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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Origem e atribuições das Primeiras Câmaras Municipais

Ao fundo, o prédio da Câmara Municipal de Pitangui.

Na estrutura administrativa da colonização portuguesa, o poder municipal constituiu-se como célula básica de grande importância. O cerne dessa estrutura era a Câmara Municipal ou Casa de Câmara e Cadeia, cuja origem remete à idade média (com os Romanos). No Brasil colonial, as atribuições das Câmaras eram amplas e diversificadas. “Podemos dizer que tudo o que interessa à vida concreta das famílias, tudo que dizia respeito ao bem da ‘república’ no amplo sentido (...) era atribuição municipal” (TORRES, 1962 p. 197). Inicialmente chamava-se Vereação ou Concelho de Vereança; posteriormente o termo Câmara foi comumente usado para exprimir a reunião dos vereadores sob a presidência do juiz. “Ao Domus Municipalis cabia representar o interesse local, os ‘homens bons do lugar’, as forças econômicas de cada núcleo populacional” (SALLES 1982, p. 193). Portanto, como forma de destacar-se, situava-se geralmente na parte alta das Vilas, simbolizando a justiça e a autoridade municipais. “Se compararmos as atribuições dos Venerandos Senados da Câmara com as das atuais Assembleias Legislativas Estaduais, verificamos que, na realidade eram mais amplas” (TORRES, 1962 p. 197).


O prédio da Câmara visto de outro ângulo.

O Domus Municipalis, geralmente continha a cadeia, o arsenal das Milícias, as salas das reuniões para os magistrados, acompanhadas por vezes de outras salas e de uma capela. Escadarias e grandes varandas, também eram características das Casas de Câmara e Cadeia. A sua atuação resultava na prestação de relevantes serviços, não somente nas questões municipais como arruamento, calçamento, obras e reparos, limpeza urbana; mas também nas questões federativas como abastecimento e regulação das profissões. Incentivava-se novos descobrimentos, fiscalizavam lojas, açougues, tavernas, vendas e não permitiam que nenhum profissional exercesse a sua profissão sem uma licença ou alvará. As Câmaras tinham jurisdição sobre os caminhos, chafarizes, fontes, pontes, calçadas, etc. E os vereadores além de cuidarem do regimento da terra e do Conselho, despachavam com os juizes os feitos de injúrias verbais e de pequenos furtos. Pode-se afirmar, portanto que nas Câmaras Municipais exerciam-se os três Poderes. Pois, além da função Legislativa (estabelecimento de leis e regras de convívio); executavam-se as obras e fiscalizavam-se os estabelecimentos (Poder executivo); e eram julgados os litígios diversos (Poder Judiciário).

A Praça da Câmara.

As Câmaras Municipais eram compostas pelo juiz ordinário (local); ou juiz de fora, como presidente; três ou quatro vereadores; um procurador (função executiva equivalente à de um prefeito); dois almocatéis; um escrivão; um síndico ou advogado; e um tesoureiro. A função deliberativa era composta pelos vereadores e o juiz. O mandato era de três anos e os representantes eram eleitos pelo sistema indireto em sessões próximas ao Natal do último ano de cada mandato (exceto o juiz de fora que era nomeado). A criação das Câmaras estava diretamente relacionada à criação das Vilas. Em Minas Gerais, no ciclo do ouro, a Vila de Nossa Senhora da Piedade de Pitangui fora criada em nove de junho de 1715, no governo de D. Braz Baltazar da Silveira (Governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro). Concomitantemente, criou-se o Domus Municipalis na Sétima Vila de Minas, com a seguinte formação: “Juízes: Antônio Rodrigues Velho (o Velho da Taipa) e Bento Pais da Silva. Vereadores: João Cardoso, Lourenço Francisco do Prado e José Silva Monteiro. Procurador: Antônio Ribeiro da Silva” (VASCONCELOS, 1999, p. 311).

Texto: Leonardo S. Morato.


À esquerda o atual prédio da Câmara (Semana Santa de 2011).

