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domingo, 31 de outubro de 2010

Jorge Mendes Guerra Brasil no CEPFS

A foto usada neste cartaz é de autoria de Léo Morato e foi retirada aqui do blog mesmo.
As demais fotos, são registros meus.
No sábádo, 30 de outubro, o Centro Educacional "Professor Francisco Saldanha" (CEPFS) realizou sua tradicional Feira de Cultura, que mais uma vez foi um sucesso, com trabalhos de alto nível, que arrancaram elogios daqueles que foram prestigiar o evento.
Os alunos da 5ª série/9, orientados por mim, deram continuidade ao projeto "Educação Patrimonial" e também puderam estar em contato com o escritor pitanguiense Jorge Mendes Guerra Brasil, que além de divulgar seus livros, recitou poesias de sua autoria e contou causos.


Acima: Jorge fala de seu trabalho aos alunos da 5ª série/9 do CEPFS


O contato com o público que visitou a feira permitiu a Jorge divulgar seu trabalho. Em sua obra, Jorge resgata através de prosas & versos a memória de Pitangui.


Ao abordarem o tema "Literatura Pitanguiense", os alunos prestaram
uma homenagem a Jorge Mendes Guerra Brasil




Para adquir os livros de Jorge Mendes Guerra Brasil entre em contato com o autor através dos telefones: (37)32711597 e (37)99713728

sábado, 30 de outubro de 2010

Viação Cipó em Pitangui

O programa Viação Cipó da TV Alterosa, que todo domingo, às 10 da manhã, mostra a cultura e as riquezas das cidades mineiras, desembarca neste domiungo 31 de outubro em Pitangui, mostrando um pouco da nossa história, da nossa culinária, da nossa música e do nosso povo.


Otávio di Toledo, apresentador do programa, esteve com sua trupe em Pitangui e fez uma bela matéria a respeito da nossa Velha Serrana. Portanto, neste domingo, antes de sair para cumprir o dever cívico do voto, prestigie o Viação Cipó, com certeza será um programa sensacional e emocionante.
Postagem sugerida por Karol Freitas

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O dia amanhece na 7ª Vila



Sempre que posso costumo apreciar a alvorada, da varanda ou do quintal de casa. Tem dias que os cenários são surpreendentes e inspiradores. Por isso tento reproduzí-los em algumas fotos para compartilharmos por aqui. Bom dia!

Imagens Daqui de Pitangui





A Divindade se manifestando na natureza, na luz do dia.





"Clareia, manhã. O sol vai esconder a clara estrela..."


Fotos: Leonardo Morato.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

No quintal do professor


No fundo do quintal.

No domingo, nos encontramos meio que por acaso lá na casa do professor Lícinio, para jogar conversa fora e confraternizar (é o que chamamos de reunião de trabalho). Primeiro chegou o Dênio, depois eu e o nosso colaborador e amigo Vandeir.


Léo, Licínio, Dênio e Vandeir.

O bate papo começou lá no fundo do quintal, de onde observávamos a área verde (entre o Lavrado e a Penha) onde há resquícios das antigas minas de ouro, desativadas. A prosa foi ficando boa e acabou virando um Sarau, pois teve música, poesia, coral e até discutimos algumas futuras ações do Blog. A receptividade e os comes & bebes foram de primeira!


O verde perto.

Os temas que também estiveram presentes na conversa foram: o amor por Pitangui; o encantamento de quem chegou, foi acolhido e se identificou com a terra; e a saudade de quem mora longe mas leva os laços Pitanguienses na cabeça e no coração.


Licínio & violão.

Não somos alheios aos acontecimentos políticos ou a problemas de qualquer espécie, que venham a ocorrer na cidade. Porém, temos um foco e somos imparciais partidariamente. E, a nossa forma de manifestar é valorizando a cidade ao mostrar as suas belezas, o talento da nossa gente, as boas ações e os avanços que estão sendo realizados, seja pela Gestão do Município ou pela iniciativa privada. Pitangui precisa continuar valorizando a sua cultura, o seu patrimônio e a sua história, consequentemente valorizando a nossa identidade!


Dênio & violão.

