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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Assim era o Lavrado

Mais uma colaboração de Vandeir Santos. Na foto podemos ver como era o bairro Lavrado, presumivelmente, no início da década de 1970. A foto foi garimpada no acervo do Arquivo Histórico de Pitangui.

Vista do Lavrado a partir da Praça Getúlio Vargas


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Patrimônio Natural

Belezas escondidas lá pelos lados da zona rural do Manoel de Sousa - Pitangui 21/01/2012 (Salatiel).



O nosso amigo e colaborador Sr. Paulo Salatiel nos brindou com duas belas imagens das paisagens naturais do entorno de Pitangui. Valeu Sr. Paulo!!!




Patrimônio natural: Preserve!

Compartilhe conosco os seus registros fotográficos sobre as paisagens pitanguienses. E-mail: daquidepitangui@gmail.com

sábado, 28 de janeiro de 2012

Feliz Aniversário Prof. Licínio!!!


O plantão do Blog informa: o Licínio nasceu hoje! Mas isso aconteceu há alguns janeiros. E, segundo o Licínio, ele está colhendo neste dia 28, mais uma abóbora no abobral da vida!!!


A turma da Lavagem do Bandeirante (esse ano tem de novo no dia 19/2/12).

Parabéns parceiro, felicidades, saúde, estudos, bons momentos e muitas realizações neste dia especial e sempre!!! Em nome de todos os seus amigos lhe abraçamos fraternalmente!

Prof. Licínio.

Ah, muita música boa e cerveja gelada, porque ninguém é de ferro né, Licínio. rrrsss!

28/1/12.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Passado e Presente


A foto acima (provavelmente da década de 1960) retrata da Capela da Penha, um importante templo religioso e histórico de Pitangui. Na versão antiga a capela possuía três janelas em seu frontispício. A foto abaixo mostra a versão atual da capelinha da Penha.


Foto: Licínio Filho.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Era um garoto... que amava os Beatles e os Rolling Stones...

"Os Barulhentos"

Esta foto foi disponibilizada pelo Vandeir há muito tempo e só agora estamos postando.
Segue abaixo reprodução de e-mail de Vandeir:


"Segundo o Cabrito esta foto é rara, nem ele tem, é o começo da carreira artística dele quando ele começou tocando bateria. Depois na sequência vem o Adilson Caldas, Ricardo (Panificadora Pão Nosso) e Dinho da Bia no baixo. No verso da foto consta "Belo Horizonte 19/03/68 - Os Barulhentos", mas segundo Dinho da Bia a foto foi tirada no cinema de Pitangui."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pitangui dos becos e ladeiras

Conhecer e vivenciar Pitangui, também é caminhar pelos seus becos e ladeiras, apreciando suas cores e os cheiros que saem das cozinhas das casas.


"Interessado por tudo quanto diz respeito a essa bela Pitangui - embora patafufo de nascença - acabei por descobrir o "daquidepitangui" que venho acompanhando, dia-a-dia. Belo trabalho de divulgação. Bom ver comprovado que a riqueza de Pitangui não se esvaiu com o fim do ciclo do ouro. Permanece ela na beleza de seus casarões e sobrados centenários; na poesia de suas ruas e vielas enladeiradas; na beleza de suas mulheres; na inteligência e na hospitalidade de seu Povo e nos seus botecos acolhedores. Parabéns de seu admirador, Anastácio B.R.Pinto" (em 10.12.11).





Fotos de 2007, 2008 e 2009 - por Léo Morato.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Azevedo Jr. e o teatro em Pitangui

