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sábado, 31 de julho de 2010

O entorno da Praça Gov. Benedito Valadares

Quem visita a praça Governador Benedito Valadares, em Pitangui, e gosta de apreciar estilos arquitetônicos, fica admirado com o ecletismo que aquele espaço apresenta, onde encontramos desde o casario setecentista e residências da primeira metade do século XX às construções mais contemporâneas.
Hoje apresentaremos nesta postagem um conjunto de construções do início do século XX presentes no entorno da praça, que continuam bem preservadas por seus proprietários, uma verdadeira viagem no tempo.













A partir de amanhã iniciaremos uma série de postagens comemorativas ao primeiro aniversário do blog, que entrou no ar no dia 05 de agosto de 2009. Queremos compartilhar com nossos amigos frequentadores,colaboradores e todos que seguem o "Daqui de Pitangui" a alegria de matê-lo alimentado de informações, que ampliam o conhecimento sobre Pitangui e a região centro-oeste de Minas Gerais, além de despertar em seu povo o orgulho pela terra onde nasceu. Então fica assim, agosto chega em ritmo de comemoração.

Fotos desta postagem: Licínio Filho

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Fotografando Pitangui

Mais uma contribuição do nosso parceiro Samuel Caldas

Torcemos para que o cabeamento subterrâneo se torne realidade.


Valeu Samuel pela contribuição

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cruz do Monte

Cruz do Monte ao olhar de Samuel Caldas


Cruz lá do monte tú és tão brilhante como o cantar de gavião ...


Agradecemos ao Samuel pela coloboração

Imagens & Versos

Hoje vou estrear a seção "Quintais & Varandas", criada pelo parceiro Léo Morato. E ainda contagiado pela poesia de Dalinha Catunda, peço licença à poetisa para me arriscar em alguns versos, pois as imagens que registrei, postadas abaixo fizeram brotar inspiração.






Borboleta

O muro pintado laranja

atraiu visita boa

pousou,mas não pediu pousada

Afinal, criatura alada

não demora onde pousa

lança-se livre ao ar

voa borboleta... voa...


Fotos desta postagem: Licínio Filho

terça-feira, 27 de julho de 2010

Em torno do pilão uma nova amizade:mineiros e cearense em sintonia

Este blog é mesmo encantado,nos proporciona experiências tão maravilhosas que quase não acreditamos que sejam reais. No domingo, 25, postamos material sobre o Batista e a arte de fazer pilões. A postagem foi pensada como uma forma de reconhecer o talento de Batista e seu trabalho na madeira.
E a web é uma janela escancarada para o mundo mesmo,foi justamente a postagem do Batista que nos trouxe Dalinha Catunda , como é conhecida a cearense Maria de Lourdes Aragão Catunda, poetisa e cordelista, membro da Acadêmia Brasileira de Literatura de Cordel, onde ocupa a cadeira número 25, que tem como patrono o poeta e folclorista cearense Juvenal Galeno.
Dalinha - e já podemos chamá-la assim, pois nos parece tão próxima - nos mostrou como o pilão faz parte do cotidiano do povo do nordeste brasileiro. Com suas referências de infância, ela nos mostrou como se prepara a paçoca no pilão em sua terra natal e nós apresentamos a ela a família Caldas, que também conserva a tradição de preparar alimentos no pilão.
Pois bem, em meio a este clima de encontro de velhos amigos, Dalinha nos presenteou com uma maravilhosa homenagem em versos (originalmente postada em seu blog, Cantinho da Dalinha), homenagem esta à Pitangui, à amizade, que através da força da palavra nos faz reconhecermo-nos como iguais, brasileiros, irmãos. Reproduzimos abaixo os lindos versos de Dalinha:



O PILÃO NOSSO DE CADA DIA



Se você for a Pitangui
Em busca de tradição,
Vai achar em lavrado
Num bairro da região,
Um excelente artista
Conhecido por Batista,
Mestre em fazer Pilão.
*
Nordestino que se preza
Tem em casa um pilão.
Minas não é diferente,
Cheguei essa conclusão,
Pois vejo a família Caldas
Entretida e sem ressalvas
Fazendo paçoca em pilão.
*
A Nossa Santa paçoca,
Bendita em toda nação
Foi desjejum de vaqueiros,
E não faltava no matulão
Das antigas comitivas
Que já não são tão ativas,
Mas nos causam emoção
*
Este Pilão já deu samba,
Amigo pode apostar!
Agora só falta um bamba
Para o samba musicar.
Os versos dou de presente
Pra ver Pitangui contente
E ouvir seu povo cantar.

