Um deles é o Toninho morador e guardião da Cruz do Monte.

    Da esquerda para a direita Licínio, Léo Morato, Toninho e Dênio


    Magia da natureza - Foto: Léo Morato

    Após um breve descanso nos preparamos para por o pé na trilha novamente, desta vez desceríamos a serra por uma trilha até sairmos na Penha. Pra baixo todo santo ajuda.

    Um outro olhar - Foto: Léo Morato

    Apreciando a paisagem
    Foto: Licínio Filho



    Caminhando no meio da mata do Céu
    Foto: Léo Morato



    Chegando na Penha através do Bairro Dona Judith



    Fundos da Capela da Penha - Foto: Léo Morato
    Caminhamos em torno de 1:45 h. até chegarmos ao bairro da Penha. A cada caminhada vamos descobrindo as belezas naturais de Pitangui.

    terça-feira, 10 de novembro de 2009

    Pedaladas: Pitangui - Conceição do Pará

    No último sábado,7, sol rachando, Dênio e eu saimos para uma pedalada, a proposta era ir até conceição do Pará, cidade próxima à Pitangui, percorrendo alguns estradões e na volta passaríamos pelo "Velho do Taipa" percorrendo um pequeno trecho em asfalto. Esta seria minha primeira pedalada em Pitangui e também uma retomada ao Mountain Bike depois de uns 6 anos afastado das trilhas. Pedalamos 22 km, trecho relativamente curto, mas pra quem não subia em uma bike ha tanto tempo foi um exercício de superação que valeu a pena, o contato com a natureza, cheiro de mato, água de rio, animais silvestres pelo caminho foram revigorantes, estou pronto para a próxima.
    Pedalamos até a entrada da "Escola Agrícola", pegamos o estradão em direção ao Casquilho que oferece alguns obstáculos,mas nada que desanime.
    Fica aí uma dica para quem gosta de pedalar e estar em contato com a natureza, venha conhecer Pitangui e suas belezas naturais.

    Saída: sede de fazenda, casarão histórico


    Primeira parada: ponte sobre o rio São João.

    Preparando para decolar


    Ufa... Tudo vale a pena...


    Valeu companheiro!



    Rio São João


    Seguindo em frente.

    Entrada de mina desativada da Mineração Morro Velho.


    Vista da Fazenda da Escola Agrícola.


    Estrada bucólica.



    Purificando a alma.

    pequena cascata.

    refrescando o corpo.


    Só alegria...


    Temos que proteger a natureza.

    Como se pode observar, a região oferece um leque bem grande de atrativos naturais, mas cabe aqui uma observação. Algumas pessoas vão para as áreas ribeirinhas e deixam muito lixo por lá, poluindo o meio ambiente. Não custa nada juntar as garrafas pet, copos descartáveis, sacolas pláticas, etc. Vamos curtir a natureza, mas também vamos preservá-la, combinado?

    Alguém deixou este recado...


    Voltando pra casa.

    Na volta passamos pelo "Velho do Taipa" e pegamos o asfalto até chegarmos no Chapadão.


    Estação ferroviária desativada do Velho da Taipa.



    Rio Pará