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sábado, 30 de janeiro de 2010

Fotografando Pitangui


Foto: Vandeir Santos

A foto de hoje, enviada pelo amigo Vandeir Santos (pesquisador da história de Pitangui) mostra o cenário da tradicional Festa Junina na Comunidade do Campo Grande (zona rural de Pitangui). Que aliás é uma ótima festa! Em breve divulgaremos mais sobre as nossas festas juninas e julinas.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Fotografando Pitangui


Um voo pela cidade.


Turismo Rural.
Fotos: Júlio Cesar Mendonça


"Um mais um é sempre mais que dois", como já dizia Beto Guedes!
Agradecemos aos visitantes do blog que enviaram (e continuam enviando) as suas fotos para que sejam publicadas aqui. Divulgaremos as fotos por ordem de chegada, nesta Mostra Virtual...
É muito bom poder documentar que cada vez mais pessoas demonstram o amor pela terra Fotografando Pitangui, sob visões diversificadas.
Divulgaremos hoje, algumas das fotos encaminhadas pelo pitanguiense Júlio Cesar Mendonça em um voo panorâmico por Pitangui.
Aguardem as próximas postagens. Envie a sua foto pelo email: daquidepitangui@gmail.com

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Parabéns pra você !!!!


Parabéns ao professor !!!!!! Verdadeiros amigos são irmãos que a vida nos dá o privilégio de escolher ! A caminhada é dura e íngreme, nela estaremos juntos ! Parabéns e tudo de bom nesta data especial.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Fotografando Pitangui


Fotos: Léo Morato



O Fim de tarde. A "cidade alta" vista do bairro Lavrado, destacando também o céu da cidade. Envie a sua foto que a publicaremos neste legítimo espaço pitanguiense!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Família Rachid






Fotos do natal dos Rachid's
Quando a guerra assolava o Líbano, "nos idos de 1.900", escondida no porão de um navio, navegou a semente hereditária da música no coração do menino Massaud Rachid. Prodígio que era, mal desceu em terras brasileiras, buscou uma ocupação que lhe rendesse alguns contos e tratou logo de comprar seu primeiro instrumento: um acordeon de oito baixos. Ainda muito jovem, formou família na pequena cidade de Conceição do Pará, no interior Mineiro. O filho Massaud herdara não só do pai a riqueza musical, mas também de seus avós maternos, que tocavam rabeca e violão. Natural que nele estivesse concentrada toda a gênese da musicalidade. A força do talento gerou nove filhos músicos, dotados de uma sensibilidade artística de teor incalculável. No pequeno acampamento da Usina Bento Lopes(Conceição do Pará), a casa era um viveiro musical extraordinário. Por ela, espalhavam-se discos, acordeons, violões, contrabaixos, equipamentos sonoros e o mais importante, a essência musical que era percebida no ar. Na família nasceram as bandas Asa Delta e CM5.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Seu Jorge

Jorge Guerra

Neste espaço do blog para divulgar os escritores e poetas pitanguienses, hoje vai mais uma do Jorge Mendes Guerra Brasil, o Seu Jorge.
Com satisfação notamos que as ações de preservação do nosso patrimônio estão sendo tratadas com mais afinco, nos dias atuais. Mas esse trabalho deve ter continuidade e o texto abaixo, do livro Pitangui em Trovas, Versos e Prosas, publicado em 2004, nos lembra da importância de cada um, nessa constante valorizAÇÃO.


LAMENTO DO CASARÃO


Não me deixe sucumbir,
Pro chão não quero ir.
Muita chance ainda me resta.
Faço parte do passado.
Conservem-me com muito cuidado,
Pra muita coisa ainda presto.


Lembrem-se de que abriguei
Avós, pais e filhos teus
E muitos são hoje doutores
Não têm lembranças de mim
Quando em seus jardins,
Trocaram juras de amores?


Guardo em minhas paredes
Onde penduravam suas redes,
Muitas e muitas histórias.
Guardo bastante segredos
De que muitos até têm medo
De trazê-los à memória.


Faço parte da história
Dos nossos tempos de glória
Não deixem ao chão me jogar.
Sou mais um casarão,
Prestes a ir ao chão.
Mas hoje está em suas mãos,
Esse crime evitar.


(Jorge Guerra)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Fotografando Pitangui


Foto: José Maria Rosa.


Vista parcial de Pitangui, do alto da Serra da Mata da Pedreira, com destaque para a Igreja de São Francisco. Foto tirada por José Maria Rosa, em 2 de junho de 2009.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fotografando Pitangui

Nesta seção que inauguramos hoje, visando divulgar a cidade, mostraremos os registros fotográficos feitos em Pitangui.
Com o foco noturno do centro da cidade, a foto de hoje é do amigo e pitanguiense Neivaldo Barros.