Dalinha Catunda

Conheça a arte de Dalinha Catunda acessando os links abaixo:

Cantinho da Dalinha

Cordel de Saias

Homenagem ao Zé Lacerda (II)



No último dia 30 de junho, o parceiro Licínio postou por aqui uma justíssima homenagem ao ilustre Zé Lacerda. Conforme deixei registrado (no comentário da postagem), na adolecência em Pitangui, presenciei o trabalho sem igual do Zé Lacerda como locutor na Barraquinha de N. S. do Pilar. Mas confesso que não sabia de sua interessante e grandiosa história de vida.

Um dia desses, pesquisando os arquivos de família, encontrei um raro exemplar do jornal Município de Pitangui, publicado em 1978. Nesta relíquia, consta um Edital da Câmara Municipal de Pitangui registrando a momeação do Zé Lacerda como Delegado de Pitangui ao Colégio Eleitoral para a escolha do governador e Senador de Minas Gerais. Pela importância do fato (citado na primera postagem) e pela raridade do jornal, vale a pela registrar, em mais uma homenagem ao Zé Lacerda.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

João Lucas & Diogo: talentos do centro-oeste mineiro

A região centro-oeste de Minas Gerais está bem representada no cenário da música sertaneja através da dupla João Lucas e Diogo. Esperamos que em breve eles possam se apresentar em Pitangui para que seus conterrâneos possam conhecer melhor o trabalho destes artistas. Segue abaixo um pouco da história desta dupla de jovens talentos.


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JOÃO LUCAS E DIOGO é a nova sensação sertaneja que vem atraindo e cativando fãs por todo Brasil. JOÃO LUCAS é natural de Pitangui - MG. Cantor e compositor, com experiência artística de apresentações na Espanha, há dois anos formou dupla com DIOGO, natural de Conceição do Pará – MG, também cantor e compositor, com uma ampla experiência como intérprete de bandas de Baile.
JOÃO LUCAS E DIOGO se conheceram e se tornaram amigos em meados do ano de 1998 jogando futebol em Conceição do Pará, cidade do interior de Minas Gerais e próxima a Pitangui. Aos 14 anos, Diogo começou a tocar violão e já aos 16 anos, com sua voz marcante, era destaque cantando e tocando no coral da Igreja de sua Cidade.
Nesta mesma época, Diogo foi convidado para ingressar em uma banda de baile famosa na região, onde permaneceu cantando e tocando por 5 anos. Nas horas vagas, Diogo e João Lucas sempre se encontravam para colocar a conversa em dia e falar do que mais gostavam, música. Em um destes encontros, João Lucas comentou a grande vontade formar uma dupla sertaneja com o amigo.




