Seguidores

terça-feira, 31 de maio de 2011

Pitangui 296 Anos

No próximo mês  (junho) Pitangui completará 296 anos e os festejos já estão preparados, acompanhe a programação nesta postagem e não deixe de participar.

Clique nas imagens para ampliá-las:


Diagramação do convite: Giovanni Marques Pereira


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cenas da cidade

Foto: Léo Morato.


Foto Kamargos.

"Todo sino é uma saudade de bronze. Toda maria-fumaça é uma saudade de ferro e fogo". Rubem Alves (Do livro: Cenas da Vida)


Foto: Léo Morato.

Saudosamente iniciamos a contagem regressiva para os 296 anos da Sétima Vila do Ouro das Gerais em 9 de junho, com a expectativa de uma festa bonita e atrativa, com casa cheia e na esperança de um bom novo ano para a cidade e para os pitanguienses (residentes, ausentes e àqueles que escolheram essa cidade para viver). Quando soubermos da programação oficial e ou dos eventos alternativos, divulgaremos por aqui. Boa semana a todos!

domingo, 29 de maio de 2011

Dia do Geógrafo

Imagem: www.relacoesmundanas.blogspot.com

Hoje é o dia do Geógrafo, um profissional que tem como instrumento de trabalho, o estudo do espaço geográfico, mas não apenas no aspecto físico do espaço. A Geografia aborda e abrange as relações e os acontecimentos socioeconômicos e políticos em determinado território. Estuda as mudanças causadas pelas alterações na forma de produção e consumo; pelos usos e desusos dos objetos; e as consequentes alterações funcionais ou estruturais na paisagem.




Aproveitamos a data para homenagear os professores que tivemos ao longo da vida e direcionamos a postagem ao amigo Ricardo Caldas, professor de Geografia. O Ricardo é um pitanguiense gente boa, nascido em 24/8, que estudou nas escolas públicas de Pitangui e formou-se na PUC-MG em 2004. Hoje o Ricardo leciona em algumas instituições de ensino na cidade e, com os demais professores, ajuda a formar a consciência dessa garotada.

Disposição, perseverança e sucesso é o que lhe desejamos ao longo da sua importante missão, professor!!!



Oração do Geógrafo

Pai nosso que está no céu
Abençoado seja o nosso ESPAÇO geográfico.
Venha a nós a capacidade de compreendê-lo.
Que não seja feito a vontade do capitalismo, assim na terra, como no mar.
A topofilia de cada dia nos dê hoje.
Perdoai os incautos que dizem ser a geografia uma ciência decoreba. Assim também como perdoamos os que a usam para fazer a guerra.
Não nos deixe cair em tentação e abandonar a carreira por um concurso qualquer.
Livra-nos desse mal na graduação, no mestrado e para sempre.
Amém.


Fotos: Acervo pessoal do Ricardo.
(Álbum: Povo que me deixa de cabeça branca).

"Estamos convencidos de que a mudança histórica em perspectiva
provirá de um movimento de baixo para cima,
tendo como atores principais os países subdesenvolvidos
e não os países ricos; os deserdados e os pobres
e não os opulentos e outras classes obesas;
o indivíduo liberado partícipe das novas massas
e não o homem acorrentado;
o pensamento livre e não o discurso único.
Os pobres não se entregam e descobrem a cada dia
formas inéditas de trabalho e de luta;
a semente do entendimento já está plantada e o passo seguinte é o seu florescimento
em atitudes de inconformidade e, talvez, rebeldia."

(Milton Santos: Por Uma Outra Globalização - Do Pensamento Único à Consciência Universal)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ném Teodoro - Uma homenagem especial



Dizem que nunca é tarde para homenagearmos as pessoas das quais gostamos. Mesmo atrasado, hoje cumprimos nosso dever em relatar um pouco do nosso saudoso Rossiano Teodoro de Mendonça, o Ném Teodoro.




