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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Origem da Família Cézar



Nosso amigo Vandeir Santos nos enviou mais um material, fruto de suas pesquisas sobre Pitangui. Trata-se do testamento de Francisca Xavier Cézar, o qual foi elaborado em 1798.

Segundo Vandeir, se considerarmos que ela disse ter nascido em Pitangui em 1722, conclui-se que os Cézar, muito provavelmente, fazem parte da leva de reinóis (portugueses) que foram convidados para povoar a região de Pitangui após o motim de 1720. Portanto, Dona Francisca deve ser filha do primeiro Cézar a pisar em Pitangui.

Já o sítio quela chama de Campo Grande (citado no testamento), é provável também que não se trate do povoado a direita da rodovia (sentido Pitangui-Martinho Campos). Vandeir acredita que se tarta de algum lugar bem próximo ao atual Sacramento, já que naquela localidade se concentra um grande número de elementos da família Cézar.

Um outro detalhe interessante destacado por Vandeir é que o Governador de São Paulo na época do motim comandado por Domingos Rodrigues do Prado (1720) em Pitangui era Rodrigo Cézar de Menezes.


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Arco-íris sobre Pitangui

Foto: Julianne Carvalho

Chegou até nós, através do Júlio Cesar Mendonça, duas fotos muito legais registradas pela Julianne Carvalho, o arco-íris sobre Pitangui. Agradecemos aos dois pela maravilhosa colaboração. Se você tem uma foto legal de Pitangui e quer vê-la postada no blog é só nos enviá-la através de nosso e-mail.


Foto:Julianne Carvalho

Jornal "Correio de Pitanguy": edição de agosto de 1988




No final da década de 1980 circulou em Pitangui o jornal "Correio de Pitanguy". Nesta postagem apresentamos fragmentos da edição de agosto de 1988 com a deliciosa coluna "Beira de Balcão" escrita pelo Jomba. Vale a pena lê-la, casos pitorescos envolvendo figuras da cidade são descritos com muito humor pelo autor. Nesta coluna Jomba se revela um grande cronista do cotidiano da cidade. Clique na imagem ao lado para ampliá-la.





O material desta postagem foi cedido por Edilma Aguiar (acervo de família).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Jornal "Município de Pitangui": edição de junho de 1965


A edição de 20 de junho de 1965 do jornal "Município de Pitangui" trazia a coluna "Diário de um Combatente", escrita por Nestor de Aguiar (ver imagem ao lado), que reproduziremos na íntegra abaixo. Nesta coluna, Nestor descrevia seu cotidiano como soldado da FEB durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


DIÁRIO DE UM COMBATENTE


Nestor de Aguiar


Comandava o 11 R.I. o Cel. Delmiro Pereira de Andrade. Fui incluído na 6ª Cia. sob o comando do Capitão Hélio Covas Pereira, e trabalhei no Pelotão de Petrecho, comandado pelo 1º Tenente Hélio Barreto Mateus, com o 2º Sgt. Euclides Geraldo Pires, 3º Sgt. Geraldo Pio Lana, Cabos Edésio Moreira de Castro, Milton Tafuri, Raimundo Rosa de Lima, Antônio Abel da Silva e outros bons comandantes, Tenentes, Sargentos e Cabos, cujos nomes completos não tenho na memória.
Na 6ª Cia. recebemos de fato os treinamentos para a guerra: instruções de combate, precauções contra gaz (sic), conhecimento geral de armas modernas que para mim ainda eram desconhecidas, tais como bazucas, metralhadora ponto 30 , ponto 50 e portátil, granada de mão, morteiro, revólver, etc.; e bem assim dos cuidados que o soldado deve ter em campo minado, defesa individual, vigilância contra os quinta-colunas, e abandono de navio em caso de torpedeamento. Esta instrução começamos na Vila Militar; fizeram um estaleiro de madeira de uns 20 metros de altura no qual nós subíamos e descíamos pelas cordas ali dependuradas. Enfim, recebemos uma série de instruções úteis ao ponto de embarcarmos destemidos e na certeza de conquistarmos para esta Pátria querida, a vitória da Fôrça (sic) Expedicionária Brasileira.
Não poderia eu deixar de relatar nêste (sic) meu diário, os cuidados com que se houve o Estado Maior, preparando a tropa. No Morro do Capistrano, as instruções eram intensivas, moldadas no sistema americano, e não passou despercebido o mínimo detalhe na preparação do Contingente, com todos os requisitos necessários para deixar o país.