SORRISO PRA ALMA

Viajei mundo inteiro

Andei solto por aí

Mas não há lugar

Melhor que Pitangui

Sinto muita saudade

De ver aquele horizonte

O dia está clareando

Já vejo a Cruz do Monte

Descer as ladeiras

Sentir o cheiro da chuva

Ir atrás da procissão

Ao som da banda de música

É sábado de outono

O sol na janela

Água da mina

Comida na panela

É sorriso pra alma

Ver o olhar das crianças

Fazendo da vida

Uma eterna Ciranda

No bate papo de amigos

Há cerveja gelada

No nove de junho

Vou seguir a Alvorada

Do tempo das Bandeiras

Os casarões seculares

Gente de todo lugar

Nas festas populares

Cidade do coração

Lá no pé do Batatal

Criou-se a tradição

Ôh num bambeia não”

Quintais e varandas

Cidade do ouro e serestas

Quero andar pelas ruas

Ouvir os sinos em festa

Sentar ao lado da Igreja

Ver lua cheia chegar

O violão nos braços

Pra melodia criar

Viajei mundo inteiro

Andei solto por aí

Mas não há lugar

Melhor que Pitangui

(Leonardo Silva Morato)




Pra não dizer que não falei de flores.
Fotos e texto: Léo Morato.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cachaça Barcelona

Fotos: Leonardo Morato.

Conforme anunciamos na semana passada, pretendemos rodar pelos arredores da cidade (quando for possível), para mostrar as belezas e peculiaridades da zona rural de Pitangui. Então, no sábado dia 23, atendendo ao convite, fomos até a Fazenda Santiago, na região atrás da serra da Cruz do Monte, visitar o Alambique da Barcelona, uma tradicional cachaça pitanguiense. Na propriedade fomos muitíssimos bem recebidos pelos anfitriões Batista Barcelos e sua esposa, a professora Edilma (visitante assídua do blog). Além de um bom bate papo sobre assuntos diversos, conhecemos e degustamos algumas das belezas da fazenda, visitamos o alambique e presenciamos o processo de fabricação da Barcelona.

Chegando na fazenda.

O Batista nos contou que a cachaça é produzida desde 1914, pelo seu avô, depois pelo seu pai, o senhor Zé Barcelos e atualmente a produção está sob a direção do seu irmão Ozanir, ou seja, a Barcelona já tem quase 100 anos de tradição.

A antiga Roda D'agua.

No alambique, proseamos com o senhor Denilson responsável pela fabricação artesanal da pinga, que nos relatou sobre o processo onde a temperatura e pressão do alambique precisam ser rigorasamente ajustados e controlados para que a “danada” saia no ponto.


O antigo moinho de cana.

A fabricação da água ardente é feita em 4 ou 5 etapas:
1 A cana-de-açucar é plantada utilizando espécies selecionadas pelo teor de açucar e pela facilidade de fermentação do caldo e é cortada em épocas específicas.


A cana no alambique.

2 A moagem da cana deve ser feita em até 36 horas após o corte e separa o bagaço do caldo (garapa) que é coado antes de ser armazenado. Existem moinhos elétricos e movidos por roda d'agua.


A garapa.

3 A fermentação é feita em grandes toneis de aço onde o caldo fica por um período médio de 24 horas. Geralmente utiliza-se água, fubá de milho ou farelo de arroz para auxiliar na fermentação da cana, agregando o teor alcóolico.


A caldeira que aquece o alambique.

4 A destilação consiste em apurar o liquido produzido na levedura (fermentação) devido a presença de toxinas, ácidos e bactérias. A destilação é feita em alambiques de cobre para apurar o grau alcóolico da cachaça que deve ter média de 38 a 42 graus, para isso separa-se os primeiros e últimos 10% da tiragem (cabeça e calda) para manter a qualidade.

O Batista e o produto final.

5 A última etapa que valoriza a cachaça, mas é facultativo ao gosto do fabricante e do consumidor, é o armazenamento e envelhecimento em toneis de madeira (carvalho, bálsamo, umburana, jequitibá, etc).

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Na fazenda, observamos o cuidado com a natureza e a consciência ambiental. O processo de fabricação aproveita 100% da cana, onde o bagaço é usado para alimentar o gado e sustentar o fogo da caldeira. E a água que sobra, é usada para irrigar a plantação de cana. Essa tarde de sábado foi muito prazeroza e gratificante tanto pela receptividade quanto pelas belezas da fazenda. Em breve mostraremos mais imagens e informações desse passeio e faremos uma abordagem histórica sobre o motim da cachaça ocorrido em Pitangui.