Azevedo Jr.
A postagem de hoje resgata Azevedo Jr., um dos precursores do teatro em Pitangui, na virada do século XIX para o século XX. Juntamente com Vasco Azevedo, entre outros, promoveu as artes cênicas participando do "Club Dramático", primeira companhia de teatro da cidade.
José Maria de Azevedo Júnior, nascido no Rio de Janeiro, em 1862, foi um dos mais populares jornalistas da impresa mineira e carioca, segundo nos relata, em sua obra, Monsenhor Vicente Soares. Ainda moço se transferiu para Pitangui, terra de sua projenitora, Beralda Celestiana Teixeira de Azevedo, neta do Sargento-mor Inácio Joaquim da Cunha Alvarenga, responsável pela construção so sobrado Tangará.
Casou-se em Pitangui com Alzira Pereira de Azevedo. Conheceu Vasco de Azevedo, com quem fundou o jornal "Gazeta de Pitangui", entre outros períódicos, além de também fundarem o Club Dramático Pitanguiense". Foi um apaixonado pelas artes dramáticas epelas letras, escreveu dramas, comédias,diálogos e monólogos, além de poesia e romance, bem como traduções literárias.
Na década de 1920, com a retomada das atividades teatrais em Pitangui, uma casa de espetáculo foi inaugurada e como homenagem recebeu o seu nome. Azevedo Jr, até hoje é lembrado nos festejos civicos da Velha Serrana, como um de seus mais valorosos filhos. O busto de Azevedo Jr. está exposto na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, como prêmio ao mérito pelo governo mineiro, em sua memória. Azevedo Jr. faleceu em abril de 1909, aos 47 anos.


Click sobre a foto abaixo e leia a lgenda. 

THEATRO AZEVEDO JR.,EM PITANGUI.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Paisagens urbanas: Pitangui ontem e hoje.




Nosso amigo e colaborador, Vandeir Santos está inaugurando uma nova seção no blog chamada "Pitangui ontem e hoje", cuja proposta é apresentar locais do espaço urbano pitanguiense em dois momentos:passado e futuro.
A primeira postagem desta série retrata o prédio histórico que abriga o fórum de Pitangui. Observe as transformações ocorridas no entorno do prédio desde a reforma de 1935 (primeira foto), até os dias atuais.


Fórum de Pitangui: 1935



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Programa Carona em Pitangui

Mostramos hoje mais um trabalho que divulga as belezas, a história e o potencial ecoturístico e cultural de Pitangui. A produção é uma reportagem do programa Carona, da TV Integração, veiculado em 2010. No vídeo, relata-se um breve resumo da nossa história e mostra-se alguns pontos turístico da 7ª Vila de Minas, em especial a "Picada de Goiás" (antigo caminho de bandeirantes e tropeiros) , trilha que liga a Penha à estrada da Cruz do Monte. A moça (reporter) mandou bem na divulgação de parte dos atrativos e da história de Pitangui. Confira o vídeo:



Fonte: youtube.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Verão no pedal, pelos caminhos de Pitangui.


Nesta última quarta feira, eu e Ricardo Caldas resolvemos esticar as pernas lá pelos lados de Coqueiros, percorrendo trajeto parecido com aquele da prova de Mountain Bike.
Saimos ali por trás do buffet Teixeira´por volta das 16:50 h.
A ideia era chegarmos à Cruz do Monte.




Estradão para Coqueiros, ao fundo, a Cruz do Monte.


O percurso é muito bacana, com uma paisagem de cerrado admirável.



Fizemos algumas paradas para registros fotográficos e também
 para beber uma água e recuperar o fôlego, em seguida, pedal pra frente.
Eu e Ricardo não somos atletas ou competidores, apenas nos divertimos diante do desafio de pedalar.


A chegada ao alto da Cruz do Monte é exaustiva, mas vale a pena a sensação de superar limites.


Se você quer fazer um programa diferente neste verão,
 promova uma pedalada, dentro de seus limites físicos.
Além de fazer bem para o físico,também é ótimo para o mental.


Em breve, a gente posta mais material sobre as trilhas de Pitangui.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Um outro olhar sobre a cidade

Fotos: Taíssa Rodrigues.


De férias em Pitangui, na primeira quinzena de janeiro de 2012, minha prima Taíssa Rodrigues (brasiliense residente em Jundiaí-SP), registrou algumas paisagens pitanguienses, no alto da Cruz do Monte. Revelando o seu olhar sobre a cidade. Frequentadora de Pitangui desde criança e recém formada em Administração, ela está pretendendo até mudar para a terrinha. Seja bem-vinda!






"Pitangui é uma cidade maravilhosa. Ainda para quem, como eu, saiu de uma São Paulo cinza... para se deparar com a natureza, o povo sorridente e a tranquilidade que só o interior pode nos proporcionar! Em cada loja ser bem recebido, atendido, a simpatia que transborda faz com que tenhamos vontade de largar tudo e se permitir viver de maneira tão simples e ao mesmo tempo completa". (Taíssa Rodrigues Silva)


Taíssa e Alex.
"Novos paulistas na Vila de Pitangui".