Foto: Léo Morato.

Bibliografia:

- SALLES, Fritz Teixeira de. Vila Rica da o Pilar. Belo Horizonte. Editora Itatiaia; São Paulo. Ed. Universidade de São Paulo. 1982.

- TORRES, João Camilo de Oliveira. História de Minas Gerais. Belo Horizonte. Volume 1. Difusão Pan – Americana do Livro. 2ª ed. 1962.

- VASCONCELOS, Diogo de. História Antiga Das Minas Gerais. Belo Horizonte. Editora Itatiaia. 4ª ed. 1999.

- http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2mara_municipal_%28Brasil%29 . Pesquisado em 14/11/2011.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Outro olhar sob a Sétima Vila do Ouro



Para quem pensa que a criatividade do Juninho é somente na chapa dos sanduíches, não imagina que ele tem diferentes formas de ver a nossa cidade. Pois aí vão três fotografias de ângulos diferentes da cidade, vista pelo Antônio Ferreira Carvalho Júnior.





segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nas esquinas e pelos quintais


Fotos: Léo Morato.

"Só devia ser primavera, nas esquinas, pelos quintais..." (Beto Guedes).

Nesse post mostramos um pouco das cores de Pitangui, representadas nas flores da cidade, em um fim de semana de chuva.

















domingo, 27 de novembro de 2011

Caipirão a moda - Amauri Xavier



Na postagem de hoje, recordamos o saudoso Amauri Xavier, o Bar Arvoredo e uma receita deliciosa da extinta casa.



A fotografia ao lado, foi feita no momento exato em que Amauri flabava uma de suas receitas no Bar Arvoredo. Bar que tinha um charme todo espacial... Sempre com música de qualidade, cerveja gelada e tiragosto de primeira. Talvez o Boca da Noite e o Arvoredo, foram os melhores butecos que já tivemos na nossa cidade.







Certa vez, uma receita do Amauri chamou a atenção, pelo paladar, de um jornalista do jornal Estado de Minas que visitava Pitangui, que logo o convidou a participar de uma matéria no caderno Sabores de Minas - Roteiros Gastronômicos. Segue a matéria divulgada no jornal.

Alquimia de talentos - A noite chega e está na hora de encontrar um lugar bem gostoso para jantar. Ouvindo dicas de sábios conselheiros, os viajantes encontram o Restaurante Arvoredo, na rua Doutor Romualdo Cançado (Beco da Cândida), 128, bairro São Francisco, em Pitangui, a 125 quilômetros de Belo Horizonte. O nome da casa já diz tudo – aliás, desde a entrada, com os receptivos arbustos decorativos. O quintal tem mangueira, bananeira, pitangueira, acerola e até pé de jurubeba, uma frutinha amarga, que é coadjuvante de um saboroso prato criado pelo proprietário, Amauri Xavier. Cantor, cozinheiro, radialista, professor de inglês e “pau-pra-toda-obra”, Xavier é capaz de discorrer longamente sobre música e culinária, prendendo a atenção da clientela, acomodada nas mesas ao ar livre. Ou bebericando no bar de madeira rústica, decorado com a Bandeira do Brasil e foto cinematográfica de James Dean. Tem clima! Ele brinda a freguesia com o caipirão à moda, frango com vários temperos, servido numa telha de cerâmica moldada pelo próprio dono da casa. A receita, elaboradíssima, leva também pequi e recebe, só pelo aroma, aprovação geral. Depois da primeira garfada, muitos elogios, e Xavier explica, tintim por tintim, a fórmula da iguaria.