Rossiano Teodoro de Mendonça, mais conhecido como Nem Teodoro, nasceu em Pitangui – MG, aos 14 de abril de 1926. Casado com Conceição Ribeiro de Mendonça num convívio feliz de mais de 54 anos teve os filhos Edwirdes, Mauro e Rossiano.






Membro fundador do tradicional “Conjunto Ferro Velho” , usou seu talento para alegrar pessoas de diferentes gerações. Tinha o dom especial de manter vivo o tão conhecido conjunto. Como o conjunto durou por algumas gerações, buscava sempre renovar o grupo a cada falecimento de um participante. Com essa atitude, o grupo sempre mantinha um sangue novo sem perder a essência das antigas músicas de salões. Seu amigo inseparável, o bandolim, as vezes parecia murmurar notas musicais, tal a proximidade da perfeição do artista. A música que encantava a todos vinha do fundo de sua alma iluminada pela melodias e acordes que inebriavam aos ouvidos mais exigentes.


Ferro Véio

Sem contar com os equipamentos ultra-modernos da tecnologia de hoje, fazia do “Chorinho” um êxtase de alegria. Seus dedos deslizantes nas cordas do bandolim, as vezes eram trocados por uma palheta no polegar, que saltitava produzindo acordes como se tivessem vida própia.
Bandolim este, que agora está mudo, pendurado em algum canto da parede, saudoso de seu senhor e artista. O Ném faleceu repentinamente em Belo Horizonte no dia 03 de Março, passado, deixando uma lacuna que talvez nunca mais seja preenchida. No seu velório, o mestre da arte de tocar e encantar tantas gerações, teve uma homenagem que com certeza o faria muito feliz, uma bandeira do time que tanto amou, o Atlético Mineiro.




Pitangui dificilmente verá entre seus filhos,

um artista nato e sensível a arte como nosso saudoso
NÉM TEODORO





A dica da postagem,

o texto e as fotografias,

nos foram enviados pelo colaborador do blog,

José Edilson de Freitas, a quem agradecemos imensamente.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

6º Festival Arte & Cultura de Pará de Minas

Recebemos, através da Agentz Produções, a programação do 6º Festival Arte & Cultura de Pará de Minas, que está acontecendo desde do dia 24 e terminará no dia 29 deste mês, naquela cidade.





O 6º Festival de Arte e Cultura é um evento que propõe a Pará de Minas a aproximação com diferentes manifestações artísticas. Esta interação colabora na construção de uma sociedade mais justa, criativa, crítica e autônoma. A ideia é retirar as pessoas, mesmo que por algumas horas, do cotidiano massivo, do lugar comum. É provocar o olhar, a imaginação, mostrando como a arte e a cultura podem interferir no cotidiano da cidade. Com o festival, a prefeitura de Pará de Minas, por meio da Secretaria de Cultura, democratiza o acesso às mais diversas expressões artísticas, valoriza a produção cultural local e abre espaço para novos talentos, fazendo com que os paraminenses e visitantes façam da arte uma celebração da vida.




Pequeno detalhe, show do Vander Lee no sábado 28/05 ... Imperdível !!!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A fauna do cerrado pitanguiense

Pica-Pau.

A nossa amiga e frequentadora assídua do blog, a pitanguiense Girlene Oliveira, nos enviou algumas fotos de animais típicos do nosso cerrado. Segundo a Girlene, as imagens foram feitas por ela e por alunos do ITAC, nas imediações da escola Agrícola em Pitangui.

Ariramba.

Cobra.

Corujas.

Quero - Quero.

Canarinho.

A Girlene trabalha no ITAC há mais de 20 anos, fez vários registros fotográficos sobre a fauna e flora da região e nos enviará esses trabalhos para que possamos divulgar aos poucos a grande diversidade do nosso bioma, o cerrado. Valeu Girlene, o blog Daqui de Pitangui, agradece a sua constante participação. Parabéns a você e aos fotógrafos pelo tempo dedicado a essas belas fotografias.

Tico - Tico.

Micos.

Rolinha.

Tucano.