Envie a sua foto, informando o local fotografado, que teremos o prazer em publicar nas próximas postagens. As imagens e fatos do presente, serão história em futuro próximo. Se também tiver fotos antigas, textos e sugestões para novos temas, fique a vontade e faça contato conosco através do e-mail: daquidepitangui@gmail.com


Vista parcial do centro da cidade, com a Igreja Matriz ao fundo.
Foto: Neivaldo Barros

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mais informações sobre cinemas em Pitangui

E a sétima Arte estava presente em mais de uma sala de exibição da cidade, pois, nos chegou um material que comprova que em Pitangui existiram dois cinemas naquele período, de proprietários diferentes, pois na postagem anterior o "Cine Pitangui" era o nome de fantasia da empresa "Ramos & Oliveira Ltda".Já nesta postagem, apresentaremos dois impressos, gentilmente cedidos por Betto Santiago, apresentando a programação do "Cine Central", nome de fantasia da empresa "Salvador Tropia & Irmãos".
Será que o "Cine Pitangui" e o "Cine Central" funcionaram na mesma época, simultaneamente? Se alguém tiver alguma informação a respeito e quiser nos enviar ficaremos agradecidos.

O primeiro impresso, de julho de 1948, anuncia como filme principal da programação o filme "Ódio no Coração" (1942) com Tyrone Power ( o primeiro Zorro do cinema). O segundo impresso, de fevereiro de 1951 tem como atração principal o filme "A Barca do Jogo", com Roy Rogers e Dole Evans. Cabe lembrar que estes atores eram os grandes astros daquela época, sendo sucesso de bilheteria garantido.



Clique nas imagens para ampliá-las

Postado com a autorização de Betto Santiago

ÓDIO NO CORAÇÃO


Título Original: Son of fury: The story of Benjamin Blake


Gênero: Drama, Romance
Direção: John Cromwell
País: Estados Unidos

Postado com autorização de Betto Santiago

A BARCA DO JOGO

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O INDEPENDENTE 20 Anos

Foto: Ricardo Welbert

Fundado em 2 de janeiro de 1990 o Jornal O Independente está completando 20 anos de atividades em Pitangui. Fazendo jus ao nome, o jornal tem uma linha editorial que visa relatar de forma crítica e coerente os acontecimentos gerais ocorridos na cidade, ao longo desses 20 anos, exercendo de fato o quarto poder (a imprensa). O arquivo com os textos e fotos publicadas no O Independente, pode ser considerado um museu da nossa história recente, pois guarda os registros de duas décadas.

Edilson Lopes - 20 anos de atuação no jornal. Foto: Léo Morato


O jornal busca também ser democrático, pois dá vez e voz a quem o procura. Nas páginas de capa de suas edições consta: “Para nós sua opinião é indispensável!! Participe por e-mail ou telefone, pois só um jornal pressionado por seus leitores, se transforma num veículo de qualidade e de credibilidade indiscutíveis”.

Além dos artigos e reportagens de autoria do próprio jornal, O Independente também publica colunas de opinião dos seus leitores, por acreditar que a liberdade de expressão faz parte do processo democrático. Eu leio O Independente e particularmente sou grato ao jornal, pois foi cedido espaço em várias edições ao longo dos anos, inclusive recentemente, divulgando o blog Daqui de Pitangui.


A atual sede do jornal na Praça da Matriz

Foto: Licínio Filho

Em nome da equipe do blog Daqui de Pitangui, ao O Independente – um patrimônio pitanguiense - os nossos votos de vida longa e que continue exercendo a sua função social.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Problema: Em Pitangui, Bairro Dona Judith Abreu e Silva Não Tem Pavimentação (calçamento Ou Asfalto), Nem Rede de Esgoto e Pluvial. - Cidade Democrática

Ruas sem pavimentação é um dos problemas
enfrentados pelos moradores do bairro Dona Judith.


Saiba mais clicando no link abaixo.

Problema: Em Pitangui, o Bairro Dona Judith Abreu e Silva não tem pavimentação (calçamento Ou Asfalto), nem rede de esgoto e pluvial. - Cidade Democrática


JOAQUINA DO POMPÉU tramas de memórias e histórias nos sertões do São Francisco

Estamos inaugurando mais uma seção aqui no blog, chamada "Dicas de Leitura". Diante do crescente interesse sobre as questões relacionadas à história de nossa cidade, como também da região passaremos a divulgar livros, teses, artigos, etc. , que certamente serão do interesse de nossos visitantes. Obras literárias e outros temas que acharmos interessantes também terão espaço por aqui.
Iniciaremos nosso trabalho com uma obra do pesquisador de Abaeté, Gilberto Cezar de Noronha (JOAQUINA DO POMPÉU tramas de memórias e histórias nos sertões do São Francisco. EDUFU.2007).
Reproduziremos abaixo a sinopse retirada do site da editora.


Sinopse:

Este livro tem como foco a personalidade marcante da história regional: mulher, latifundiária, escravocrata, membro da elite econômica e política do centro-oeste das Minas Gerais. Joaquina do Pompéu (1752-1824) sobrevive na memória de indivíduos, grupos e categorias sociais as mais diversas, nos municípios do Alto São Francisco. É a memória, a lembrança, ao mesmo tempo individual e coletiva, que constitui o verdadeiro objeto de análise desta obra. A partir das contribuições de pensadores tão diversos, mas igualmente instigantes, como, Proust, Halbwachs, Veyne e Benjamin, o autor refaz o percurso dessa memória tecida em torno da figura de Joaquina. Aqui o autor se afasta da historiografia tradicional, interessada no uso da memória oral ou escrita como mero recurso documental, à procura da “verdade” dos documentos históricos. (Fonte: EDUFU).
Você pode adquirir esta obra via internet clicando AQUI.