Ingredientes:



• 1,5 kg de frango caipira


• 6 dentes grandes de alho, bem picadinhos


• 3 colheres (sopa) de sal


• 150 g de palmito, picado em cubos


• Meia lata de milho verde


• 20 jurubebas (podem ser encontradas em mercados municipais)Pimenta-do-reino a gosto


• 8 pimentas cumari


• 1 cebola roxa grande (metade cortada em pedaços grandes, metade em pedaços pequenos)


• 500 g de arroz


• 1 dúzia de pequis


• 2 tabletes de caldo de galinha caipira• 1 xícara de óleo


• 800 ml de água quente



Como fazer o Caipirão à moda :
Cortar o frango em pedaços e temperar com metade do alho triturado, as pimentas e sal. Reservar por meia hora. Cozinhar o pequi por 15 minutos e reservar, junto com a água. Fritar meia cebola (pedaços pequenos) em uma xícara de óleo e deixar dourar, quase queimar. Juntar o restante do alho e fritar por alguns segundos. Acrescentar o frango e apertá-lo bem. Despejar o pequi com a água e o restante da cebola.







Quando o frango estiver quase cozido, adicionar os demais ingredientes, menos o palmito. Assim que a carne ficar pronta, juntar o palmito e tampar a panela, para apurar o sabor. Reservar. Pôr o arroz em uma panela com óleo e, quando estiver torrado, adicionar o restante do alho triturado e sal a gosto. Acrescentar duas conchas do caldo do frango, completar com água quente e cozinhar normalmente. O frango e o arroz podem ser servidos separadamente ou misturados, como se fosse uma galinhada.








fotos do Bar Arvoredo - filhos do Amauri

sábado, 26 de novembro de 2011

As distâncias e os caminhos para Pitangui - Parte 1

A primeira referência existente sobre a distância e os caminhos que levavam a cidade de Pitangui nos é contada por Silvio Gabriel Diniz em sua obra Capítulos da História de Pitangui, onde no capítulo Caminho Antigo ele relata que num mapa da Capitania, arquivado na seção de Iconografia da Biblioteca Nacional sob o código ARC. 24-1-20, encontra-se o roteiro do caminho de Sabará para Pitangui. Para que possamos ter um referencial mais atualizado pegaremos os valores a partir do Curral d’El Rei (Belo Horizonte):



Do Curral d’El Rei às Abóboras (Contagem)......................................................4 léguas

Das Abóboras à encruzilhada que é passagem a Casa Alta.................................3 léguas

Desta encruzilhada até a passagem do Rio Paraopeba.........................................5 léguas

Desta passagem ao Riacho dos Guardas são também..........................................5 léguas

Daí à primeira povoação de Pitangui sobre o Rio São João são .........................2 léguas

E daí abaixo do Rio São João é Ribeiro da Onça que faz barra no dito rio.........1 légua

Daí à Vila de Pitangui são....................................................................................3 léguas



Por este caminho Pitangui distava de Belo Horizonte (Curral d’El Rei) cerca de 23 léguas, considerando a medida oficial da légua como sendo 6,6 km, temos uma distância aproximada de 151,8 km. Convém lembrar que naquela época a légua era medida pelo tempo de marcha de uma tropa de burros, portanto é uma medida sujeita a grandes variações. Existiram ainda caminhos que transpunham o Paraopeba mais a oeste (São Joaquim de Bicas) o que aumentava a distância em até 5 léguas (33 quilômetros). Era uma viagem de alguns dias e ainda sujeita a sérios transtornos no período chuvoso.

Esta realidade dura ainda quase todo o século XIX, onde somente no fim deste período é que o avanço proporcionado pelas ferrovias muda o cenário.



A nova realidade surgida com o advento das locomotivas a vapor pode ser conhecida através dos relatos de Agenor Lopes Cançado Filho em sua obra Figuras e Fatos de Meu Tempo, onde no capítulo Um Passeio a Capital ele nos diz o seguinte:



“De início, tomar o trole do Ribeiro, aí no Baiacu, para pegar o trenzinho do Oeste, lá no Miranda. Depois de algumas horas de desconfortável jornada (só havia 3 trens por semana) chegava-se a Henrique Galvão, onde se dormia como sardinha em lata no hotel do Domingos. Dormia é modo de falar, porque os mosquitos não davam trégua e não deixavam ninguém passar por uma soneca.