Se você também tem fotos do cotidiano na cidade, fotos históricas, sobre a natureza em Pitangui, ou uma sugestão de postagem (dentro do contexto do blog) envie para o nosso e-mail que divulgaremos por aqui. E-mail: daquidepitangui@gmail.com

domingo, 22 de maio de 2011

Participando da História de Pitangui



Em outras oportunidades, já postamos algumas fotos e informações aqui no blog, sobre o evento Caminhando com a História de Pitangui, que aconteceu em duas edições (2003 e 2004). Hoje, divulgamos os folders-convites destes acontecimentos que reviveram importantes fatos históricos de nossa cidade, por meio de encenações teatrais.



O Caminhando com a História foi uma iniciativa realizada pela parceria entre várias entidades. E chegou a ser realizado posteriormente, com adaptações, sob o nome Caminhando e Contando a História de Pitangui.

Comecei a me interessar e acompanhar a questão patrimonial em Pitangui, no início dos anos 2000 e, felizmente podemos perceber que de lá pra cá as atividades culturais e de resgate histórico, vêm pouco a pouco se intensificando. Seja pela iniciativa de órgãos gestores do Município, da sociedade civil (projeto Juntando Gente da CrediPit, por exemplo) e principalmente, por iniciativas populares, como o retorno da Barraquinha da Penha e a tradição do Mastro, entre outros. Assim como o patrimônio arquitetônico é um testemunho dos nossos processos históricos, as práticas culturais perpetuam os valores e as tradições do povo.


Outro movimento que marcou a história recente da cidade, reunindo e divulgando os talentos pitanguienses, foi o Pitaculta, nos anos de 1985 e 86, ao qual reverenciamos. Lançando outros olhares sobre a Sétima Vila do Ouro das Gerais, o Blog Daqui de Pitangui se orgulha por fazer parte da construção da história, atuando no presente. Entendemos que os fatos de hoje, serão a história de amanhã.


Folder. Prefeitura 2001/2004.


Sobre este contexto da valorização da cidade, nos falou o William Santiago (fundador do Pitaculta) em 28/3/2011:

"Vocês estão recuperando a auto-estima do pitanguiense. Me lembro de comentar com outros pitanguienses ausentes a quase vergonha que alguém tinha em dizer que era de ... ... de ... Pitangui. A pessoa hesitava, hesitava, olhava pros lados, no fim, a palavra saía murchinha, quase com culpa. Faltava orgulho. Agora não. Estamos por todo lado. Claro que é consequência de todo um processo, mas o blogue dá um empurrão legal. E com categoria.
Vamos seguir em frente".


Caro William, tomara que mais Pitacultas, mais blogues e mais atitudes positivas sejam empreendidas na cidade. O objetivo desta postagem é valorizar as boas ações; incentivar a participação popular nas questões políticas e sócio-culturais; e manifestar o nosso desejo de que haja a prática constante do diálogo e a convergência entre as pessoas, para que a cidade possa seguir em frente, rumo aos 300 anos...

sábado, 21 de maio de 2011

Moacir Brant

Apresentamos a seguir uma crônica do Fernando Brant, publicada no Estado de Minas no dia 16/5, falando sobre a vida do pai (in memorian) por ocasião da comemoração do seu centenário. Eis uma bela história e um importante capítulo aconteceu em Pitangui, pois Sr. Moacir conheceu a pitanguiense Dona Iolanda Rocha, aqui na cidade ... e o Fernando descreve o encontro com uma poesia que nos faz ver esse epsódio. Segue a crônica :




Fernando Brant




Os 100 anos de meu pai




Ele queria estar aqui hoje. Cercado pelos que amou. Chegou mesmo a nos pedir que o ajudássemos a chegar vivo ao dia 16 de maio de 2011. A única contribuição que poderíamos lhe dar era nossa demonstração constante de afeto e companheirismo. Era um desejo puro repleto de alegria de viver.

Mas todos nós sabíamos, e ele mais do que nós, que essas decisões não nos pertencem. De qualquer forma, ele costumava convidar pessoas para comemorarem com ele esta data. Fez o que lhe foi possível e foi bem-aventurado, pois, quando a sua hora bateu, ele estava em pleno voo de felicidade, longe da frieza dos internamentos em hospitais. Foi-se subitamente, acredito que sem sofrimento, durante o sono.