De família simples da interior de Minas, para João Lucas e Diogo, vontade não bastava, precisavam de recursos financeiros para que pudessem tomar uma decisão tão importante. Então, acreditando em um sonho, João Lucas parte para a Espanha, buscando uma oportunidade de trabalho e com esperança de conseguir dinheiro para investir na formação da futura dupla. Na Europa, tocou e cantou em Pubs e restaurantes.
Passados dois anos, João Lucas retorna para o Brasil, trazendo na bagagem muitas composições.
De volta a Pitangui, Diogo e João Lucas começaram os ensaios e no dia 08 de Dezembro de 2007, dia da Nossa Senhora da Conceição – padroeira da cidade de Conceição do Pará - fizeram o primeiro Show da dupla “João Lucas e Diogo”.
Sabendo das dificuldades que teriam se permanecessem na terra Natal, logo decidiram se mudar para Belo Horizonte. Já em BH, João Lucas e Diogo conheceram Roberto Teixeira, produtor influente que os convidou para fazer uma participação em um dos Shows de sua promoção.
Ao vê-los cantando, Roberto Teixeira não teve dúvida quanto ao carisma e potencial da dupla. Logo começaram a fazer shows e apresentações em Contagem, Belo Horizonte, interior de Minas chegando até ao Espírito Santo. Depois de alguns meses, Roberto resolveu apresentá-los para alguns amigos.
O primeiro encontro aconteceu na casa de um dos possíveis investidores, foi uma apresentação divertida e descompromissada entre amigos, mas surpreendente quanto à troca de energia entre a dupla e os convidados e emocionante quanto ao carisma e alegria de cantar de João Lucas e Diogo. Que eles eram bons, os investidores já sabiam, mas tomar uma decisão de assinar e produzir uma dupla sertaneja, não foi tão fácil assim.


Show em Santa Luzia/M.G.


“Os donos da Noite”, poderiam ser os possíveis investidores. Proprietários da que foi uma das melhores casas Country da América Latina, Três Lobos. Casa noturna que revelou grandes nomes como Victor e Léo, César Menotti e Fabiano, Fala Mansa, Eduardo Costa, Marcelinho de Lima, Alan e Alex, Chaparral e palco de vários shows nacionais como Leonardo, Ivete Sangalo, Asa de águia, Skank, Jota Quest, Fafá de Belém, Zé Ramalho, Dominguinhos e internacionais como Billy Paul, Double You, Pato Panton, Corona, entre outros. Assinar uma dupla seria muita responsabilidade!



Apresentação em Conceição do Pará/M.G.



Vários outros encontros vieram depois e, enfim, no dia 17 de Março de 2009, o contrato foi assinado e com isto a proposta de transformar “João Lucas e Diogo” na dupla sertaneja revelação dos últimos tempos.
As características marcantes destes dois talentos, são a interpretação com muita identidade e uma envolvente presença de palco que prende e surpreende um público que não se cansa de curtir essa nova sensação.

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Se você quiser saber mais sobre a dupla João Lucas & Diogo acesse os links abaixo:

Site da dupla:
www.joaolucasediogo.com.br

Vídeo no You Tube da música “ENTÃO CADÊ: http://www.youtube.com/watch?v=HNpyNlRf8E4&feature=related

BLOG da dupla onde as músicas podem ser baixadas gratuitamente e onde são postadas informações sobre a agenda de Shows: http://jlucasediogo.blogspot.com/

Orkut da dupla:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=1904693323002083248

Windows Live Spaces:
http://jlucasediogo.spaces.live.com

Facebook:
http://pt-br.facebook.com/people/Joao-Lucas-E-Diogo/100001349168307


Assista ao vídeo com o sucesso "JÁ É!"

domingo, 25 de julho de 2010

Batista e a arte de fazer pilões

Muitas pessoas conhecem João Batista Ribeiro, o "Batista" do bar e mercearia localizada na esquina da rua Antônio Gonzaga com a Padre Jesuíno, no Lavrado, e sabem de sua habilidade em lidar com a madeira. É comum vê-lo à porta de seu estabelecimento comercial, às vezes sozinho, outras, rodeado de amigos e fregueses, trabalhando na madeira a confecção de mais um pilão.
Esta semana tive a oportunidade de encontrá-lo preparando mais uma peça artesanal. Em uma conversa informal, Batista me revelou que a marcenaria é uma tradição em sua família, seu pai foi marceneiro, com quem aprendeu o ofício, e seus primos são tradicionais marceneiros em Pitangui. Quem quiser conhecer ou adquir um pilão feito por ele é só procurá-lo no Lavrado.



Artista da madeira, Batista recebe várias encomendas de pilões. Na foto acima, ele prepara uma peça de madeira para iniciar a produção de mais um pilão.E este será dos grandes.
A marcenaria é um hobbie para Batista,que encontra tempo
enquanto cuida de seu bar e mercearia.