No outro dia bem cedo, antes de amanhecer, o Domingos, de porta em porta, chamava ”Siô Compadre” e a gente tinha que se levantar.

Voltava-se ao trenzinho da Oeste para viajar o dia todo, subindo a Folha Larga e a Serra do Lenheiro até chegar à noite à estação de sítio, por onde passava a Central.

Quando tudo corria muito bem, desembarcava-se, à tarde, em Belo Horizonte, feita a baldeação em Lafaiete! Era um horror!

Outros preferiam viajar, com maior sacrifício, apenas em 2 dias. Montados a cavalo até Sete Lagoas, feita a travessia do Paraopeba em frágeis canoas (os animais passavam “a vau”). Na bonita cidade dos lagos, pegava-se o trem da Central; para chegar à noite a Belo Horizonte. A estação de General Carneiro, onde havia baldeação, era vista e admirada pela sua elegância e originalidade.”



Observem que no início das operações da linha o trem não vinha a Pitangui, era necessário o deslocamento por trole (plataforma sobre trilhos impulsionada manualmente) até a estação do Velho do Taipa (Miranda) para realizar o embarque. Já antes da metade do século XIX a situação já apresentava melhorias extremamente significativas. Vejamos o que nos diz Amália Rocha Mendes em sua obra Lembranças de uma cidade feliz na página 11 (A velha Maria Fumaça):



“Para chegar à capital, levava-se de quatro a cinco horas. Conseqüentemente teria que carregar a matula (como diziam) porque o percurso era longo e a parada mais demorada era em Azurita e, nesse restaurante, serviam uma sopa fervente, que ninguém conseguia tomar no tempo determinado”



Com a abertura e a pavimentação das estradas e desativação das linhas férreas, o trajeto rodoviário fica sendo a única alternativa para se chegar a Pitangui. O primeiro relato técnico a respeito consta no livreto A Indústria Caseira em Pitangui onde o autor Saul Martins descreve o trajeto realizado em 1966 da seguinte forma:



“Via de acesso: BR-262 (ex-BR-31) até Pará de Minas; MG-149 de Pará de Minas a Pitangui. O itinerário completo, a partir da capital, é Cidade Industrial, Betim, Vianópolis, Juatuba, Florestal, Tavares, Pará de Minas, São João e Brumado, sendo os primeiros 37 quilômetros em via asfáltica, seguindo-se 21 quilômetros encascalhados, 26 quilômetros em calçamento poliédrico e os últimos 40 quilômetros também sobre cascalho, totalizando 124 quilômetros, percurso feito em 2 horas e 15 minutos, em marcha cautelosa.”

Observem que o trajeto rodoviário antigo passava por Florestal, a BR 262 não passava pelo Roda D’água e nem pela subida da Boa Vista. Este caminho ainda pode ser utilizado atualmente e é uma excelente alternativa quando o trânsito da BR 262 apresentar alguma retenção o que não é raro devido aos acidentes na subida da Boa Vista.

Em pouco menos de 100 anos o tempo gasto de BH a Pitangui passou de alguns dias para meras 2 horas e quinze minutos. Já era possível não apenas uma, mas até duas viagens de ida e volta em um mesmo dia. Algo totalmente inimaginável nos tempos da mocidade de Agenor Lopes Cançado Filho, que surpreso com o progresso termina o capítulo de sua obra dizendo valer a pena “dar-se um pulo até Belo Horizonte, que fica «ali mesmo». A gente vai, faz suas compras e ainda volta para o jantar!”

Vandeir Alves dos Santos

Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais





sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Arrastão (parte 1)

Arrastão: encontro de amigos.



"O Arrastão (original) é um encontro semanal de amigos que ocorre toda terça-feira as 19:00 hs. Desde que foi        fundado, há mais de quinze anos por Dr Arthur, seu filho Renato, Cézar Caldas e Márcio Fagundes, tornou-se uma “desculpa” para os amigos tomarem uma cerveja gelada, comerem um tira gosto de qualidade e se deliciar com as músicas tocadas pelo Ricardo Cuíca, Dr Rogério e Wanderlan. Na terça-feira sempre tem uma cerveja gelada, uma boa viola tocada, um peixe frito e um papo de primeira qualidade" (Rodrigo Francis).