Pesquisa complementar: Revista Jornal do Brasil - Circuito da Cachaça de Minas. Impressão Vanguarda Rio S.A. Rio de Janeiro, 2001.


A cachaça pronta.

História ou "causo"?

Antigamente, no Brasil, para se ter melado os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou! O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo (fermentado). Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o "azedo" do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e se formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente, era a cachaça já formada que pingava ( por isso o nome PINGA), e quando batiam nas suas costas marcadas com as chibatadas ardia muito, por isso o nome "AGUARDENTE". Caindo em seus rostos e escorrendo até a boca os escravos viram que a tal goteira dava um barato, e passaram a repetir o processo constantemente. Hoje, como todos sabem, a pinga é símbolo nacional!

(Fonte não identificada).

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A SOLITÁRIA CRUZ DO LAVRADO




Muitos podem estranhar a cruz que hoje se encontra na esquina das ruas Alexandre Lacerda com Paulo Dias Maciel no Lavrado, junto ao muro da cadeia. Tal objeto que no passado foi adotado pelos romanos como forma de imputar a pena de morte aos subversivos, dentre eles Jesus, virou um símbolo quase universal do cristianismo significando não só o sofrimento do Messias para nos salvar, como também o fim de vida de cada cristão. No caso da cruz do Lavrado, ela indica o local de uma fatalidade, mais especificamente a morte de Pedro Alves de Campos, o Pedro Neném, filho de Neném Batista, morador da localidade de Brejinho, próxima ao hoje distrito de Campo Grande. Mas o que estaria fazendo uma cruz em plena área urbana, junto ao muro de uma cadeia, quando o mais comum é vê-las na beira de estradas ?
Acontece que naquela época, 30 de janeiro de 1943, a rua Alexandre Lacerda era o trecho final da estrada carreira que ligava a região de Campo Grande a Pitangui e Pedro Neném tinha como uma das fontes de renda a venda de lenha na cidade. Após a entrega da carga, Pedro retornava para casa tangindo o carro de boi de cima do seu cabeçalho quando foi vitimado por um ataque cardíaco fulminante. Conta-se que no momento da queda os bois imediatamente estancaram a marcha evitando que as rodas do carro passagem sobre o fazendeiro.





É interessante o empenho dos familiares em preservar a cruz. Recentemente ela foi renovada, está lá, bonita, imponente, lembrando a todos que ali morreu Pedro Alves de campos, filho da ilustre terra.




Vandeir Santos

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Literatura & Memória: a vida de Silviano Azevedo

No livro "Silvano Azevedo - Meu pai, meu chefe, meu amigo", Francina Azevedo Campos Guimarães nos apresenta a trajetória centenária de seu pai, o engenheiro Silvano Azevedo. Além de descrever aspectos da vida pessoal e profissional do pai, o livro também tráz depoimentos de parentes e amigos.
Silvano Azevedo nasceu em Pitangui/M.G. em 18 de fevereiro de 1895, filho do político e jornalista Vasco Azevedo e Aurora Xavier Lopes Cançado. Sua mãe faleceu 17 dias após seu nascimento, sendo então criado pela tia materna, Marieta e seu marido Augusto Osório.
Formou-se em Engenharia de Minas em 1921, como primeiro aluno da turma na Escoal de Minas de Ouro Preto. Ainda na década de 1920 iniciou uma vitoriosa carreira profissional reconhecida pela Fiemg, que concedeu-lhe, em 1998, o título de Pioneiro na categoria "Construtores do Progresso".
De leitura agradável, o livro nos permite conhecer a história deste pitanguiense perceverante, que contribuiu com seu trabalho para a construção do estado de Minas Gerais.
Não poderíamos deixar de agradecer ao Dr. Vasco Ariston de Carvalho Azevedo (4ª geração dos Vasco Azevedo de Pitangui), que gentilmente nos enviou um exemplar do livro, além de outros materiais sobre a família Vasco Azevedo, que serão futuramente postados aqui no blog.




FONTE:

GUIMARÃES, Francina Azevedo Campos. Silviano Azevedo, Meu pai, meu chefe, meu amigo.Belo Horizonte: O Lutador,2008.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Nas lentes de Rafael Pádua


Estação Cultural.
Fotos: Rafael Pádua.