Dizia que a simples presença de champanhe ou espumante já tornava agradável qualquer ambiente. Aprendeu esse bom humor vivendo. A infância em Diamantina e em Belo Horizonte, a perda prematura da mãe, a luta pelo estudo, contra a timidez. Jovem professor de brasileiros como Carlos Castello Branco, entrou para o serviço da Justiça e a ele se entregou de corpo e alma. Eram tempos de salários parcos e que atrasavam. Os 10 filhos se acostumaram com sua dedicação ao trabalho, seu esforço para nos educar e o senso de justiça que nos marcou indelevelmente.

Contou com a companhia, por 64 anos, de uma moça, Yolanda, que conheceu um dia na noite da praça central de Pitangui. Sua insegurança talvez não nos tornasse possíveis: não fora um empurrão de um amigo, talvez ele nunca se declarasse à nossa mãe.

É o que conto em um musical que eu e o Tavinho Moura estamos preparando: “Ele me olha de um jeito/ que me dá mil arrepios não sabia que as moças/ sentiam esse tal frio/ mas ele me olha de um jeito/ como o sol que traz o dia se o seu jeito é tão sério/ seus olhos não têm limite que força que tem um olhar/ de um homem olhando moça com amor e com carinho/ com entrega e sem troça que força tem esse olhar/ que me pede e me ordena que me suplica o que quero/ lhe dar para toda a vida?”.

Ele não está presente, mas está. Não só no retrato que nos observa na sala de jantar. É que está incorporado em cada um de nós. Por isso é que nos reunimos, na data em que faria 100 anos, para comemorar a sua vida e o legado que nos deixou. Orações, para recordar o cristão que sempre foi, o distribuidor de bondade, amor e justiça. Cerimônia simples, familiar.
A seguir, espumantes estouram e vinhos aparecem ao lado das cervejas. Para a festa de alguém que amou tanto a vida, descartamos a tristeza e vamos no rumo da alegria. Vivo, vivemos, o pai e sua presença.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Outro Olhar:Escola Estadual Francisca Botelho

Nesta postagem trago outros olhares sobre a Escola Estadual Francisca Botelho, em minha opinião a mais bela escola da cidade em termos arquitetônicos. Acredito que a qualidade do ensino de lá também deva ser boa. Tive a oportunidade de visitá-la a poucos dias, quando minha sobrinha Laura, aluna do Francisca Botelho, comemorou seu aniversário com os coleguinhas de sala. Aproveitei para registrar estas fotos.

Foto: Licínio Filho


Foto: Licínio Filho

Foto:Licínio Filho

Foto: Licínio Filho



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pitangui de outrora

Mais uma pérola nos enviada pelo Paulo Salatiel !!!



Ao que tudo indica, a localização da fotografia é onde é hoje a Rua Coronel José Saldanha. Percebe-se, a primeira casa à esquerda onde, provavelmente, foi a casa do Sr. Alcindo e da Dona Helena. Ao fundo as duas palmeiras que ainda restavam do Banco Hipotecário e a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Ao lado esquerdo, a parte superior do Casarão dos Campos.



Quem puder nos ajudar, descobrindo os participantes da fotografia, a ajuda será bem vinda.






Desde já agradecemos ao nosso amigo e colaborador Paulo Salatiel

por mais uma rica contribuição ao blog daquidepitangui

quarta-feira, 18 de maio de 2011

E o empréstimo de R$5 milhões? Por que os vereadores vetaram?