Zé Ricardo e Adilson Caldas.


Abordamos hoje sobre um importante acontecimento semanal-festivo-cultural-recreativo-etílico-pitanguiense: o Arrastão. Recentemente o amigo Rodrigo Francis nos enviou muitas fotos e informações sobre essa folia itinerante de Pitangui.






Olha o Arrastão aí gente!



Na segunda parte divulgaremos alguns causos e uma homenagem feita ao Cézar Caldas, um dos fundadores do Arrastão. Quem tiver mas informações, causos ou relatos, fique a vontade para participar, deixando comentários nesta postagem.



Uma das sedes do Arrastão.



Amizade, música e cerveja.



Adilson e Cézar Caldas.



Descontração num Arrastão.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quando o Cinema Falado chegou a Pitangui

Nesta postagem apresentamos uma matéria jornalística publicada no jornal "Município de Pitangui", em 06 de março de 1932,onde é anunciado a chegada do cinema falado na cidade. Este material foi garimpado por Vandeir Santos nos arquivos do Instituto Histórico de Pitangui.



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pitapirou 2011


No próximo final de semana tem casa cheia. Vem aí o Pitapirou, edição 2011, um carnaval temporão que já virou tradição na cidade e na região. O Pitapirou é animado por bandas de renome nacional e atrai muita gente bonita de várias partes do Minas e do Brasil. Se você ainda não conhece Pitangui, ou pretende voltar à Sétima Vila do Ouro das Gerais, aproveite para curtir o Pitapirou e para desfrutar os atrativos peculiares de Pitangui. Navegue pelos links do daquidepitangui para conhecer mais sobre a cidade. Para maiores informações sobre o evento clique aqui.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pitangui e sua vocação turística



O Vandeir me enviou este recorte de matéria josnalística publicada no jornal "Município de Pitangui na primeira metade da década de 1970. Nela, podemos perceber que naquela época buscava-se valorizar o potencial turístico da cidade, como também sua cultura, assim como hoje, muitos também tentar mostrar ao mundo todo o potencial de Pitangui.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A região do Velho da Taipa (4)

Trem para a Festa de Conceição do Pará.


Postamos hoje a quarta e última parte da série "A região do Velho da Taipa" com fotos antigas e raras sobre esta aprazível extensão de Pitangui. Nestas imagens, revivemos um pouco da nossa história recente, escrita sobre os trilhos.


A maria-fumaça.


Imaginem a reativação de um trem, com a finalidadade turística, às margens do Pará, com paradas em locais estratégicos, à beira rio! Quantos benefícios este atrativo proporcionaria ao comércio e à industria manufatureira (artesanato em geral, produção de queijos, doces, etc) de Pitangui e região!?

Funcionários da Linha Férrea.


É certo que um investimento como este, demandaria grandes subsídios financeiros, mas o primeiro passo é sonhar, não é mesmo!?! O segundo, é saber fazer bom uso do nosso principal recurso: o voto; elegendo representantes nas instâncias federais, estaduais e locais, com projetos e propostas de grandes investimentos nos municípios da região!


Personagens de uma história.

domingo, 20 de novembro de 2011

Carta Patente da Guarda Nacional

Nesta postagem apresentamos um documento histórico, uma carta patente da Guarda Nacional, ou seja, uma catra nomendo alguém par assumir uma patente dentro dos quadros da referida guarda. A carta patente em questão encontra-se nos arquivos do Histituto Histórico de Pitangui e a foto da mesma nos foi enviada pelo Vandeir Santos.
A respeito da Guarda Nacuinal, cabe lembrar que foi criada em 1831,logo no início do período regencial (1831-1840) com a intenção de "servir de sentinela a constituição jurada" e manter a ordem no império, naquele momento histórico, vivendo graves tensões políticas e sociais.
A carta patente reproduzida nesta postagem foi concedida mediante pagamento, ao senhor Zacharias Fernandes, então, residente em Pitangui. Aliás, andando pela cidade podemos observar inúmeras ruas com nomes de tenentes, majores coronéis ligados a famílias tradicionais do município, sinal que muitas cartas patentes foram compradas naquela época. A patente militar ampliava ainda mais o poder político destes grupos sociais dominantes.