O trabalho exige paciência e critério, um cálculo errado pode pôr a perder a peça a ser trabalhada e seu resultado final, o pilão, pode ser comprometido, afirma Batista.
Batista produz de forma artesanal, pilões de vários tamanhos. Suas peças podem ser usadas como decoração de ambientes rústicos, como também no dia-a-dia da casa ou da fazenda.
FOTOS DESTA POSTAGEM: LICÍNIO FILHO

sábado, 24 de julho de 2010

Musical Brothers

Mais uma pérola !!!!
A bola da vez agora, é o Musical Brothers !!!

A foto é de 1968 no Clube Labareda em Belo Horizonte. A formação do grupo é a seguinte :
Zezé Rachid (empresário do grupo), Bira (BH), Paulo Marcos "Picão", Miguel Rachid, Dinho da Bia, Zezé do Nelito, Paulo (BH), Adilson Caldas.

Mais uma vez agradecemos a colaboração do Renato Lopes.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Em tempo real: fogo na Serra


No final da tarde e início da noite de hoje (23), o fogo tomou conta de uma das encostas do bairro da Serra, em Pitangui. O incêndio não tomou maiores proporções graças à ação dos moradores do local, que formaram uma brigada para combater as chamas.



Estivemos no local e acompanhamos os esforços das pessoas que se embrenharam pelo mato para conter o incêndio, que começou de forma acidental, conforme relatos colhidos no local.


Rogério (foto acima) juntamente com parentes e vizinhos se arriscaram para controlar as chamas. Merece registro o voluntarismo destas pessoas.





As chamas consumiram uma parte da encosta.


O incidente de hoje serve de alerta aos moradores de Pitangui. É preciso ter cuidado ao queimar lixo nos quintais e também evitar a promoção de queimadas na área urbana e rural. Como se sabe, nesta época do ano as serras no entorno da cidade são castigadas por queimadas, que além de poluírem a atmosfera e ameaçar os ecossistemas podem colocar em risco o patrimônio de terceiros.