Esta dica de leitura nos foi encaminhada pelo também pesquisador Vagner da Silva Cunha, que por sinal terá em breve uma postagem sobre seu trabalho de pesquisa "A ‘Rochela’ das Minas do Ouro? Paulistas na Vila de Pitangui (1709-1721)", dissertação de Mestrado defendida por ele em 2009, e que estamos finalizando a leitura.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Manifestações patrióticas em Pitangui do século XIX

Durante a segunda metade do século XIX, os acontecimentos ligados às relações internacionais do governo brasileiro foram acompanhados com atenção pela população de Pitangui, que envolvida por uma áurea de patriotismo, se mobilizava em apoio ao governo imperial de D. Pedro II.

Sobre estes acontecimentos, uma obra importantíssima é o livro “Escavações ou Apontamentos Históricos da Cidade de Pitangui”, de autoria de Joaquim Antônio Gomes da Silva (1890). Esta obra, rara,descreve com detalhes alguns acontecimentos importantes em Pitangui na segunda metade do século XIX. Em especial, apresentaremos as manifestações de patriotismo, no contexto das relações internacionais brasileira, que ocorreram na cidade naquele período, das quais Gomes da Silva foi testemunha ocular, inclusive tendo participação efetiva.

Primeiramente iremos contextualizar os acontecimentos envolvendo o Brasil e suas relações internacionais e em seguida apresentaremos segundo relato de Gomes da Silva, as reações da população de Pitangui aos acontecimentos .


As Relações Internacionais e o Brasil na segunda metade do século XIX.

Durante o Segundo Império, o Brasil viveu momentos de tensão com países vizinhos, como também com a Inglaterra, principal parceira econômica do país naquele período.

Desde o início do século XIX, a Inglaterra exercia forte pressão sobre o governo brasileiro para por fim à escravidão. As relações entre os dois países se agravaram em 1861, com o naufrágio do navio inglês "Prince Of Wales", no litoral do Rio Grande do Sul, dando origem a um incidente diplomático que ficou conhecido como a "Questão Christie". A situação se tornou ainda mais grave quando, em 1863, uma esquadra inglesa aprisionou návios mercantes brasileiros em alto-mar. Tal fato levou D. Pedro II a romper relações diplomáticas com a Inglaterra.

Clique na imagem abaixo e entenda melhor a "Questão Christie"


Caricatura da época sobre a

"Questão Christie"


Apesar de distante da capital do Império, a população de Pitangui acompanhou atentamente este incidente envolvendo as duas nações. Segundo Gomes da Silva:

"Para os pitanguienses o amor da pátria foi sempre uma religião, que devotamente cultivavam com afanaso devotamento."

Diante dos acontecimentos, no dia 02 de fevereiro de 1863, lideranças locais reunidas com a população da cidade no paço municipal, criaram a sociedade "Amor da Pátria", a fim de angariar recursos no município para ajudar ao governo imperial na defesa do Brasil contra a ameaça externa.

Eminentes figuras da sociedade pitanguiense discursaram emersos no fervor patriótico, entre eles, o próprio Joaquim Antônio Gomes da Silva. Foi criada uma comissão que conseguiu levantar a quantia de 2.110$000 (contos de réis), que posteriormente foram doados ao governo imperial, por ocasião da Guerra do Paraguai (1864 - 1870). A respeito desta guerra, apresentaremos abaixo como a população de Pitangui se mobilizou em apoio à causa nacional.

A Guerra do Paraguai

A Guerra do Paraguai (1864 - 1870) foi o maior conflito armado da América do Sul e uma das guerras mais sangrentas do século XIX. A guerra, motivada por disputas pelo controle da bacia do rio da Prata, envolveu Brasil, Argentina e Uruguai, que formaram uma aliança militar (Tríplice Aliança) contra o Paraguai.


Clique no mapa abaixo e entenda melhor o que foi a Guerra do Paraguai


Mapa retratando a região do conflito


Ainda, segundo Gomes da Silva, no dia 07 de fevereiro de 1865, a cidade recebia a notícia das primeiras vitórias das tropas brasileiras na região do Prata. À noite, as lideranças políticas da cidade convocaram a população, através da sociedade "Amor da Pátria" para uma manifestação patriótica, quando foi criada uma comissão responsável pelo alistamento de voluntários para combaterem no conflito platino, além de disponibilizar os recursos financeiros angariados 2 anos antes, ao governo imperial. Em meio a discursos inflamados, um cidadão de nome Antônio da Silva Barbosa foi o primeiro a se alistar voluntariamente. Entre os dias 07 e 21 de fevereiro de 1865 inscreveram-se 52 voluntários.



Foto de um cabo desconhecido pertencente

ao 1º batalhão de Voluntários da Pátria



No dia 22 de março, em reunião da sociedade "Amor da Pátria", compareceu a "jovem D. Rosinha Azevedo", filha do tesoureiro daquela sociedade, tenente Pedro de Azevedo Souza Filho, empunhando uma bandeira com caracteres em ouro, com as armas do Brasil, a coroa imperial e os dizeres "VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA DE PITANGUI". No dia 24, esta bandeira foi entregue ao sargento José Bahia da Rocha, comandante daquele destacamento de Voluntários da Pátria, em ato solene.