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A literatura perde Bartolomeu Campos Queirós

O escritor Bartolomeu Campos Queirós faleceu na última segunda feira, 16 de janeiro, em Belo Horizonte, onde se encontrava hospitalizado,em decorrência de insuficiência renal.
Nascido em Papagaios (M.G.) EM 1944, Bartolomeu Campos era formado em educação e artes e tinha mais de 40 livros publicados,suas obras exploravam o universo infanto juvenil. Participou de importantes projetos de leitura no Brasil, sendo o idealizador do "Movimento por um Brasil literário". Por suas realizações recebeu diversos prêmios e medalhas.
Seu primeiro livro "O Peixe e o Pássaro" foi lançado em 1971. Veja abaixo outros títulos de sua obra.




Algumas obras do autor:

lalaca

Indez

Flora

Mais Com Mais Dá Menos

De Não em Não

Estória em 3 Atos

Por Parte de Pai

Vermelho Amargo

O olho de vidro do meu avô

Onde Tem Bruxa Tem Fada

 
 
"A literatura tem uma capacidade tão grande de nos renovar que
o texto que escrevi ontem não me serve para o hoje."
 
                                         Bartolomeu Campos Queirós
 
 
 UM POUCO DA HISTÓRIA DE PAPAGAIOS:


Segundo a tradição histórica oral, o casal Manoel e Catarina Gonçalves Fraga, proprietários da fazenda Morrinhos, faleceram sem deixar herdeiros, já que seus dois únicos filhos haviam desaparecido. Uma vez abandonada, a propriedade deu origem ao povoado que denominaram de Papagaios.O distrito surgiu em 1911, constituído de território desmembrado de Maravilhas. Em 1953, tornou-se município, desmembrando-se de Pitangui.





NOSSO AMIGO, JOSÉ LUIZ PEIXOTO NOS ENVIOU AS INFORMAÇÕES ABAIXO:

 "Bartolomeu Campos de Queirós,... nascido em Papagaios, passava férias em Pitangui, na casa de seu avô, na Rua da Paciência, hoje Rua Visconde do R.Branco, conforme relatos em seu livro "Por parte de Pai".




FONTES:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bartolomeu_Campos_de_Queir%C3%B3s , acessado em 17/01/2012.
http://editora.cosacnaify.com.br/Autor/1310/Bartolomeu-Campos-de-Queir%C3%B3s.aspx , acessado em 17/01/2012.
http://rascunho.gazetadopovo.com.br/bartolomeu-campos-de-queiros/ , acessado em 18/01/2012
http://www.ferias.tur.br/informacoes/3530/papagaios-mg.html , acessado em 17.1.12.
Jornal Estado de Minas do dia 17/01/2012 - caderno cultura.

Jornal "O Bandeirante": exemplar de 1930

Nesta postagem apresentamos um exemplar do jornal pitanguiense "O Bandeirante" de 1º de junho de 1930.
O jornal tinha como responsável Onofre Mendes Junior, que na década de 1940 foi mantenedor da Santa Casa de Misericórdia do município.




Abaixo, um exemplo de opção de lazer em Pitangui, na década de 1930.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A desativação do Trem de Subúrbio em Pitangui


A partir dessas duas imagens apresentadas pelo Verinho em seu Arquivo Fotográfico, o Vandeir Santos pesquisou sobre este acontecimento e nos revela os fatos, no texto abaixo:


Estas imagens registram a manifestação na cidade, contra o fim das operações da "bitolinha" como subúrbio (transporte de passageiros). Segundo consta, os manifestantes deitaram nos trilhos e tiveram de ser retirados pela polícia, houve ainda alguns que colocaram a bandeira do Brasil sobre os trilhos. Após um comunicado falso da Rede de que o ramal não seria desativado a manifestação se dissolveu mas o ramal não sobreviveu ao ato. A partir deste momento as composições iam somente até o Velho do Taipa.

"Exigimos justiça, o Subúrbio é uma necessidade. O povo de Pitangui protesta".