O assunto do momento em Pitangui é o veto da Câmara Municipal ao empréstimo de R$5 milhões disponível à prefeitura. O que há de errado com este empréstimo? Há irregularidades?  Quais?
Por que estou postando sobre este assunto? Simples, tenho um imóvel no bairro Dona Judith Abreu e Silva e lá não tem pavimentação, iluminação pública e nem rede de esgoto. Imaginei que com o acesso a este dinheiro a prefeitura poderia investir uma parte dele em obras naquele bairro,pois é alegado que não há recursos para tais obras.
Agora corre esta notícia de que o município não terá acesso a este dinheiro, que, segundo dizem, estaria disponível a juros de 4% ao ano. Deve ter acontecido alguma coisa muito séria para os vereadores vetarem este empréstimo, é um montante considerável, que poderia ser investido em várias obras que beneficiariam a população. Não gostaria de crer que os vereadores tomaram esta decisão por questões políticas, afinal foram eleitos para defenderem os interesses do povo.
Penso que as notícias sobre este assunto não deveriam correr a cidade em forma de boatos, a Câmara Municipal deveria se manifestar esclarecendo a população sobre os motivos do veto.
Enquanto isso,os moradores do bairro Dona Judith Abreu e Silva vão pisando na poeira, chegando em casa à noite por ruas sem iluminação pública e vendo o esgoto correr a céu aberto. Penso que tenha gente em outras partes da cidade enfrentando problemas também. Mas o povo não se manifesta,né?
Estou me manifestando aqui porque gostaria de ver o bairro assistido pelo poder legislativo e executivo, estamos cansados de promessas, sou contribuinte e gostaria também de ver os benefícios mais próximos de mim.Tem calçamento lá onde o Judas perdeu as botas e no Dona Judith nada?
Vai ver que a culpa é nossa mesmo,né? Mas as eleições estão chegando, 2012 está aí, então poderemos corrigir os nossos erros.Eu, em particular, estarei estreiando como eleitor municipal e serei bastante criterioso ao escolher meus candidatos.E você, caro leitor eleitor?

Inventário dos sítios arqueológicos de Pitangui

Em mais uma colaboração com o blog, Vandeir Santos nos apresenta os trabalhos que estão sendo desenvolvidos por uma equipe de arqueólogos, que irão iventariar os sítios arquelógicos de Pitangui.

---------------------------------------------------------

A fim de se elaborar um programa que visa estruturar turisticamente a cidade de Pitangui, a prefeitura municipal deu início ao projeto de criação de um centro de pesquisa e estudo das lavras auríferas que se encontram dentro do perímetro urbano da cidade, em especial as minas da Penha e do Batatal. No mês de abril fui convidado pela prefeitura para acompanhar a equipe vencedora da licitação para os trabalhos de realização do inventário dos sítios arqueológicos. Minha presença seria necessária para indicar o local das minas.


Os arqueólogos, Warley Delgado e Marta de Castro observam os rejeitos do processo de lavras das minas do Batatal.

Na manhã do último sábado, dia 07 de maio, vieram para Pitangui os arqueólogos Warley Delgado e Marta de Castro a fim de que pudessem iniciar os trabalhos. De imediato fomos até a mina situada no bairro da Penha. Após o levantamento das coordenadas geográficas iniciamos nossa entrada na mina, imediatamente foi feita a medição do comprimento largura e altura da galeria. Na ocasião foram também registradas informações a respeito da 2ª entrada da mina que apresenta indícios de galerias secundárias.


Warley Delgado, Marta de Castro e Vandeir Santos dentro de uma pequena galeria nas minas do Batatal

Na parte da tarde o mesmo trabalho prosseguiu nas minas do Batatal, situadas no pasto do Antônio Benedito, onde ainda é possível identificar detalhes relativos ao processo de mineração praticado no fim do século XVIII e início do XIX.


Arqueóloga Marta de Castro medindo a galeria da mina da Penha.

Mediante uma estruturação adequada, que abrangeria a criação de acessos, reaberturas de galerias e supressão do excesso de vegetação, estes locais representariam um potencial turístico enorme que poderiam abrir novas perspectivas para a economia pitanguiense e é exatamente este o foco do programa iniciado pela prefeitura.


Arqueólogo Warley Delgado e Vandeir Santos dentro da galeria da mina da Penha.