No dia 25 de março "o dia da partida, o dia das saudades, o dia das lágrimas...Os olhos que não choravam traziam as lágrimas nas almas..." , os voluntários de Pitangui partiam, chegando ao Rio de Janeiro em 28 de abril daquele ano.

O Museu Histórico de Pitangui guarda algumas peças usadas por combatentes pitanguienses na Guerra do Paraguai.Quando ele voltar a ser aberto à visitação publica poderemos apreciar este valioso acervo.


FONTE:

SILVA, Joaquim Antônio Gomes da. Escavaçoes ou Apontamentos Históricos da Cidade de Pitangui. 1890.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Poecontos

Material enviado pelo William Santiago


Na sexta-feira da semana passada, dia 8, realizamos uma postagem sobre o Pitaculta - Movimento Pitanguiense de Ação Cultural, ocorrido na década de 80, sob a iniciativa do pitanguiense William Santiago. Conforme divulgado, um dos grandes acontecimentos do Pitaculta foi o Poecontos - Encontro de Poesia e Contos de Pitangui. Com o objetivo de dar mais ênfase a esse importante movimento pitanguiense, divulgamos hoje a capa do livro publicado sobre o Poecontos e os poemas que ganharam o primeiro e o segundo lugares.



10 Lugar: A Casa - Ricardo Nazar. Pitangui - MG.

20 Lugar: Gênesis - Gabriel Bicalho. Mariana - MG.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mactias Lanches


Um grande atrativo de Pitangui é a sua culinária, caracterizada pela tradicional comida mineira. E os sanduíches comercializados nas lanchonetes e treilers da cidade são um sabor a parte, que só se encontra em Pitangui. Funcionando próximo à praça Governador Benedito Valadares (praça do Jardim) desde de 1992, a lanchonete do senhor Matias Serafim de Carvalho, o Mactias é a mais antiga em atividade. Fica aberta diariamente das 18:00h (aproximadamente) até altas horas.


Fotos: Léo Morato

Nos finais de semana e feriados, além de saborear uma das várias opções de sanduíches, você pode dar a sorte de presenciar fatos e ouvir estórias hilárias dos frequentadores (que chegam após as baladas na cidade) e do próprio Matias. É uma pena que não vou poder contar um “causo” por aqui, vai ser preciso ir até lá para conferir. Boa diversão, quero dizer, bom lanche.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Vídeo em homenagem à Pitangui

Este vídeo já está bombando na internet, várias pessoas, entre elas Rafael Pádua, Renato Lopes e Alexandre Abreu, entraram em contato conosco indicando-o para uma postagem. Elis Rachid foi quem postou no You Tube e também nos indicou o material.
O vídeo ficou muito bem produzido, com lindas imagens e uma trilha sonora de primeira. Mais um exemplo do talento do povo de Pitangui. Veja a ficha técnica ao final do vídeo.

Com este vídeo completamos nossa centésima postagem







segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Famílias Mineiras descendentes de Joaquina de Pompéu

Em um artigo de Cid Rebelo Horta entitulado "Famílias Governamentais de Minas Gerais", de 1956 e reeditado em 1986 na revista "Análise & Conjuntura", da fundação João Pinheiro, encontramos um minucioso trabalho sobre o domínio político de algumas famílias em Minas Gerais. Neste trabalho é elencada uma série de famílias que teriam suas origens na grande matriarca mineira, Joaquina de Pompéu.
Reproduziremos um fragmento deste trabalho aqui no blog,pois muitas destas famílias têm raízes em Pitangui.

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FAMÍLIAS GOVERNAMENTAIS DE MINAS GERAIS¹

"12) JOAQUINA DO POMPÉU - Através de um casamento que veio dar no político do Império Martinho Álvares da Silva Campos, os Ribeiro de Entre Rios ligam-se ao talvez mais extenso e vetusto tronco familiar da política de Minas: os Rodrigues Velho-Campos, de Pitangui.

Antônio Rodrigues Velho, figura legendária, conhecida também pelo nome de "Velho da Taipa", foi um dos primeiros bandeirantes a chegarem a Pitangui, depois dos primeiros sucessos da luta dos "emboabas". Provindo de velha cepa bandeirante, tornou-se capítão-mor de Pitangui e na I a Câmara da Vila fez-se eleger juiz ordinário, juntamente com um seu parente Campos Bicudo, e com Fortunato Lopes Cançado, eleitos vereadores. Um neto desse Velho da Taipa, chamado Inácio Oliveira Campos, casou-se com Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco, filha de um advogado português instalado em Pitangui e parente dos Condes de Valadares. Joaquina Bemarda, que se tomou célebre matriarca, ficou conhecida pelo nome de Joaquina do Pompéu. De seu casamento com Inácio Oliveira Campos, segundo o sr. Jacinto Guimarães.. que tem interessante livro a respeito no prelo, descendem as seguintes famílias mineiras largamente difundidas: Álvares da Silva, Cordeiro Valadares, Abreu e Silva, Souza Machado, Oliveira Campos, Castelo Branco, Melo Franco, Campos, entroncando-se ainda nessa descendência os Capanema, Maciel, Vasconcelos, Pinto da Fonseca, Cunha Pereira, Sigaud, Lopes Cançado, Adjuto, Pinto Ribeiro, Caetano Guimarães, Horta, Pereira da Fonseca, Campos Taitson, Mascarenhas, entre outras.