"Os membros da Guarda eram recrutados entre os cidadãos com renda anual superior a 200 mil réis nas grandes cidades, e 100 mil réis nas demais regiões. Era vista por seus idealizadores como o instrumento apto para a garantia da segurança e da ordem, vale dizer, para a manutenção do espaço da liberdade entre os limites da tirania e da anarquia. Tinha como finalidade defender a Constituição, a liberdade, a independência e a integridade do Império, mantendo a obediência às leis, conservando a ordem e a tranquilidade pública.

A Guarda Nacional tinha forte base municipal e altíssimo grau de politização. A sua organização se baseava nas elites políticas locais, pois eram elas que formavam ou dirigiam o Corpo de Guardas e, ao mesmo tempo, demostrava a falta de confiança do governo na fidelidade do Exército. A posição das tropas, participando das lutas políticas e posicionando-se pela volta de D. Pedro I, no caso da oficialidade, e reivindicando por melhores soldos e mostrando-se contra as discriminações racial e social, no caso das patentes mais baixas, tornavam-na suspeita para garantir a ordem no país."


FONTE:





sábado, 19 de novembro de 2011

Outro olhar sob a Sétima Vila do Ouro

Há cada dia nos surgem mais e mais fotógrafos pitanguienses que curtem focalizar a nossa cidade dos ângulos mais diferentes possíveis. A fotografia da postagem de hoje, é de autoria da estudante pitanguiense Carol Freitas, que mais uma vez colabora com o blog nos enviando seus clics. Aliás, a fotografia é da Carol e teve a parceria, mais que luxuosa, no tratamento vintage da imagem, de João Paulo Corsi, pitanguiense, residente em Belo Horizonte, que é um profissional conceituado nas artes visuais.


Clique na imagem para ampliá-la


Faça como fez a Carol Freitas ... Fotografe a cidade e nos envie(daquidepitangui@gmail.com) para que a fotografia seja postada aqui no blog.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Foto & Memória: Churrascaria Tangará

Churrascaria Tangará
Mais uma colaboração de Vandeir Santos ao blog. Desta vez ele nos enviou uma foto da "Churrascaria Tangará", que marcou época em Pitangui. Quem tiver mais alguma informação sobe este estabelecimento comercial, histórias vividas ali e quiser compartilhar é só nos enviar que publicaremos nesta postagem.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A região do Velho da Taipa (3)


Cerimônia religiosa - procissão.

Mostramos hoje a 3ª parte de uma série de quatro postagens com fotos antigas retratando a região do Velho da Taipa. Não tivemos acesso ao nome do(s) fotógrafo(s), se alguém souber, contribua com essa série, repassando-nos a informação.


O maquinista e a locomotiva.


Vagões na velha estação.


"Um trem de ferro é uma coisa mecânica
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida, virou só sentimento."

(Rubem Alves)


A linha do trem.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"Mercado Financeiro de Pitangui"

A presença e a influência das redes sociais em nosso cotidiano vem se consolidando cada vez mais. E as informações são produzidas e compatilhadas numa velocidade surpreendente. Cabe a nós fazermos o uso responsável e escolhermos aquilo que agrega, separando o que é descartável. Outra característica dessa aldeia global (a internet) é a possibilidade de encontrar talentos às vezes desconhecidos. No Facebook, encontramos essa sátira criativa do pitanguiense Rodrigo (Roxo) Lacerda e, com a permissão do autor reproduzimos o texto na íntegra. Parabenizamos o Roxo pela criatividade e aguardamos novas "análises da conjuntura macro econômica pitanguiense".


Rodrigo (Roxo) Lacerda.