Fica aqui o nosso apelo para que aqueles que souberem de outras minas próximas ao núcleo urbano de Pitangui nos comuniquem para que seja feito o devido registro. Recentemente Cláudio Faria nos levou até a mina situada na margem direita do córrego de Santo Antônio (Fazenda do Natalino - Bairro Chapadão), nos permitindo registrar mais uma relíquia histórica de Pitangui.

Vandeir Santos

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Cemitério de Pitangui


Um dias desses, sem algum motivo específico, fomos até o cemitério da cidade e fizemos alguns registros fotográficos da arquitetura dos túmulos. Nesta visita não foi possível colher informações sobre a data da fundação, a quantidade de túmulos ou algum outro dado no contexto estatístico.





Num clima de silêncio, respeito e contemplação, foi possível constatar que o antigo cemitério da cidade, perto do campo de futebol do São Francisco, é uma galeria de arte a céu aberto, que não se vê em qualquer lugar.






Ao observar as lápides, percebemos os estilos de construção de várias épocas, costumes e hábitos intrinsecos, onde as famílias prestavam e prestam suas homenagens aos entes queridos, que já cumpriram a sua passagem nesta terra. É a manifestação dos vivos ante a morte, baseada nos preceitos cristãos.


Em respeito à privacidade das várias famílias que têm os seu jazigo no cemitério local, não identificamos nomes, datas ou fatos. Mas fizemos essa abordagem sobre este espaço municipal, por ser um testemunho dos nossos processos históricos, representados nos estilos das construções através das décadas.




Diversidade de estilos.




Flores em meio ao concreto.







Fotos: Leonardo Morato.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Nelson Mota em Pará de Minas

Quem puder ir à vizinha Pará de Minas no dia 19 de maio, com certeza presenciará um bate papo inédito pelas bandas de cá, com nada mais nada menos que Nelson Mota. Autor de mais de 300 músicas e entre os seus parceiros estão Lulu Santos, Rita Lee, Ed Motta, Guilherme Arantes, Dori Caymmi, Marcos Valle, Guinga, Max de Castro, Erasmo Carlos, João Donato e a banda Jota Quest. Autor de sucessos musicais como Dancing Days (com Ruben Barra), Como uma Onda (com Lulu Santos), Coisas do Brasil (com Guilherme Arantes), "Bem que se quis", primeiro sucesso de Marisa Monte, além da canção de final de ano da Rede Globo "Um Novo Tempo" (com Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle. Motta já dirigiu espetáculos no Brasil e no exterior e produziu discos de grandes astros e estrelas da MPB tais como Elis Regina, Marisa Monte, Gal Costa, Daniela Mercury, dentre outros. Sumidade em pessoa !!!!







Nelson Motta visitará, em maio, três cidades do interior de Minas Gerais para realizar um bate-papo descontraído com os mineiros pelo Programa ALE Grandes Escritores. Jornalista, compositor, escritor, roteirista e produtor musical, Nelson Motta tem várias obras literárias e musicais publicadas e premiadas. O autor visitará as cidades de Itabira no dia 17 de maio, Sete Lagoas 18 de maio e Pará de Minas no dia 19 de maio.




As palestras, gratuitas, integram o Programa ALE Grandes Escritores, iniciativa em prol da literatura que promove a aproximação entre o público e importantes autores brasileiros. O programa também contempla o projeto Livro para Voar, que trouxe para o Brasil o conceito de bookcrossing. A ideia, originada nos Estados Unidos, promove a libertação de livros, deixados em locais públicos para que vários leitores tenham acesso gratuito às obras. Durante as palestras, promotores do evento incentivarão a participação da comunidade nessa iniciativa.






O programa Grandes Escritores foi criado em 2002 e já realizou mais de 300 palestras desde sua criação. Entre os participantes da ação estão nomes como Adélia Prado, Affonso Romano de Sant’Anna, Alcione Araújo, Bartolomeu Campos Queirós, Carlos Herculano Lopes, Frei Betto, Moacyr Scliar, Nelson Motta, Roberto DaMatta, Sergio Cabral e Zuenir Ventura.