Divulgamos hoje mais um talento das lentes. Trata-se de Rafael Pádua, pitanguiense nascido em 29/04/88, que hoje reside em Brasíla. O Rafa (carinhosamente chamado pelos amigos e amigas) tem um olhar clínico para a fotografia e já desenvolveu belos trabalhos, entre eles destacamos as coberturas de eventos para o site fuliões.com e as imagens da cidade, divulgadas no site da Prefeitura Municipal de Pitangui.



Lírios no Largo do São Francisco.

Confesso que o Rafael foi umas pessoas em quem me inspirei para arriscar pelas veredas da fotografia. Conversávamos bastante sobre questões culturais em Pitangui e essa postagem já deveria ter saído há mais tempo. Encontrei o Rafa um dia desses e combinamos essa divulgação. Demorou mas saiu, primo!!!

Igreja Matriz de N.S.Pilar.



Casarão dos Bejani.


Flores no Chafariz.


Praça Gov. Benedito Valadares.




Igreja de São Francisco (hoje em fase de restauração).

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nos arredores da cidade


A estrada.
Fotos: Léo Morato.

No fim do mês de setembro, em um domingo antes das chuvas, saímos para um passeio pela zona rural de Pitangui, na região de Coqueiros. Por lá e pelo caminho, registramos algumas imagens típicas das paisagens rurais. Tomara que essas imagens lhes transmitam a tranquilidade vivenciada naquele dia.


Fazenda centenária.


O pé de pequi.


Flor do pequizeiro.


O gado de leite.


Plantação de tomates.


Ninho de ave.



Ninho de João de Barro.

Curiosidades sobre o ninho de João de Barro

Tudo começa com a coleta da matéria-prima. Além de barro úmido, retirado do solo, a ave, cujo nome científico é Furnarius rufus, usa esterco misturado a palha. A casa é construída em conjunto pelo macho e pela fêmea, que chegam a fazer centenas de viagens no transporte do material. Galhos de árvores, postes e beiradas de casas são os locais preferidos pelo joão-de-barro para instalar seu ninho que, em geral, tem formato esférico e cerca de 30 centímetros de diâmetro. Para construir as paredes (de 5 centímetros de espessura), o casal amassa as bolas de barro com os bicos e os pés. Uma engenhosidade do ninho é a divisão em dois cômodos. O acesso ao primeiro se dá pela porta, feita na medida para que a ave entre sem precisar se abaixar. A câmara mais interna, forrada com penas, pelos e musgo, serve para a postura de ovos e acomodação dos filhotes, que ficam a salvo de predadores. Outra peculiaridade da casa é a localização da porta de entrada, estrategicamente posicionada na direção contrária à chuva e ao vento .Até hoje os ornitólogos (estudiosos das aves) não sabem como o joão-de-barro desenvolveu essa habilidade, que o mantém protegido das intempéries. Após cerca de duas semanas, o ninho fica pronto e a fêmea põe seus ovos. Inexplicavelmente, depois de tanta ralação, o casal só usa o cafofo por um ano, período em que tem até quatro ninhadas. Em seguida, a dupla abandona o lar e começa a construção de um novo! Vá gostar de trabalhar...

Por Yuri Vasconcelos.

Fonte: http://www.supermundo.abril.com.br/. Pesquisado em 16/10/10.



Flores do cerrado.

Lembramos que essa nossa diversão constitui-se em um prazeroso trabalho voluntário e depende da nossa disponibilidade de tempo e de recursos. Mas, pretendemos percorrer sempre que possível os arredores da cidade, mostrando as belas fazendas, a produção artesanal da boa cachaça da região, a fabricação de doces e queijos, as plantações, a culinária local, entre outros aspectos das bucólicas comunidades rurais. Consequentemente mostraremos a nossa vocação potencial para o turismo rural. Continuem enviando sugestões de postagens (matérias) e até a próxima!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Betto Santiago em Tiras


Betto Santiago ataca em tiras. O lance tá rolando assim, os desenhos são de Renato Maciel ou da Cintia, antiga colaboradora do jornal "Oráculo" (que era mantido por Betto e Luiz Cláudio) e os argumentos de Betto. A tira acima me foi enviada pelo Betto e eu não pude deixar de fazer um pedido a ele: permitir que publicássemos a mesma por aqui. "Pároco Isso" é o mote, pelo jeito vai rolar humor crítico, afiado e de alto nível por aí.
E nós não podemos perder a oportunidade para convidar o Betto Santiago para postar novas tiras por aqui, esperamos que ele aceite o convite.