Continua



O material desta postagem foi cedido por Edilma Aguiar ( Acervo de família).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Jornal "Município de Pitangui" edição de maio de 1955

A nossa amiga Edilma Aguiar mais uma vez nos forneceu um precioso material que compartilharemos com nossos visitantes a partir de hoje. Trata-se de exemplares de jornais que marcaram época em Pitangui. São dois exemplares do "Município de Pitangui" - o primeiro de 1955 e o segundo de 1965 - e um exemplar do "Correio de Pitanguy" de agosto de 1988. Postaremos aqui matérias publicadas nestas edições, resgantado assim a memória da imprensa de Pitangui.

Nesta postagem apresentamos o cabeçalho do jornal
"Município de Pitangui", edição de 15 de maio de 1955.



Clique sobre as imagens para ampliá-las.


Chamou-nos a atenção a matéria de primeira página sobre as
comemorações do 1º centenário da cidade. Naquele ano completava-se 100 anos de elevação de Pitangui à cidade e comarca.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Dr. Marcial

Marcial de Melo Castro. Mineiro de Tupaciguara, PITANGUIENSE de coração, atleticano por vocação !!!!!! Em Pitangui, além de médico, contador de causos, "frequentador dos mais longínquos butecos", foi goleiro e treinador do Clube Atlético Pitanguiense - CAP. Fica aqui nossa homenagem ao grande homem, grande profissional, grande esportista, grande PITANGUIENSE !!
Quem tiver mais informações a respeito, nos envie para engrandecer a postagem.
Segue abaixo, matéria veículada no jornal Estado de Minas de 24 de fevereiro de 2010, a respeito do nosso Dr. Marcial, com o título de "A polêmica venda de Marcial"

O início de 1963 foi agitado para o goleiro Marcial, do Atlético. Em janeiro, ele foi campeão brasileiro de seleções por Minas Gerais – na última partida, os mineiros venceram os cariocas por 2 a 1, no dia 30. No retorno a Belo Horizonte, Marcial de Melo Castro pediu uma folga à diretoria atleticana para visitar os familiares em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, sua cidade natal. Mas nem chegou a viajar.O Estado de Minas de 3 de fevereiro anunciava a negociação do goleiro de apenas 21 anos. “Marcial cedido ao Corinthians: 20 milhões” foi a manchete do Esportes. A reportagem destacava que o Atlético somente fechara o negócio depois de garantir a presença do goleiro na decisão do Campeonato Mineiro de 1962, contra o Cruzeiro, que começaria em breve.Segundo o jornal, “os entendimentos chegaram com certa facilidade a bom termo, de vez que os próceres (como eram chamados os dirigentes na época) corintianos, reconhecendo em Marcial um dos arqueiros mais completos do futebol brasileiro na atualidade, mostraram-se dispostos a pagar o preço exigido pelo seu liberatório”. Entretanto, o goleiro atleticano fez uma exigência incomum, principalmente para os tempos de hoje: ele queria que o clube paulista conseguisse sua transferência para a Escola de Medicina de São Paulo. Marcial estava no terceiro ano do curso de medicina. A transação acabou não se concretizando.Ainda em fevereiro, Marcial foi convocado para a Seleção Brasileira que disputaria o Campeonato Sul-Americano em março, na Bolívia. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD), que então administrava o futebol, decidiu mandar a Seleção Mineira representar o país, com reforço de jogadores de clubes que não estavam disputando o Torneio Rio-São Paulo.Nova venda No dia 22, o EM anunciou outra venda do goleiro. “Cedido Marcial ao Flamengo: 12 milhões” era a manchete da reportagem sobre a que seria, até então, a maior transação do futebol mineiro, apesar de o valor ser inferior ao que teria sido oferecido pelo Corinthians. O jogador ainda receberia Cr$ 6 milhões. Mas, novamente, a negociação emperrou. O clube carioca não fez o pagamento no prazo estipulado e, no início de março, a diretoria atleticana chegou a anunciar que não havia mais qualquer compromisso com o Flamengo quanto ao negócio. Conselheiros e torcedores pressionavam a diretoria por causa da venda de vários jogadores para equilibrar o caixa.Finalmente, em 13 de março, o Estado de Minas divulgou o acerto final entre os clubes. Aristóbulo Mesquita, dirigente do Flamengo, encontrou-se com o presidente do Atlético, Fábio Fonseca, e fecharam o negócio por Cr$ 10 milhões mais o passe do goleiro Gustavo e um amistoso em Belo Horizonte para o dia 23, em comemoração aos 55 anos do clube mineiro – o time carioca venceu por 2 a 1. O diretor atleticano Marcelo Guzela foi ao Rio de Janeiro e voltou com dois cheques de Cr$ 5 milhões, um com vencimento imediato e outro para o fim do mês.Antes de se apresentar ao Flamengo, Marcial, que disputou somente 37 jogos com a camisa alvinegra, conquistou o título mineiro de 1962 (o Atlético perdeu o primeiro clássico por 1 a 0 e venceu os dois seguintes por 2 a 1, no início de fevereiro) e ainda defendeu o Brasil no Sul-Americano. Ao todo, foram sete partidas pela Seleção Brasileira. Pelo clube carioca, ele atuou em 87 jogos até 1965, quando se transferiu, curiosamente, para o Corinthians, que quase o contratara anos antes. Pelo time do Parque São Jorge foram 82 partidas até 1967, quando encerrou a carreira, aos 26 anos, para se dedicar a outra paixão, a medicina, que exerce até hoje. Depois de trabalhar por vários anos em Pitangui, Marcial é médico anestesiologista do Hospital Universitário São José, em Belo Horizonte.

Homenagem do Puleiro do Galo ao Dr Marcial

A fotografia



O ato de fotografar pode ser definido como a técnica de criação de imagens, por meio da exposição luminosa, sobre uma superfície sensível. A sua origem vem do grego “fós” = luz e “gráfis” = estilo, pincel (desensenhar com luz). A primeira fotografia conhecida, é do ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Porém, a evolução da fotografia é um processo que teve e ainda tem a contribuição de muitas pessoas, trabalhando juntas ou em paralelo ao longo dos anos. Constantemente a fotografia (suas técnicas e equipamentos) passa por evoluções que permitem captar o momento com maior precisão.




Uma foto tem a função de informar, de registrar um sentimento, um acontecimento importante, uma casualidade, uma curiosidade, tem a função de homenagear, de denunciar, etc. Mas principalmente, tem a função documentar, de eternizar um momento único. Segundo Strelczenia (2001), "A memória se premia recordando, fazendo memorável; se castiga com o esquecimento". Fonte: wikipédia, pesquisado em 24/02/2010.



Com o propósito de lançar “Outros olhares sobre a Sétima Vila do Ouro” utilizamos a fotografia como uma ferramenta fundamental, pois os acontecimentos registrados hoje, serão história em um futuro próximo. Essas fotos apresentadas (meados do século passado) exemplificam a nossa afirmação. Aguardem as novidades!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Visões sobre o Centro


Fotografando Pitangui.


As fotos de hoje foram enviadas pelo amigo Julio Mendonça e apresentam os seus cliques sobre o centro da Cidade. Nas duas fotos notamos a chaminé da antiga fábrica de tecidos. Este espaço no blog é seu, envie as suas fotos sobre a cidade, para o e-mail: daquidepitangui@gmail.com .