"A terça feira começou sem muitas alterações no mercado financeiro de Pitangui. O índice da bolsa pitanguiense localizado no coração financeiro da cidade (próximo à Pousada Vila do Ouro) registrou pequenas altas nesta segunda feira. No mercado de comodities a mandioca do Daniel Morato cotada na feirinha no último sábado a US$1,75 teve pequena alteração para US$1,83. No setor de alimentação o X-frango da rede Mac Thias teve queda de preço devido a rumores de fusão do Traylher do Louro com o Juninho (Center Lanches) fato que foi desmentido, retornando o preço ao patamar normal. No segmento tranportes, a corrida de mototaxi da Praça Brito Conde até a Rua São Paulo está cotada em Us$2,15 alta de 7,5% em relação à semana passada. Alta também na relaçao hora/trabalho do Lução, até o fechamento da cotação era de uma hora equivalente a R$10,00 e passou para 1 hora=R$10,00 + duas pingas mais um maço de Holywood. Geraldo Sexta-Feira detém 100% do setor de alimentação em Onça do Pitangui (caracterização explicita de monopólio). Cotações para esta terça feira: -Porçao de figo acebolado do bar do Expedito = US$5,73 / leite com toddy e uma broa do bar do João Cezar = U$3,75 / corte de cabelo no salão do Rodrigo = US$4,91. Encontra-se a venda o primeiro lote de ações do Forro dos Idosos, os interessados deverão procurar a Baixinha da Natura ou Alessandra no bar do Agenor. INVISTA NO MERCADO DE AÇÕES DE PITANGUI".


Por Rodrgo Lacerda em 23/8/11.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Futebol beneficente:Gordos X Magros na década de 1950

O Vandeir Santos nos repassou um e-mail do Luiz Vasconcellos, com mais uma raríssima colaboração. Reproduzimos o e-mail com as fotos de um evento beneficente ocorrido na segunda metade da década de 1950.

"Caro Vandeir,



o blog DAQUIDEPITANGUI publicou uma foto de um jogo de futebol beneficiente entre " atletas de fins de semana", parece-me, realizado em 1960 e poucos...


Envio-lhe outras 2 fotos, com as respectivas identificações, um pouco mais antigas que as do blog. Deve ter sido em 1956 ou 1957. Muitos dos "atletas" já são falecidos...


Essas partidas eram jogadas mais nos fins dos anos com o propósito de arrecadação de fundos para o Natal dos pobres da cidade. Todos colaboravam.


O jogo dessas equipes aí mostradas foi realizado no campo do glorioso Clube Atlético Pitanguiense!


Abs


Luiz"


Time dos Gordos

Time dos “gordos”:



Em pé (da esq. p/ dir.):

2 não identificados;

Alfredo (Capim) Moitinho (falecido), já mencionado;

Sô Chico (falecido), morava na Pensão de d. Ambrosina, foi o responsável pelas obras de canalização e capeamento dos córregos centrais da cidade;

Dr. Manoel da Paz Neto, engenheiro residente da Estrada de Ferro;

Dr. João Carvalho Filho (falecido), irmão do dr. José Maria Carvalho;

João Cintico (falecido), irmão da Maria do Silvinho Bila;

João Moreno (falecido);

Olivério Máximo Pereira (falecido): Oliverio Maximo Pereira ,filho de JosÉ MÁximo Pereira (Juquinha Cordiá), e Francisca Teodoro de Mendonça. Nasceu em Brumado/PITANGUI em 06 de Maio de 1912, faleceu em B.H. em 24 de Setembro de 1983..aos 71 anos....Casou-se com Conceição de Oliveira Galvão e juntos tiveram 11 filhos: Eder, Ebe, Elba, Elcio (falecido ainda bebe), Edméia, Elci, Elaine (falecida), Elizete, Edine, Edmar e Erilma. Teve como profissão: alfaiate, comerciante, vereador,Juiz de Paz, Diretor da Praça de Esportes,esportista fanático pelo Clube Atlético Pitanguiense,..e fanático também pelo Clube Atlético Mineiro, atuou como jogador de futebol com os amigos e foi um exímio nadador..Batalhou muito pelo desenvolvimento da Velha Serrana( principalmente pela Praça de Esportes e pelo asfalto que liga Pitangui a Para de Minas,quando esteve no Palácio da Liberdade em encontro com então Governador ,Dr.Juscelino Kubitschek )....Mudou-se em 1960 para BH. na intenção de uma vida melhor,morou numa casa enorme no bairro Funcionários ,transformando-a em Pensão familiar,dividindo seu tempo com seus hóspedes e a alfaiataria. Em 1972,mudou-se em definitivo para o bairro de Santa Teresa até sua morte em 1983;