Na eleição da Iª Junta Governativa de Minas, Pitangui é representada por um Álvares da Silva, um Cordeiro Valadares, um Dias Maciel, entre outros. Em todo o transcurso da Assembléia Provincial, nas iegisiaturas da Câmara Geral, estão presentes os Álvares da Silva-Campos-Cordeiro Valadares. O mesmo se verifica na República, sem interrupção, até os nossos dias.

Durante o Império, a política de Pitangui bem cedo se dividiu entre liberais e conservadores. O grosso da família Álvares da Silva-Campos-Cordeiro Valadares, que já havia mandado para o cenário nacional uma figura como Martinho Campos, formava a falange liberal. Os conservadores tinham como seus elementos integrantes os Capanema e Lopes Cançado. Embora entrosadas entre si essas famílias, a descendência patrílinear definia a filiação política. Representantes de ambas as facções sucedem-se nas assembléias políticas, os Ãlvares da Silva-Campos-Cordeiro Valadares em maior número. E a divisão política continuou. Na la República, os liberais passaram a chamar-se localmente gonçalvistas, dirigidos que eram por José Gonçalves deSouza, o qual, embora mais aparentado com os Lopes Cançado, foi dirigir os Alvares da Silva-Cordeiro Valadares, a cuja família, por intermédio do ramo Baía, ligara-se pelo casamento; ao passo que os conservadores se denominaram "vasquístas", chefiados por um Lopes Cançado, que se chamava Vasco Azevedo.

A luta permanece até hoje e na memória dos velhos é lembrança que não morre na orientação política. Conta-se a propósito que, em 1935, o velho senador Antônio Benedito Valadares, que era então constituinte estadual, ao saber que aqui chegara o ministro da Educação' Gustavo Capanema, apressou-se em ir ao Palácio da Liberdade advertir o mano governador:


- Não te esqueças, Benedito, que esse Capanema é um conservador...


Anos mais tarde, por ocasião das solenidades comemorativas do centenário da Revolução de 41, o então governador Benedito Valadares, denunciando uma consciência familiar muito viva, assim ordenava ao seusecretário particular.


- Elogie o Exército, mas não endeuse muito aquele Caxias, não, porque minha família sempre foi contra ele.


O chamado clã de Joaquina do Pornpéu é ainda hoje dono de um vasto domínio político. Tem como seus grandes núcleos Pitangui, onde trava acesa luta, Pompéu, onde a situação nunca deixou de ser inteiramente sua, Dores do !ndaiá, onde domina desde 1860, Abaeté, onde os chefes das duas facções pertencem à família, e Pará de Minas, estendendo a sua influência ainda pelos municípios de Curvelo, onde tem elementos chefiando as duas facções antagônícas; São Gonçalo do Pará, Mateus Leme. Em Patos de Minas, os seus parentes Maciel sustentam uma luta quase secular com os Borges, que se destacam entre o primeiros povoadores do Oeste.

O deputado estadual Paulo Campos Guimarães, descendente de Joaquina do Pompéu, respondendo a pergunta sobre os seus parentes e afins que tiveram na vida política do Estado, apresentou-me uma lista de perto de cem nomes. Basta citar os nomes de políticos vivos para se ter idéia expressiva da trama familiar sobre que se sustenta a política de Minas. São eles: Francisco Campos. Benedito Valadares, Gustavo Capanema, Afonso Arinos de Melo Franco, José de Magalhães Pinto, Leopoldo Maciel, José Maria Lopes Cançado, Jacinto Guimarães, Ovídio de Abreu, Vasconcelos Costa, Ernflio de Vasconcelos Costa, Simão Viana da Cunha Pereira, Eduardo Lucas Filho, Frederico Campos, Edson Álvares, Amador Álvares, Alberto Álvares,Juvenal Gonzaga.(...)"




¹Cid Rebelo Horta.Famílias Governamentais de Minas Gerais em Análise & Conjuntura.v.1, n. 2, maio/agosto – 1986.Fundação João Pinheiro. Belo Horizonte.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Cinema em Pitangui na década de 1950

A amiga Edilma Aguiar enviou-me este material apresentando a programaçao do Cine Pitangui na década de 1950. Pelo que mostra o documento, a programação era bastante variada e garantia o lazer da população no decorrer da semana.
Obrigado Edilma, por mais esta valiosa colaboração.

Em conversa, via internet, com Léo Morato, o pitanguiense William Santiago revelou ter sido ele quem disponibilizou na grande rede esta programação. Fica aí o registro.

Click na imagem abaixo para ampliá-la.