A história do Subúrbio nos é contada por Raimundo Quildário dos Santos em seu livro Pepitas de Pitangui:

" A pedido da Cia. Siderúrgica Pitanguiense, foi criado o Trem Suburbano que era chamado de Subúrbio. Sua finalidade era transportar os seus servidores como também os moradores do povoado de Velho da Taipa e adjacências. Ainda como turismo interno o povo gostava muito deste trajeto: Pitangui a Velho da Taipa e vice-versa. O percurso era feito por seis vezes diários. Por longa data foi maquinista da bitolinha, José Lacerda Rates (Juju Rates). Que era conhecido também por Juju da Bitolinha. Na década de 50, foram foguistas do mesmo e em atividades concernentes, Rossine Nunes de Carvalho e Ademar César (Demar Padeiro)".

Em outro parágrafo ele diz o seguinte:

" A bitola larga ou bitola de metro realizou o seu último percurso na sede em 12 de junho de 1964, ficando suas prestações de serviços somente para a Cia Siderúrgica Pitangui e, depois, para a Belgo-Mineira também, desativando-se totalmente no ano de 1989. E a bitolinha no ano de 1965."

O Raimundo era filho do Mário Venâncio que trabalhou para a Rede Mineira de Viação, portanto o pai deve ter passado informações confiáveis a ele.

Vandeir Santos.

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Os registros que documentam os fatos, se tornam fontes de pesquisas que ampliam a documentação histórica. A imagem abaixo representa o trabalho acadêmico para graduação em História, de autoria de Gerson Roberto de Paula, sobre a desativação da linha férrea de Pitangui. Mas uma importante fonte de pesquisa, sobre a nossa história recente.


Foto: Dênio Caldas.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Foto & Memória


Mais uma relíquia: o fotógrafo Nicodemos Rosa do outro lado das Lentes. Segundo o Nico, o garoto companheiro de viola é o Hermon percussionista. E a foto foi tirada lá na Cruz do Monte, provavelmente entre os anos de 1987 e 89. Um registro raro!

"Viva a Fotografia. Ela mesmo que indiretamente acaba conectando as pessoas" (Nicodemos Rosa).

sábado, 14 de janeiro de 2012

Futebol amador em Pitangui

Mais uma relíquia do futebol amador para o deleite de nossos visitantes.
Alguém se arrisca em desvendar a escalação abaixo?
Estamos aguardando a participação de vocês através dos "comentários".



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pitangui estampado no peito

" Me orgulho de ser pitanguiense e por onde for, por onde eu passar, levarei nossa bandeira" (Dênio Caldas - 2004).

Dedicamos a postagem de hoje a todas as pessoas que valorizam esta terra, que contribuem de alguma forma para que Pitangui trilhe no rumo certo e para que as coisas boas aconteçam. Bom fim de semana!!!



Fonte: youtube.com

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Foto Postal rara tirada em Pitangui

O Vandeir Santos me enviou um link do "Mercado Livre", onde estava sendo vendida uma Foto Postal tirada em Pitangui, em 1926. Esta raridade pertencia a um colecionador do Ceará e eu a adquiri.






quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Arraiais e Vilas D'el Rei

A busca de entendimento dos fatos históricos é imprescindível para a compreensão das relações políticas e socio-culturais do presente e para fazermos escolhas conscientes sobre os rumos do nosso futuro.

Nesta primeira Dica de Leitura de 2012, divulgamos a obra Arraiais e Vilas D'el Rei - Espaço e poder nas Minas setecentistas, de autoria da historiadora Cláudia Damasceno Fonseca. O livro apresenta uma abordagem diferenciada das Minas Gerais no século XVIII e traz a questão urbana ao centro das reflexões, destacando o Município como núcleo base da administração colonial e a Câmara, como centro do poder municipal . Ao longo de suas 731 páginas, a obra também apresenta informações pontuais e interessantes sobre a historiografia da Sétima Vila do Ouro das Gerais, como por exemplo: Pitangui, Vila Amotinada (cap. 3, págs. 152 a 155). Acesse o link para assistir à reportagem com a autora, sobre a obra. Boa leitura!

FONSECA, Damasceno Cláudia. Arraiais e Vilas D'el Rei - Espaço e poder nas Minas setecentistas. Editora UFMG. Belo Horizonte, 2011.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Fatos & Boatos sobre os "Tesouros" de Pitangui - Parte 2.3

Nesta postagem, Vndeir Santos nos apresenta a última parte da matéria sobre a presença de geólogos alemães e brasileiros, em Pitangui, na primeira metade da década de 1970.