FOTOS DESTA POSTAGEM: LICÍNIO FILHO

O Portal do Tesouro: verdade e ficção tendo como pano de fundo Pitangui

Pesquisando na grande rede material sobre Pitangui deparei-me com o Blog do Osvandir, onde estava postado uma história muito bacana envolvendo a cidade. Na verdade Osvandir é um personagem fictício, protagonista de uma série de histórias inusitadas, uma delas tem como inspiração as "histórias" contadas em Pitangui sobre o período da exploração aurífera, no século XVIII.
O personagem é criação do escritor Manoel Amaral, que reside em Divinópolis, e, que gentilmente nos permitiu a postagem de "O Portal do Tesouro" aqui no blog. As divertidas "Aventuras de Osvandir" estão publicadas em dois volumes no formato de E-BOOK . Algumas das aventuras vividas por Osvandir podem ser lidas acessando o blog AQUI, tenho certeza que irão gostar. No blog você encontra o e-mail do Manoel Amaral, caso queira adquirir o E BOOK, ou mesmo bater um papo com o autor. Em uma próxima postagem conheceremos um pouco mais sobre o escritor Manoel Amaral e seu próximo livro a ser lançado em agosto. Então é isso... se delicie com a leitura da história abaixo.
O Portal do Tesouro
Uma chuva fina caiu à noite, de manhã um nevoeiro cobriu a cidade. Em Pitangui, outrora terra do ouro, hoje uma pacata cidade do interior de Minas; dois velhos conversavam:
– Sabe aquela casa velha da rua de baixo? Um Senhor chamado Josias, demoliu-a para levar até um sítio, no Estado de São Paulo. Quer montar uma fazenda só com construções da época do ouro.
– É mesmo? Que coisa, hein? Tanta gente querendo modernidade e este cara quer reconstruir as velharias do século 18. É de se admirar!
– Pois é, fiquei sabendo agorinha mesmo. Estive lá para verificar o madeirame da velha casa. Tem cada peça de 25 x 25 cm, mais de um palmo de largura. A maioria de aroeira e estão ainda muito conservados.Aquele papo entre os dois velhos senhores ia longe. Um descreveu os tempos da chegada dos primeiros habitantes da região: “Descoberta por bandeirantes paulistas, chefiados por Bartolomeu Bueno da Siqueira, foi a Sétima Vila criada no Estado, em 1715, no ciclo do ouro, e elevada à cidade em 1855...”
O outro falou do tempo do ouro: “Entre 1713 e 1720, aconteceram as primeiras revoltas pitanguienses contra as imposições da Coroa Portuguesa, sendo a primeira, a Sublevação da Cachaça. A Revolta de 1720, liderada por Domingos Rodrigues do Prado, contra a cobrança do quinto do ouro, conclamava que “quem não pagasse, morria”...Apesar da derrota da Vila de Pitangui, os pitanguienses não pagaram e Conde de Assumar, então governador da Capitania, teve, contrariamente à sua vontade, de anistiar a dívida, dizendo que “essa Vila deveria ser queimada para que dela não se tivesse mais memória”, chamando a população local de “mulatos atrevidos”. Foi a 1ª grande revolta contra a Coroa, antes mesmo da de Felipe dos Santos, em Ouro Preto.
Estes fatos históricos são do conhecimento de todos Pitanguienses e as mais interessantes histórias são contadas nas ruas, nos bares e nos aconchegantes lares daquela cidade mineira.Uma delas passamos a relatar abaixo:
Na demolição daquela casa velha da rua de baixo, o Sr. Josias, foi amontoando a madeira de um lado e as telhas e adobes de outro. Quando o caminhão chegou estava bem mais fácil para o carregamento.Tudo foi levando para o “Sítio do Tesouro Encantado”, num pequeno município de São Paulo.O processo de montagem da antiga casa era mais difícil que o senhor Josias imaginava. Como ele não fez um esquema da construção, nem bateu nenhuma fotografia antes de demolir, teve que desenhar mais ou menos, para os pedreiros tentar erguer as paredes e deixar tudo com o aspecto da primitiva construção.Os esteios principais foram erguidos, algumas paredes foram levantadas, usando barro para juntar os adobes.Os esteios mais largos (25 x 25 cm), foram serrados ao meio para completar a construção.Tinham que tomar muito cuidado porque existiam uns grandes pregos de ferro grudados nos esteios. Eles estavam ainda em bom estado de conservação, alguns mediam 10 cm de comprimento, todos aquecidos na forja e modelados na enorme bigorna.Em ritmo acelerado seguiam os pedreiros, carpinteiros e ajudantes. Tudo naquela barulheira infernal, até que um grito foi ouvido:
– Nossa Senhora, o que é isso?O mestre de obras assustado foi onde tudo ocorria e deparou com uma cena muito interessante: várias moedas de ouro, prata, barra de ouro, ouro em pó numa garrafa e uma porção de objeto de valor incalculável, tudo ali esparramado no chão sujo de serragem da carpintaria.
– Santo Deus! O que é isso meu filho.– Sei não meu pai, tava tudo aí dentro desta peça de madeira, quando passei a serra ao meio, caiu tudo no chão...
– Mas é dinheiro demais, vou chamar o patrão... – Senhor Josiiiiaaas!!!Josias veio assustado pensando ser algum acidente, quando deparou com todo aquele ouro no chão, desmaiou. Foi muita emoção para um dia só.
– O dinheiro deu para construir a casa?
– perguntou Osvandir.
– É claro que deu Osvandir e sabe como tudo foi parar ali? O proprietário da antiga casa usava aquele buraco na madeira, que fora diligentemente trabalhada, para servir de cofre da família, colocaram moedas ali por mais de 50 anos.
Manoel Amaral

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Torta de Limão

A receita deste mês é para dar água na boca.

Bom apetite!