Fotos de Julio Cesar Mendonça.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Capela da Cruz do Monte


A Capela da Cruz do Monte. Fotos: Léo Morato

A Capelinha situa-se no alto da serra, a 1100 metros de altitude aproximadamente, de onde se tem uma vista privilegiada de toda Pitangui. À noite, é possível avistar as luzes de várias cidades da região. A capela da Cruz do Monte é um importantíssimo patrimônio da cidade e também está vinculada à Paróquia de Nossa Senhora do Pilar.


Vista parcial de Pitangui, do alto da serra.

Existem duas versões sobre a sua origem. A primeira é que em 1880 os fazendeiros da região ergueram a capela para que os seus escravos fizessem os cultos e orações, evitando assim que fossem assistir às missas na Vila. Na segunda versão, em 1888, os próprios escravos haviam construído o templo em comemoração à Abolição da Escravatura.


Toninho, o zelador da Capela.

O sr. Idalmo do Carmo Chaves (organizador da extinta Associação dos Amigos da Capela) que muito trabalhou para a manutenção do local, acredita que a construção é bem mais antiga. O Toninho, atual zelador, também defende que a construção pode ser mais antiga e chama atenção para o rústico muro de pedras que cerca a cruz, ao lado da capela. O Toninho herdou a função de seu pai, o sr. Antônio Alves de Campos, que trabalhou cerca de 20 anos zelando pela capela. Recentemente foi feito um multirão de reforma, com a ajuda de várias pessoas, onde a capela recebeu cuidados, mantendo as suas caratecterísticas originais.

A Cruz.
Quanto à Cruz, que dá o nome ao local, conta-se que a madeira foi extraída na Mata da Pedreira (bairro São Francisco) e levada ao alto da serra, puxada por cipós e arrastada sobre toras de madeira roliça que serviam como rodas.


As rachaduras no muro de proteção do Mirante.

O nosso foco principal nesta postagem é a valorização e a divulgação do patrimônio histórico de Pitangui, mas é preciso informar que o muro que circula o mirante (O Cristo), precisa de reformas, pois pode cair, traz perigo aos visitantes e merece atenção. O lixo (latas de cerveja, etc) deixado por alguns frequentadores também é um problema que pode ser evitado, se cada um levar de volta o que trouxer.


O fim de tarde no alto da serra.

Do ponto de vista da infra-estrutura turística, a pavimentação da estrada de acesso, ligando o bairro da serra à Cruz do Monte, valorizaria bastante a região. E a viabilização do bombeamento de água até o reservatório local daria mais conforto aos moradores e visitantes (atualmente a aguá é levada pelo caminhão pipa da Prefeitura). Essas e outras iniciativas poderiam ser desenvolvidas com a parceria entre as instituições responsáveis pelo local e as várias empresas de telefonia que usufruem da altitude da serra, com a instalação de suas torres de comunicação. Por que não construir um “Museu da Telefonia” mostrando a evolução da telecomunicação na cidade?


Clima de paz e contemplação.

Para finalizar, a nossa dica é visitar a Cruz do Monte no fim da tarde, para presenciar cenas de beleza ímpar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A ferrovia e Pitangui

Nesta postagem apresentamos mais três fotos enviadas pelo Cláudio Faria.
Acima,vista de Pitangui, com destaque para o prédio onde hoje se localiza a "Casa Saldanha".
Observe o vagão estacionado em frente ao prédio.
Clique sobre as fotos para ampliá-las e ver mais detalhes.


Acima temos uma foto panorâmica de Pitangui do acervo do Arquivo Público Mineiro, onde podemos ver a antiga estação ferroviária da cidade (hoje Biblioteca Pública).