Encontrei no You Tube trechos de alguns dos filmes
anunciados no programa do Cine Pitangui.Veja abaixo:

Champagne para César (1950)



Lua Prateada (1953)



Flash Gordon no planeta Marte (1936)

Flash (buster Crabbe), Dale (Jean Rogers), e Dr. Zarkov retornavam de suas antigas aventuras no espaço para descobrir que seu arquiinimigo, o imperador Ming (Charles Middleton), tem uma nova e mortal arma: um raio devastador que atravessa o espaço para destruir a Terra. A única esperança para nosso planeta é que nossos quatro heróis maius uma vezm levantem vôo em sua nave para ir até Marte destruir a fonte de energia do raio. Mas lá eles ainda encontrarão mais uma inimiga para enfrentar: a Rainha Azura, que transforma seus adversários em homens de lama.


Informações Técnicas
Título no Brasil: Flash Gordon no Planet Marte
Título Original: Flash Gordon
País de Origem: EUA
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 198 minutos
Ano de Lançamento: 1936
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Classic Line
Direção: Frederick Stephani / Ray Taylor






A Tortura do Silêncio (1953)

Em A Tortura do Silêncio, obra-prima de Alfred Hitchcock, o padre Michael Logan (Montgomery Clift), aparentemente um modelo da piedade religiosa, ouve a confissão de um assassino. Testemunhar o ocorrido a partir do ponto de vista do matador e as normas da igreja impedem Logan de falar - mesmo que seja em sua própria defesa - quando evidências circunstanciais apontam o padre como o principal suspeito! Anne Baxter e Karl Malden - dois ganhadores de Oscar® - co-estrelam o filme nos papéis de uma antiga paixão de Logan e do inspetor de polícia que parece ajudá-lo, apenas para tentar prendê-lo. Filmado em locações no Quebec, A Tortura do Silêncio conduz o espectador para um clímax inesquecível. E numa verdadeira tradição hitchcockiana, todos confessarão ter visto tudo, do começo ao fim.

Fonte: 70 anos de cinema

Informações Técnicas
Título no Brasil: A Tortura do Silêncio
Título Original: I Confess
País de Origem: EUA
Gênero: Policial
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento: 1953
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Warner Home Video
Direção: Alfred Hitchcock


Elenco
Montgomery Clift ... Fr. Michael William Logan
Anne Baxter ... Ruth Grandfort



sábado, 9 de janeiro de 2010

A origem do nome Pitangui

Aquela imagem do bandeirante bem vestido e de botas e chapéu não corresponde a realidade, andava coberto apenas pelo necessário, botas e chapéu eram indumentárias da elite e de uso urbano. Nos pés usava no máximo um calçado feito de pele de vaca. A rusticidade destes homens não se restringia somente ao vestuário, ao contrário do que muitos poderiam pensar a comunicação entre eles se dava, predominantemente, através da língua Tupi, pois passavam meses no meio das matas junto aos nativos. Isto explica porquê é tão comum o uso do Tupi para denominar localidades, não é uma questão de herdar dos nativos as denominações, os próprios bandeirantes batizavam o que descobriam.

O Tupi-Guarani é uma família linguística do tronco Tupi composta por várias línguas indígenas sul-americanas faladas de norte a sul do Brasil. É praticamente certo que PITANGUY provem dos radicais PITANGA e Y. PITANGA é uma variação de PIRANGA, nome que significa "vermelho". Por sentido (aparentemente) figurativo, passou a significar "criança", em Tupi.
PITANGA também é o nome da fruta vermelhinha que até hoje chamamos "pitanga", em português. O “Y” geralmente tem sentido de água ou rio. É pouco provável que o sentido seja rio vermelho pois na composição substantivo/adjetivo, o adjetivo vem após o substantivo. Rio vermelho neste caso seria Ypiranga, tal como o rio que serviu de palco ao grito de independência de D. Pedo I. Já a composição entre dois substantivos, como no caso de Pitangui - menino e rio, o substantivo qualificativo é que fica anteposto ao substantivo qualificado. Um outro exemplo: Rio do Jacaré - Y+ÎAKARÉ = ÎAKARE’Y (aportuguesado para Jacareí). Rio dos meninos = Y+PITANGA = PITANGUI.
Alguns historiadores justificam a origem do nome com o relato de que os primeiros paulistas que chegaram a região surpreenderam algumas índias se banhando, estas teriam se apavorado com a presença de estranhos e abandonado (?) os filhos na margem do rio (Rio Pará). Em outra versão teria sido encontrado um aldeiamento de índios com muitas crianças nas margens do rio. Não existem documentos da época que comprovem estas histórias, a única coisa que se pode afirmar com absoluta certeza é que o primeiro nome do Rio Pará foi Rio Pitangui, tal como consta em um mapa da virada do séc. XVII pro XVIII.
E Pitangui não foi a única localidade a ser agraciada com o topônimo. A 15 de abril de 1871, a cidade paranaense de Ponta Grossa teve o seu nome alterado para Pitangui, mas voltou a chamar-se Ponta Grossa a 5 de abril de 1872. Isto ocorreu porquê o principal rio que margeia a cidade chamava-se e ainda se chama Pitangui.
Outro exemplo: a 30 km ao norte de Natal – RN – localiza-se a praia de Pitangui, deslocando-se 1 km a oeste chega-se a lagoa de Pitangui ou se subirmos 4 km chegamos a foz do Rio Pitangui. Não foi possível identificar a origem destas denominações mas reforçam a tese de que a origem da expressão tem a ver com a existência de rios que por algum motivo receberam a mesma denominação.
Este trabalho tem por objetivo enterrar de vez a versão de que a razão do nome é a prática de se pintar os locais onde se encontrava ouro, dando origem ao termo “pinta aqui”. Muito provavelmente esta história “pintou” na cabeça de algum preguiçoso pouco disposto a se dar a um trabalho de pesquisa sério e baseado em argumentos sólidos.


Vandeir Santos

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Pitaculta

Desde quando comecei a me interessar por questões histórico - culturais em Pitangui, no fim dos anos de 1990, ouvia falar sobre o Pitaculta, mas não tive a oportunidade de saber mais sobre esse movimento. Recentemente, em contato com o amigo e pitanguiense William Santiago (pessoa de grande estirpe e que representa muito bem Pitangui por onde passa), conseguimos informações valiosíssimas e vamos compartilhá-las aqui no blog.
William no Consulado do Brasil em Encarnación - Paraguai
Em seu retorno a Pitangui (depois de um tempo fora do país), o Willian Santiago teve a idéia e a coragem de fundar o Pitaculta - Movimento Pitanguiense de Ação Cultural, em 1986, com o intuito de romper o ostracismo e promover a efervecência cultural em Pitangui.

"A idéia não era basear o movimento naquelas atividades elitistas, mas pensar e agir a cultura no sentido amplo. (Naquela época), esperar das autoridades de uma cidade pequena que se preocupassem com o aspecto cultural era sonhar alto demais. O que era preciso fazer era ajuntar os artistas (pintores, músicos, escritores, escultores, etc.) e criar uma entidade que poderia vir a ser o embrião de um departamento (ou secretaria) de cultura , lazer e turismo em Pitangui".

O movimento tinha livro de ata e registro em cartório para dar sustentação jurídica e viabilizar recursos que custeassem os projetos. O seu primeiro presidente foi o JONBA João Batista de Freitas, o segundo foi Roberto Carlos de Oliveira, poeta, conhecido como Roberto Caroli.
As principais iniciativas do Pitaculta foram: o Festival de Música, a Semana de Artesanato e Pintura e o Poecontos (concurso de Contos e Poesia). Quem ganhou o Festival de Música foi o Kiko Lara com a música "Clara", dele e do Ricardo Nazar. O segundo e o terceiro lugares foram do compositor Eugênio Gomes, de Lavras, com as músicas "Vênus Platinada" e "Casarão".

Prefácio do livro publicado com os trabalhos premiados no Poecontos
Além do Pitaculta, o William fundou o Jornal Correio de Pitangui . Para se dedicar ao trabalho e para que outras pessoas dessem sequência ao projeto, foi deixando o movimento aos poucos. Por motivo desconhecido o Pitaculta encerrou suas atividades em 1987, após a realização do II Poecontos (será que foi por falta de incentivo e reconhecimento?).
Finalizando o bate papo, pedi ao William a sua opinião sobre a cultura em Pitangui nos dias de hoje. Ele enfatizou que não tem acompanhado por estar fora da cidade, mas deixou um relato que nos leva a uma boa reflexão:
"Acho que hoje existem mais possibilidades, como rádio, televisão, internet, coisas que não havia em 1986 na região, mas, ao mesmo tempo, seria preciso redefinir o que é essa "cultura" que estamos procurando, para que e a quem serve”.
Na minha opinião, caro William, a cultura deve ter o papel de inclusão, de participação, de afirmar as tradições, de elevar a nossa alto estima como povo, como cidadãos. A cultura é a prática no dia-a-dia, é a convivência prazeroza entre as pessoas, é celebração!
Com base nos relatos acima, aí está um grande acontecimento cultural organizado em Pitangui, que merece ser lembrado. Essa, também é uma página importante da nossa história recente, que temos que continuar a escrever.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A Invasão do Fórum em 1896: O Último Motim de Pitangui.

Mais uma valiosa colaboração de Vandeir Santos, Confira.

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O ano de 1892 representou um marco importante na vida do jovem jornalista Vasco Azevedo, aos 25 anos ele assumia o cargo de agente executivo (prefeito) e presidente da Câmara da cidade de Pitangui. Chefe político prestigioso, consegue reeleger-se em 1894 com um total de 1.100 votos, obtidos com a ajuda de inúmeros correligionários, membros de parte da elite da época, que compunham o partido vasquista. Era um bom político mas não se pode dizer o mesmo como administrador, deixou de realizar obras, que aos olhos de muitos eram inadiáveis e ao mesmo tempo autorizou gastos considerados por outros como supérfluos. Ausentava-se com freqüência para resolver assuntos particulares ou para tratar de questões político-administrativas da região, o que era malvisto e murmurado pelos opositores.

Se Vasco tinha o apoio de famílias ilustres de Pitangui, a oposição não era menos amparada. Famílias como a Nunes de Carvalho, a Lacerda da Rocha, a Álvares da Silva e outras compunham o grupo de oposição ao governo municipal e a estas somaram - se, com o decorrer do tempo, famílias vasquistas descontentes como os Cordeiros Valadares e os Bahia da Rocha.