INGREDIENTES


Para a massa:


  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo


  • 1 colher (sopa) de fermento em pó


  • 1 colher (sopa) de açúcar refinado


  • 3 colheres (sopa) de manteiga, mais o suficiente para untar


  • 6 colheres (sopa) de leite


  • 2 gemas passadas na peneira


Para o Creme



  • 2 latas de leite condensado


  • 2 caixas de creme de leite (200 g. cada)


  • 1 xícara (chá, não muito cheia) de suco de limão


Para o Suspiro



  • 5 claras


  • 2 colheres (sopa) de açúcar refinado


Material



  • 1 forma redonda de fundo removível de 25 cm. de diâmetro


COMO FAZER


Para a massa, misturar os ingredientes e sovar bem, até que fique homogênea. Em uma superfície coberta com um plástico, abrir a massa com um rolo, até ficar bem fina. Modelar a massa na forma untada e assar por 10 minutos, em temperatura média e forno pré-aquecido. Para o creme, misturar os ingredientes. Para o suspiro, bater as claras em neve com açúcar refinado, até que fiquem bem firmes. Montar a torta despejando o creme por cima da massa, sem retirar da forma, e, por cima, o suspiro. Levar novamente ao forno médio pré-aquecido. Após pôr a torta, desligar e esperar cerca de 10 segundos. Acender novamente e deixar a torta assar por 10 minutos. Desligar novamente, esperar cerca de 3 minutos, e, depois, assar por mais 10 minutos. Repetir o processo mais uma vez, para evitar que o creme fique aguado. Após assar, deixar a torta dentro do forno, com a porta entreaberta, até que ela esfrie.



FONTE: Sabores de Minas, v. 70, Suplemento do jornal "Estado de Minas"

Norberto e seu Conjunto

Mais uma pérola !!!!
O evento era um Baile para a eleição da Miss Ginásio, na data de 21 de abril de 1969. Os integrantes da banda eram : Zé Ricardo, Paulo Marcos, Zé Benedito, Evandro Lopes, Irineu Franco e Zé Norberto.
À mesa : Arthur e Maria José, Celinha (eleita a Miss) e Zé Marcos, ?, Mario Lúcio Carrera, Vera Megale, ?, Mauro Levindo, Diléia, ?, ?




Faltam quatro integrantes da foto a serem reconhecidos. Quem puder nos ajudar, a ajuda será benvinda



Desde já, agradecemos ao Renato Lopes por mais uma contribuição ao Blog. Essa ele tirou lá do fundo do baú da Tia Anita !!!! Valeu Renato.

Aniversário do Blog


Foto: Dênio Caldas.

Neste mês de agosto de 2010, o Blog Daqui de Pitangui completará um ano de atividades, buscando (re)descobrir PITANGUI e mostrar os seus encantos para o mundo e para nós mesmos. Já estamos preparando diversas postagens, pois o mês promete... Acreditamos que tudo que foi bom deve ser considerado, portanto, para "apresentar-se" à cidade, o blog utilizará um poema de Maria da Consolação Sampaio Paquete, publicado no livro Poencontos, em 1986.

- DEIXA FALAR -

"Agosto,
mês do desgosto"...
Que péssimo gosto
Desse refrão!

Quem não ama o vento,
Que-vento-frade?
Desgostar quem há-de
Bate, coração!

Mula-sem-cabeça,
Saci Pererê,
Gosto de você.
Se essa rua inteira,
Fosse toda minha, Eu mandava-dava,
toda ladrilhar,
Se o folclore existe,
e ninguém é triste,
Ao ouvir cantigas,
vamos folclorar?

Chamá-lo com raiva
De mês azarento,
É pura maldade.
Fofoca de gente
Que não acha graça
Na vida, eu aposto,
De mês tão bonito
Não posso ter medo
(Agora o segredo)
Nasci em agosto...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Making of do Paletó de Veludo


Making of da Banda Paletó de Veludo.
Fotos: Léo Morato.

Sempre que vou assistir a um show, um documentário ou filme brasileiro em DVD, começo pelo making of. Nos shows, procuro primeiro assistir às entrevistas, montagens do palco, afinação dos instrumentos, passagem do som (((ensaios))) e a chegada do público. Nos documentários ou filmes, vejo os locais das filmagens, materiais pesquisados, as entrevistas, roteiro e etc. Desta forma, após conhecer os bastidores, a atração principal torna-se mais interessante, mais completa e o entendimento é mais abrangente.