Embaixo, uma foto do pontilhão ferroviário (ponte José Gonçalves) sobre o rio Pará. Esta ponte dava acesso a estação do Velho da Taipa e ao ramal ferroviário de Pitangui.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Panorâmica noturna de Pitangui



O frequentador do blog, William Pádua, nos enviou três fotos registrando panorâmicas noturnas de Pitangui. Desde já agradecemos a colaboração do William.
Registre você também o seu olhar sobre Pitangui e envie - nos fotos para publicarmos aqui.



domingo, 14 de fevereiro de 2010

Domingo de Carnaval: a Lavagem do Bandeirante

Foi lançada a semente:















A Lavagem do Bandeirante aconteceu hoje na Penha. Foi tudo muito divertido, com a presença de várias pessoas que atenderam ao nosso convite. A ideia de resgatar o carnaval de rua foi bem recebida. Confetes, serpentinas e a banda com um repertório de marchas e sambas clássicos do carnaval brasileiro animaram a folia. O evento contou ainda com a presença do grupo de capoeira Abadá, que nos deu uma força legal com seus ritmos e dança/luta.





Agradecemos também ao apoio dado pela prefeitura de Pitangui na divulgação e na parte operacional do evento



O ano que vem tem mais uma edição da "Lavagem do Bandeirante"



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Lavagem do Bandeirante

Estátua do Bandeirante. Foto: Licínio Filho

No domingo, dia 14 de fevereiro de 2010, a partir das 10h, nós do blog Daqui de Pitangui realizaremos uma ação prática: A Lavagem da Estátua do Bandeirante, no Bairro da Penha. A ideia que partiu do nosso colaborador e amigo Vandeir Santos, prontamente foi aceita e desenvolvida. A Divisão de Cultura da Prefeitura de Pitangui está apoiando essa iniciativa e também contribuirá com o evento, que promete surpresas.

A capela da Penha. Foto: Léo Morato

A além dos casarões e monumentos, a nossa cultura é representada pelos conhecimentos passados de geração a geração, ou seja, pelos saberes e fazeres populares e pelas raízes históricas. Portanto, a Lavagem do Bandeirante Paulista (pioneiro na colonização da Sétima Vila do Ouro) significa um ato simbólico de reafirmação de nossas origens.
É de extrema importância o reconhecimento de Pitangui no contexto histórico-cultural e turístico no Estado de Minas Gerais. Mas, essa valorização tem que acontecer primeiro de dentro para fora, com a concientizAÇÃO e a participAÇÃO de cada um de nós. Esperamos que essa iniciativa vire tradição no carnaval e que incentive outros acontecimentos em prol da querida Pitangui.


O Bandeirante Paulista no século XVII

Então fica combinado, aguardamos você no domingo de carnaval, dia 14/2/10, a partir das 10h, na Penha.



Recados Para Orkut - scrapcomgifs.net

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Restauração da Santa Casa


Fotos: Prefeitura de Pitangui

Com satisfação divugamos a informação veiculada no site da Prefeitura de Pitangui sobre a restauração da Antiga Santa Casa. A empresa responsável pelas obras é a VIOTTI Edificações e a conclusão das obras está prevista para abril (veja a matéria na íntegra em www.pitangui.mg.gov.br).
É fato que muitos dos nossos prédios históricos ainda carecem de cuidados e que se esse processo de valorização tivesse sido iniciado há pelo menos 50 anos, maior seria o nosso acervo arquitetônico e Pitangui talvez teria a mesma valorização das demais cidades históricas de Minas. Mas, analisando sob uma ótica menos poética e mais realista, é bom presenciarmos essas iniciativas que estão promovendo uma mudança de paradigma. Ou seja, o nosso patrimônio histórico vem sendo tratado como uma herança testemunhal do nosso passado glorioso e não como uma “coisa velha”. Quanto mais pessoas e segmentos da sociedade abraçarem essa causa, maiores e melhores serão os resultados. Pois, grande parte da receita das cidades históricas vem do Turismo que gera emprego e renda no local visitado.
Segue abaixo, um artigo* de Eder Santos Carvalho, estudante de Arquitetura da UniSC.