Jésus Lemos (falecido), irmão do Geraldo Barbeiro;

José Luiz Perdigão (falecido), padeiro estabelecido na praça da Igreja;

José Tinoco de Oliveira (Zé “Inglês”) (falecido);]

Danilo `Cuié`;

Agachados (da esq. p/ dir.):

Oswaldo Duarte (falecido), segurando a bola;

2o jogador não identificado;

Oscar Morato;

Homero Valladares;

Lauro Saldanha, (falecido), dentista, primo dos Malachias, irmão da Volanda;

José Henrique Filho (Nozinho) (falecido), marido da d. Lenita Lopes Cançado Henrique.


Time dos Magros

Time dos “magros”


Em pé (da esq. p/ dir.):

No 2 – Michel Nazar (falecido);

S/ no –. Danilo `Cuié`;

No 8 – Dr. Tasso Lacerda Machado (falecido);

No 7 – Sô Sylvio (falecido), morava na Pensão da d. Ambrosina. Foi casado com d. Sylla Pereira, tia do Cacá;

No 10 – Marco Antônio Vasconcelos Gonzaga;

No 3 – Ubaldino (Dininho) Pereira (falecido), morava no beco dos Canudos. Foi ‘escrivão do crime’, o mais exímio datilógrafo que conheci (só usava os 2 indicadores);

S/ no – Dr. JacynthoÁlvares da Silva (falecido);

No 4 – Antônio Siqueira, contador do Banco Comércio, morava na 1a casa abaixo do sobrado onde morava a Zenaide Milagres;

No 12 – Murillo Malachias (falecido);

S/ no – Sílvio Lopes Cançado (Silvinho Bila) (falecido);

S/ no – Raymundo de Oliveira (Sabão) (falecido);

S/ no – desconhecido;

S/ no – Alfredo (Capim) Moitinho (falecido), morava numa casa da r. do Pilar, no início da ladeira;

Agachados (da esq. p/ dir.):

No 11 – Zé Megalle (falecido), trabalhava no Posto de Saúde (Dr. Dito), irmão do Bimba Megalle (torneiro e serralheiro do meu pai, foi casado com uma filha do Pingo Machado), do Zinho Megalle, da esposa do Dico Nunes, etc.;

No 8 – Antonio (Toninho) Carvalho Filho (falecido);

S/ no – Totonho da Farmácia (falecido);

De camisa preta (goleiro) – Joaquim de Oliveira (Sabão), irmão do Raymundo (falecido);

No 11 – Antonio Carlos (Cacá) Pereira Bahia (falecido);

No 5 – Sílvio Túlio Vasconcelos Gonzaga (falecido);

No 7 – Zé “Esperto” (falecido), funcionário da Prefeitura;

S/ no – Antonio (Tuniquinho) Caricatti Filho;

No 6 – Plínio Malachias (falecido);

S/ ident. do no – Aprygio Valladares Vasconcelos (falecido), tio do ex-prefeito Paulo Vasconcelos Carvalho;

S/ no – Alberto de Morais (Albertinho do Calixto) (falecido).

 
 
Esta partida de futebol era sempre realizada ao final de cada ano e a renda era em benefício do Natal dos Pobres de Pitangui. A foto deve ser do ano de 1956 ou 1957.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011