Agora indo direto ao assunto, considerando que o improviso também é uma característica do BLOG, mostraremos o making of de alguns acontecimentos, tradições ou talentos pitanguienses, sempre que tivermos a oportunidade. Quanto mais conhecermos e praticarmos as nossas manifestações culturais mais representativas elas serão. Para começar, mostraremos uma "bagunça organizada", um ensaio da Banda Paletó de Veludo, em maio de 2008. Ou seja, para manter aquela conhecida irreverência no palco (que anima qualquer festa), os caras têm que ensaiar muito.


Esta última foto abaixo é do "Lual" do Paletó, realizado no improviso lá no Bar do Bitoca, também em maio de 2008 (sucesso de público e de crítica, rss!!!).



O Paletó fará apresentações na Barraquinha da Penha no dia 31/7/2010 e no Baile dos Barangos no dia 7/8/2010, em Pitangui. Para saber mais sobre este e outros grupos da cidade, acesse "Músicos e Bandas de Pitangui" no menu à direita. Até a próxima!!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Câmara Municipal de Pitangui

A Câmara Municipal de Pitangui data de 1715, quando o arraial foi elevado à Vila. Naqueles dias a câmara tinha as seguintes funções:
"Inicialmente pautadas pelo código filipino, as câmaras municipais garantiam a execução dos projetos metropolitanos nos municípios e eram responsáveis pela arrematação dos contratos, administração de foros e cadeias, relização de procissões, aferição depesos e medidas, fixãção de preços e produtos, fiscalização de vendas, açougues e matadouros, etc.
A partir de 1821, as câmaras ficaram responsáveis pela administração das cidades e vilas: exame das posturas e provimentos, guarda das rendas, nomeação de comissões para visitar prisões e casas de saúde, concessão de títulos, prestação anual de contas ao conselho geral da província, requerimentos de tombamentos territoriais, repartição do termo em distritos, etc. Os principais cargos eram de Juíz Ordinário, Vereador, Procurador, Tesoureiro e Escrivão."
Fonte: Arquivo Público Muneiro



Nosso parceiro, Léo Morato, informa que no livro de Diogo de Vasconcelos, "História Antiga de Minas Gerais", encontrou o seguinte registro:




"Dom Bráz Baltazar da Silveira (Governador empossado em setembro de 1713), com o objetivo de organizar a Justiça nas Minas criou três Comarcas no ano de 1714: Rio da Velhas (com sede em Sabará), ao norte; Vila Rica (com sede em Ouro Preto), ao centro; Rio das Mortes (com sede em São João Del Rey), ao sul. Posteriormente, criou a Vila de N. S. da Piedade do Pitangui pelo Ato de 6 de fevereiro de 1715, instalada a 9 de junho do mesmo ano, pelo Mestre-de-Campo Antônio de Pires de Ávila. "

domingo, 18 de julho de 2010

Tarde de chuva


A chuva que caiu sobre a cidade, na tarde do dia 30/12/09. Em Pitangui, os simples acontecimentos têm um valor e uma beleza especial.


Fotos: Léo Morato.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira


Essa foto nos foi enviada por Samuel "Pigu" Brandão. Desde já agradecemos. Imagino que pelo ângulo da fotografia, ela foi clicada, no que é hoje o Buraco do Tatu, no meio rua. Percebe-se as árvores que tinham à porta do Colégio. A maior, até recentemente ainda se via toda imponente demarcarcando seu território!!!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Lei que estabelece normas para a preservação e promoção do patrimônio cultural associado ao transporte ferroviário é aprovada.