Discute – se muito hoje a necessidade de preservação do Patrimônio Cultural, valorização do passado e memória coletiva das cidades; não só na arquitetura, mas em diversas áreas do conhecimento humano.
O Patrimônio Arquitetônico representa uma produção simbólica e material, carregada de diferentes valores e capaz de expressar as experiências sociais de uma sociedade.
Mas, com o rápido e desordenado crescimento das cidades brasileiras, com uma progressiva perda e descaracterização do Patrimônio Histórico, nos faz refletir acerca da constante necessidade de transformação dos espaços urbanos, paralelo às implicações referentes à qualidade ambiental e preservação do patrimônio construído.
Nossas cidades não são locais onde apenas se ganha dinheiro, não se resumem em ser apenas dormitório para seus habitantes. Nela vivem seres humanos que possuem memória própria e são parte integrante da nossa história. Por esse motivo, não passa despercebido pelos habitantes das cidades a destruição da casa de seus antepassados, de antigos cinemas, bares, teatros e outros prédios históricos. Toda essa “destruição do patrimônio” para dar lugar ao automóvel ou aos gigantes edifícios de aço e concreto deixam nossas cidades poluídas, sem emoção e seus habitantes perde um pouco da identidade e identificação com o local onde vivem.
Passado a euforia do modernismo, o homem se volta para a busca de seu passado, de suas memórias. Essa busca vem do anseio de uma civilização dominada pela técnica que deseja voltar seus olhos para o passado. Uma espécie de saudade da época em que nossas cidades eram mais humanas, em que o homem tinha mais tempo para refletir sobre seu destino.
Assim, a memória coletiva das cidades está em seus velhos edifícios. Eles são o testemunho mudo, porém valioso, de um passado distante. Servem para transmitir às gerações posteriores os episódios históricos que neles tiveram lugar e também como referência urbana e arquitetônica para o nosso momento atual. Preservá –los não só para os turistas tirarem fotos ou para mostrar aos nossos filhos e netos, mas para que as gerações futuras possam sentir “in loco” a visão de uma cidade humana e como se vive nela. Para terminar, parafraseio um importante historiador: “Uma cidade sem seus velhos edifícios é como um homem sem memória”.

* www. historiaearquitetura.blogspot.com – 20/04/09.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Antiga Igreja Matriz

A partir desta semana estaremos postando uma série de fotos que nos foram enviadas pelo Cláudio Faria, frequentador do blog e que gentilmente nos forneceu o material. Nesta postagem apresentamos uma foto da Antiga Matriz, que foi destruída por um incendio em 1914. Fotos como essa nos permite viajar no tempo e conhecer melhor a história de nossa cidade, como também valorizar o patrimônio histórico. Queremos deixar nossos agradecimentos ao Cláudio Faria pela espontânea colaboração.
Quem quiser contribuir com o blog com informações, fotos e outros materiais que possam manter viva a memória de Pitangui, basta entrar em contato conosco pelo e-mail ou comentários das postagens. Teremos imenso prazer em postá-los por aqui.


Antiga Igreja Matriz

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Norberto e seu Conjunto


Line up da banda:
Zé Cambota -piston
Jezinho Caldas - acordeon
Chiquinho Teófilo (Simião) - trombone
Adilson Caldas - acordeon
José Benedito - contrabaixo acústico
Zé Norvberto - guitarra percussão
Bocão (Ricardo Gonçalves) - bateria
Mauro Nogueira - percussão
Marcondes Gonçalves - percussão
(Contribuição de Dênio Caldas)

Há muito tempo estamos devendo esta postagem. Por uma série de fatores ela não saiu, mas agora vai. Trata-se de uma foto histórica do "Norberto e Seu Conjunto", que nos foi enviada pelo parceiro Renato.
Norberto e seu Conjunto marcaram época em Pitangui animando bailes na noite da cidade. Gostaríamos de saber o nome dos músicos presentes nesta foto para homenageá-los também. Se você conhece algum deles faça contato com a gente através dos comentários da postagem. Sua colaboração será muito importante.