A Proclamação da República alterou os procedimentos administrativos, tornando obrigatória uma sessão do executivo para prestação de contas do ano findo. Não perdeu tempo a oposição em mobilizar todos os aliados da região para acompanhar a reunião que estava marcada para o dia 31 de janeiro de 1896 no edifício do Fórum. Queriam os opositores aproveitar a ocasião para não consentir que os “extravios, as defraudações do erário municipal, o espesinhamento das leis, em geral, continuassem acoimados e impunes...”

Os vasquistas pressentiram a estratégia da oposição, chegando inclusive a providenciar armas, mas não foram rápidos o suficiente para impedir que o grupo contrário tomasse o Fórum na noite do dia 30. Reforçados pelos contingentes de Onça, Brumado, Conceição do Pará, Pompéu, Maravilhas, Cercado (Nova Serrana) e Abadia (Martinho Campos) a tropa comandada pelo Major José Nunes de Carvalho se antecipa a reação dos correligionários de Vasco Azevedo, se apossam do prédio, formam uma comissão e aguardam o dia seguinte. Em virtude da situação desfavorável em que se encontravam, com os sediciosos solicitando a renúncia de toda a Câmara, Vasco Azevedo e os vereadores de sua base política não comparecem para o início dos trabalhos.

Ainda no dia 31 a Comissão Popular recebe um ofício assinado pelos vereadores da maioria onde, em vista das circunstâncias, renunciam aos seus cargos. No mesmo dia Vasco, em companhia de Romualdo Xavier Lopes Cançado, parte para Ouro Preto, a fim de providenciar força policial para restabelecer a normalidade na cidade.

Com a renúncia coletiva dos vereadores e com a ausência do representante do executivo, a Comissão ainda de posse do prédio, lavra ata no dia 1º de fevereiro aclamando Agente Executivo e Presidente da Câmara, o Sr. Antônio Mourão Lopes Cançado e convocando os demais suplentes para ocupar as vacâncias.



Foto tirada no dia da absolvição dos responsáveis pela invasão do Fórum de Pitangui.

Click na imagem acima para ampliá-la.

Imagem gentilmente cedida pelo vereador Alexandre Barros



A exemplo do que ocorrera 176 anos antes, no dia 13 de fevereiro forças do governo entram novamente na cidade, agora é o Tenente Benjamin Ferreira Lopes com 17 ou 20 praças. Desta vez não houve resistência a missão das autoridades, os vereadores e Vasco Azevedo reassumem os seus cargos sem que houvesse nenhum ato de hostilidade. No dia 1º de março chega à cidade o chefe de polícia Dr. Alfredo Pinto Vieira de Melo, que dá início ao processo de culpa pelos “graves e momentosos” acontecimentos do dia 31 de janeiro, são indiciados os réus Major José Nunes de Carvalho, J. J. Cordeiro Valadares, Major Francisco Bahia da Rocha, Alexandre de Lacerda Rocha, Joaquim Nunes de Carvalho Quito, Antonio Mourão Lopes Cançado, Antero Álvares Silva, Antonio Orsini e Inácio Cordeiro Valadares. O julgamento foi no fórum de Pará de Minas de onde os réus saíram absolvidos e de certa forma vitoriosos, pois se por um lado não conseguiram a renúncia efetiva do executivo, abalaram profundamente a política vasquista.

Não sejamos ingênuos em pensar que o acontecimento foi fruto do mais puro civismo, que os revoltosos utilizaram os seus direitos de cidadão para fazer prevalecer a ordem e a justiça. O que se viu foi uma demonstração de oportunismo político, onde a oposição manipulou a massa para fazer vingar o seu desejo de poder. Afinal nada se provou contra Vasco Azevedo. Por outro lado, quando assume o governo em 1ª de janeiro de 1897, o Dr. José Gonçalves de Souza alega não ter encontrado os livros da Câmara...


FONTE:


DINIZ, Sílvio Gabriel. O Gonçalvismo em Pitangui. Revista Brasileira de Estudos Políticos. 1969.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Costelinha Crocante

Esta é a nossa primeira receita de 2010. Elegemos a costelinha de porco, que acompanhada de uma cerveja bem gelada é ainda mais deliciosa.
Bom apetite!


INGREDIENTES
  • 1 kg. de costelinha suína cortada em pedaços de cinco centímetros
  • suco de quatro limões
  • meio quilo de farinha de mandioca
  • sal a gosto
MATERIAL
  • Grelha para churrasco
COMO FAZER

Temperar a costelinha com suco dos limões e levar para assar na churrasqueira, em uma grelha colocada na parte mais alta, para que asse aos poucos. Quando já estiver dourada, retirar e passar na farinha de mandioca misturada com sal, de modo que os pedaços fiquem completamente cobertos. Voltar a carne para a churrasqueira e deixar por aproximadamente 10 minutos, na parte mais afastada da brasa. Pode ser servida acompanhada por azeite misturado com ervas desidratadas e pimenta.

FONTE: Sabores de Minas, nº 59 - Suplemento mensal do jornal "Estado de Minas".