Dias atrás postamos aqui no blog material sobre a recuperação do prédio da antiga Estação Ferroviária do Velho do Taipa, projeto de iniciativa do deputado estadual João Leite (PSDB).
Hoje, tivemos o prazer de receber um comentário do deputado na postagem referida anteriormente. Reproduzimos abaixo a mensagem do deputado na íntegra.Estamos agendando uma entrevista com o parlamentar para breve e a postaremos por aqui.
"Fico feliz em constatar que a restauração está indo muito bem. Aproveito para informar, em primeira mão, que ontem foi aprovado lei de minha autoria que estabele normas para a preservação e para a promoção do patrimônio cultural associado ao transporte ferroviário. Lamentamos o desencontro e continuamos à disposição."
João Leite


Estação do Velho do Taipa ainda com os trilhos, provavelmente
na década de 1980
Foto: Bruno Campos - Fonte da foto: Estações Ferroviárias do Brasil

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Galícia

Revirando os meus arquivos, encontrei uma foto que o William Santiago havia me enviado há uns dois anos. Me recordo que na época, não existia o BLOG, o William havia me pedido para que eu fizesse uma cópia e repassasse ao meu Tio Cezar, pois ele foi um dos "artilheiros" do Galícia. Infelizmente, não arquivei as informações de nomes dos atletas e da data da fotografia. Peço aos visitantes, inclusive ao William, que nos ajude na escalação do seleto grupo e também quanto à data do clic.

Recuperação do teto do Museu Histórico de Pitangui


O casarão que abrigava o Museu Histórico de Pitangui passa por reformas,técnicos do IEPHA estão restaurando o teto do imóvel. Conversando com membros da equipe de restauradores fomos informados que no primeiro momento os trabalhos se concentrarão apenas no teto, que está em estado precário. Não há uma previsão para as obras de recuperação das demais estruturas da construção setecentista. Vamos torcer para que isso ocorra o mais rápido possível.


Fotos desta postagem: Licínio Filho

terça-feira, 13 de julho de 2010

O acervo fotográfico do Verinho


O Verinho comentando sobre as fotos.

Num dia desses, num encontro nada casual, o pessoal do blog esteve lá no estabelecimento comercial do senhor Silvério Rodrigues (Boteco do Verinho). Depois de encerradas as atividades do dia, eu, Dênio e o Licínio fomos jogar conversa fora, tomar uma cerveja e, pra variar, falar um pouco sobre o blog. Ou seja, estávamos em mais uma "reunião de trabalho".


Licínio, Dênio e Leonardo na "reunião de trabalho".

Conversa vai, conversa vem, uma coisa puxa outra, chega mais um, sai outro e o papo foi ficando bom. No desenrolar da conversa o Verinho foi abrindo o seu arquivo com fotos, recortes de jornal, charges e etc, sobre acontecimentos políticos, esportivos, familiares, religiosos e musicais, ocorridos em diversas décadas do século XX.

A cada foto uma estória.

Foi como voltar ao passado recente de Pitangui. Íamos reconhecendo pessoas ilustres, personagens da cidade e até entes queridos, como o meu avô Wilson Rodrigues (Virso da Rosa) em um recorte de jornal, assistindo a um comício, no meio da multidão, em frente à Matriz. Quando tiveres um tempinho sobrando, dê uma passada lá no Bar do Verinho para conferir esse acervo histórico.


Em cada estória, um bate-papo.

Encontro musical


Fotos: Léo Morato.

Estamos divulgado nessa seção "Músicos e Bandas de Pitangui" que a tradição músical na cidade tem raízes fortes e diversificadas. Ou seja, o gosto pela música está arraigado nas famílias pitanguienses que são a base para o sucesso dos músicos daqui, mundo afora. Como não podia ser diferente, as reuniões e encontros familiares muitas vezes são regados à boa música.



Verificando os nossos arquivos fotográficos, localizamos os registros de um encontro musical (festa de aniversário) na casa do Vaninho Caldas, em outubro de 2008.




Neste evento a qualidade estava no improviso e contou com a participação dos Caldas, Rachid's, Nunes, entre outros (faltou o Dênio nesse dia). Proporcionando o tom da alegria nesses encontros familiares, os músicos tocam por prazer e com isso aprimoram a técnica e o entrosamento nessa arte tradicional em Pitangui.





Pela qualidade dos músicos, pela tradição musical de Pitangui e para gerar um movimento turístico na cidade, um Festival da Canção, com artistas locais, seria muito bem-vindo!!!