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Um dos boatos que mais se ouve a respeito dos trabalhos realizados pela CPRM em Pitangui é a argumentação dos técnicos alemães a respeito da saúde da população tendo em vista a ocorrência de material radioativo na região. Considerando que os pitanguienses exageram um pouco em seus comentários, aproveitei para me certificar do que realmente é fato nesta história.

Foi detectado material radioativo no município de Pitangui ? Sim ! Mas em nenhum relatório está escrito que o material estivesse debaixo do perímetro urbano da cidade e que isto poderia afetar a saúde dos pitanguienses, as análises nos levam para as áreas que se encontram na zona rural da cidade conforme veremos adiante.

Por se tratar de assunto delicado trabalharemos com a transcrição integral dos relatórios da CPRM.



Fonte: Detalhamento aerogeofísico por helicóptero – Área de Pitangui – Minas Gerais – Págs 86 e 87 – CPRM

Cabe aqui uma observação pessoal, o ribeirão do Campo Grande não deságua no rio Pará próximo ao Velho da Taipa e sim o ribeirão do Lavapés que nasce na encosta da Cruz do Monte, passa atrás dos bairros da Penha e Morada do Sol, atravessa a BR 352 no fim do perímetro urbano da cidade e deságua no Pará atrás da Siderpita. Deve ter havido algum engano por parte dos técnicos na descrição do trajeto do ribeirão de Campo Grande, que deságua no Pará a mais de 7 km depois do Velho da Taipa.

Alguns cidadãos, cientes de minha pesquisa, já haviam me perguntado a respeito da ocorrência de Urânio no povoado de Campo Grande, provavelmente os alemães devem ter feito algum comentário a respeito, e ao perguntar minha mãe (que é da região) ela me veio com mais uma pérola do imaginário popular. O Urânio foi encontrado no “pedregulho vermelho” nas terras do Zé do Roque e seria o responsável pela ocorrência de hanseníase na família do tal sujeito, esta informação teria sido confirmada por um médico chamado Dr. Adolfo que mensalmente visitava os arredores do município. Pelo visto alguns boatos pitanguienses chegaram a ter respaldo acadêmico. Não foi encontrado nenhum relatório que fornecesse maiores detalhes sobre a ocorrência de material radioativo ao longo do ribeirão do Campo Grande.

As maiores concentrações de material radioativo, Urânio e Tório, foram encontradas na Serra dos Pires e de Pequi que separam Pitangui do município de Pequi e também na Serra da Fábrica e Serra Grande que separam Onça do Pitangui de Pará de Minas e São José da Varginha.



Fonte: Ocorrências de conglomerados radioativos em Serra Grande – Onça do Pitangui, MG. Página 1 – CPRM

Segue abaixo, mapa com a localização das serras:

Fonte: Ocorrências de conglomerados radioativos em Serra Grande – Onça do Pitangui, MG. Anexo 2 – CPRM


Quadros com resultado das análises feitas em amostras das quatro serras:

Fonte: Ocorrências de conglomerados radioativos em Serra Grande – Onça do Pitangui, MG. Página 8 – CPRM

Fonte: Ocorrências de conglomerados radioativos em Serra Grande – Onça do Pitangui, MG. Página 9 – CPRM

Fonte: Ocorrências de conglomerados radioativos em Serra Grande – Onça do Pitangui, MG. Página 23 – CPRM
Legenda:
U3O8 – Urânio


ThO2 – Tório

TiO2 – Titânio

ZrO2 – Zircônio

As2O3 – Arsênio

CuO – Cobre

Au – Ouro



Ainda segundo o relatório, os poucos furos realizados nos conglomerados não permitiram uma avaliação precisa da quantidade de material radioativo nas serras, o que não possibilitou aos técnicos uma definição quanto a potencialidade econômica da exploração destes minerais.

As informações que estão contidas nas três partes deste trabalho,deverão, sempre que possível, constar nas referências que são feitas à Pitangui, além de um rico passado histórico a cidade possui uma grande variedade de minerais no subsolo que no futuro, com a evolução da tecnologia extrativista, podem vir a representar uma importante fonte de recursos para o município.






Vandeir Alves dos Santos

Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais