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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Fechando o ano com música

Verificando uns arquivos de imagem e vídeo, encontrei esta filmagem feita em um encontro familiar em Pitangui. Naquele outubro de 2008, tivemos a oportunidade de fazer (de improviso) este registro musical executado por Caldas, Rachid’s, Nunes e Martins Xavier. São os talentos da cidade, revelados na música!



Ouça com o volume baixo e fone de ouvido.

Obrigado a você que acompanhou e contribuiu com o Daqui de Pitangui neste ano. E que em 2013 tenhamos muita música, arte, cultura, amizade e muita história para contar, valorizando Pitangui Rumos aos 300 anos!  

E por falar em música, os pitanguienses e visitantes terão boas opões para passar a virada de ano em grande estilo. Vai ter festa no O Pote, no Buffet Teixeira, no Contemporâneo, no Varandão e o tradicional Reivellon na Praça da Feirinha com a Banda CM5. Prestigie! Mais informações nos respectivos estabelecimentos.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Vem aí a 4ª Lavagem do Bandeirante!

2010 - Concentração na Praça.*

A 4ª Lavagem do Bandeirante já tem data, hora, local e razão: Dia 10/2/2013, às 16hs, na Penha - Pitangui-MG, para celebrar as nossas raízes históricas e brincar o carnaval de rua. Nesta postagem relembramos as três edições (2010, 11 e 12) das Lavagens do Bandeirante, um evento histórico-cultural-recreativo-musical-etílico-carnavalesco. Esperamos você! Traga a sua fantasia, chame a família, os amigos e venha fazer a festa com a gente. Em breve mais informações.

A Lira Musical Viriato Bahia.*

 
A alegria da meninada.*

 
Olhares atentos.*

 
Diversão garantida.*

 
2011 - O Bandeirante preparado pro frevo e pra chuva.*

A animação contagiante do Vandeir, esperando os fuliões.*


O povo chegando pra festa. *

Vesperata?* 

 
2012 - O mestre: "qualquer semelhança é mera coincidência, babaca". *

 
A Praça dos Bandeirantes. Foto: Cláudio Faria.

Escritório Bar itinerante. *

Lavagem dos organizadores. Foto: Natália Alves.

* Fotos: arquivo do Blog Daqui de Pitangui.
Saiba mais sobre o evento acessano o marcador de postagem: Lavagem do Bandeirante.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

No tempo da Escola Normal de Pitangui

Foto: Arquivo pessoal de Antônio Navarro

Navegando pelo facebook deparei-me com esta maravilhosa foto e, com a devida autorização de Antônio Navarro. o Nego, posto-a aqui no blog. Trata-se de uma foto retratando normalistas, ao que parece, ensaiando um número de dança no átrio da então "Escola Nornal" de Pitangui, hoje Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira.
Segundo Nego, a foto pode ter sido tirada em meados da década de 1930, pois uma das moças presentes no registro fotográfico, Rute Álvares Maciel, nascida em 07/02/1918, estaria com dezoito anos por volta de 1934/35.
Agradecemos ao Antônio Navarro pela gentileza de nos permitir a postagem da foto, mais um belo registro da história de Pitangui.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Neste sábado tem visita a Mina do Zé de Abreu

           Neste sábado, dia 29/12/12, às 16:00 faremos uma visita a mina existente no terreno do Sr. José de Abreu no município de Onça do Pitangui. São mais de cem metros de galerias abertas manualmente a mais de um século.


          Para esta aventura exigimos que o participante seja maior de idade (menores apenas se acompanhados dos pais), leve uma lanterna, esteja vestido com calça comprida, se possível uma bota e muito espírito de aventura. Seria interessante também o participante comprar uma máscara descartável da 3M encontrada em qualquer loja de material de pintura. Como a mina se encontra fechada com portão telado não existem mais morcegos vivos no interior das galerias. A região foi um importante centro extrativista no século XVIII e ainda conserva características interessantes desta atividade. Maiores detalhes desta expedição poderão ser visualizados no link: http://www.daquidepitangui.blogspot.com.br/2010/03/minas-do-jose-de-abreu.html .

           Os interessados deverão entrar em contato no e-mail vandeir.santos@yahoo.com.br 

           Vandeir Santos

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal pra geral!!!




Nós do Blog Daqui de Pitangui (organizadores e familiares) desejamos a todos os nossos visitantes, colaboradores e amigos um Natal de Luz, celebrado com harmonia, alegria e paz. Que em 2013 possamos estar juntos nesta caminhada de valorização da história, da cultura, dos patrimônios  e dos talentos pitanguienses!  O Vídeo acima apresenta uma bela música que leva a Boa Nova, de Pitangui para o mundo. A composição é do professor Reinaldo Pereira (Rohr), João Batista de Freitas (JoNba) e David Jeffethe. Feliz Natal!!!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Daqui do alto que eu te vejo

 Pitangui vista do alto.
 Fotos: Léo Morato.

Divulgamos hoje três imagens diferentes (a última delas inédita) registradas dos "Alpes pitanguienses". Ou seja, Pitangui vista da Serra da Cruz do Monte. Se você está visitando a cidade, se foi acolhido pela terrinha, ou se já faz parte da estatística "o bom filho à casa torna" não deixe de subir a serra... E, de preferência faça os seus cliks e compartilhe com o blog, que é daqui de Pitangui.


Mar de Minas.

 
                                                                                  O Por do Sol.  Fotos: Léo Morato.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Agenda do fim de semana

Então é Natal... época de reflexão e harmonia. Mas alguns acontecimentos que não condizem com a nossa pacata e estimada Pitangui se sucedem na cidade... Ainda bem que tem muita gente boa que pratica o bem e que pensa no próximo. Dois importantes eventos assistenciais acontecem por esses dias, confira:


"Chegou a sua vez de ajudar transformar o natal das famílias mais necessitadas de Pitangui em um dia mágico! A campanha "Juntos por um Natal melhor" foi iniciada no ano de 2008, e a cada ano que passa fica mais forte e com mais adeptos, em prol de um natal melhor para estas famílias!

No dia 22/12/2012, será realizado na QUADRA DO CHAPADÃO, às 17 horas, as tradicionais partidas de futsal, onde contaremos com as atrações do Futsal Feminino, Futsal Atlético X Cruzeiro e o famoso "Futsal dos Amigos Gordos", onde toda a arrecadação da entrada será destinada a aquisição de brinquedos"!


E no domingo dia 23 tem mais ação social a partir das 7:30 hs da manhã no centro baixo da cidade. Pegue a sua magrela, seu camelo, sua bicicleta e compareça neste pedal Solidário de Natal.

 Música? Vai ter também. No O Pote tem Wlly e Ney na noite desta sexta 21/12/12.


Também na sexta vai rolar um som de primeiríssima qualidade, lá no Hotel Fazenda Mata do Céu, agora sob a direção do Betinho (Pizzaria). A trupe é formada pelo Carlos Wagner, Dí, Beto e Wilsinho Lopes, Wagner Cançado e Fábio, além do pessoal que costuma dar uma canja. 

 Foto: Acervo do C.W.

No sábado à noite dia 22, tem show dos Caldas (Dênio e Samuel) no Solar dos Valérios em Conceição do Pará. Vai perder?

Dênio & Cia. Foto: Léo Morato.

E as inscrições para os cursos do ITAC  estão abertas até o dia 17/1/13. Confira as informações abaixo:



Divulgue o seu evento cultural, social ou de utilidade pública, compartilhando aqui no blog. E-mail: daquidepitangui@gmail.com

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Reminiscência da terra natal


Seguindo uma sugestão do nosso amigo José Edilson, postamos hoje um relato muito interessante do José Éder, pitanguiense que também ama a Velha Serrana. José Éder é filho do saudoso Olivério Máximo Pereira. Além do relato, o José Edilson e o José Éder nos disponibilizaram uma fotografia da Praça da Câmara de 1957 para ilustrar a postagem.







Reminiscência da terra natal

Já se passaram mais de 50 anos que deixei a minha querida Pitangui...
Quantas lembranças lindas, saudosas guardo em minha memória. Não tínhamos televisão, internet, celular e tantos outros confortos da era moderna, mas tínhamos o imponente jardim florido, ponto de encontro dos amigos e das paqueras, onde o auto falante do coreto transmitia lindas melodias e mensagens dos jovens apaixonados.  O velho Cine Pitangui de tantas saudades, as festas da padroeira N. S. do Pilar, as romarias à Conceição do Pará. As fogueiras de São João, as cantigas de viola, as lindas serenatas, as pescarias no rio Pará. O puxa-puxa vendido na palha de bananeira. As deliciosas sopas de fubá com carne servidas nas merendas das escolas, as saborosas broas de milho e queijo vendidas nas paradas do trem em Velho da Taipa. As viagens na maria fumaça da Rede mineira de viação, a charrete que transportava os passageiros. Valorizávamos cada fato simples do dia a dia. Tudo passou... a vida continuou mas as lembranças e o amor pela terra querida nunca se apagou.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

SAP - Utilidade Pública


Com satisfação divulgamos que a SAP - Sociedade dos Amigos de Pitangui obteve um importante reconhecimento da Prefeitura da Capital Mineira: o título de UTILIDADE PÚBLICA. Parabenizamos esta renomada Instituição pela conquista e almejamos que este reconhecimento seja incentivo para novas ações efetivas em prol de Pitangui Rumo Aos 300 Anos! Agradecemos ao amigo Manoel Fiuza por compartilhar esta informação conosco.

Saiba mais

O título de Utilidade Pública garante às entidades, associações civis e fundações o reconhecimento como instituições sem fins lucrativos e prestadoras de serviços à sociedade. Entidades sem fins lucrativos são aquelas capazes de reverter em finalidades estatutárias ou em manutenção e expansão do próprio negócio todos os lucros obtidos em atividades comercial, industrial e de serviços desenvolvidos por ela.

Somente as entidades legalmente constituídas no Brasil podem obter o título de Utilidade Pública. As exigências incluem a necessidade de funcionamento da instituição há pelo menos dois anos, sem a remuneração dos seus dirigentes, e a promoção de atividades compatíveis com o Título.

O primeiro passo no processo de formalização, a instituição deve encaminhar pedido de aquisição constando um relatório que comprove todas essas atividades prestadas nos últimos dois anos pela entidade. O documento deve ser encaminhado ao Ministério da Justiça. Também deve ser encaminhada ao órgão, em período de seis meses, a demonstração de receita obtida e despesas realizadas no período anterior, além de um comprovante de moralidade e idoneidade de seus dirigentes, emitido por autoridade pública. Anualmente, as entidades deverão encaminhar ao Executivo um atestado do funcionamento regular emitido por órgão ou autoridade competente.

Apesar da concessão da isenção às entidades, o título de Utilidade Pública não assegura ao titular quaisquer direitos e vantagens na relação com o município, com exceção em celebrações de convênios. A declaração de utilidade pública é feita por decreto, com ofício do Prefeito ou atendendo a indicação de vereadores. O Prefeito deve baixar o decreto no prazo de 15 dias contados do recebimento da indicação dos Vereadores, somente podendo deixar de fazê-lo caso não esteja atendido algum requisito previsto na lei. 

Lei 6.648, sancionada em 27 de maio de 1994.

Fonte: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxonomiaMenuPortal&app=governo&tax=15748&lang=pt_BR&pg=5660&taxp=0&

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Dica de leitura: "Diante do Espelho"

Nossa dica de leitura desta semana é o livro de poesia "Diante do Espelho", de Roberto Caroli. Nascido em Martinho Campos, mas radicado em Pitangui desde os três anos de idade. Graduado em letras leciona na rede publica estadual, em Pitangui, onde também já participou de alguns movimentos culturais como o Pitaculta, como afirma na orelha de seu livro de poemas. 
A gradecemos ao escritor pitanguiense Jorge Mendes Guerra Brasil por nos apresentar a obra literária desta postagem.



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Cia. de Tecidos Pitanguiense

Foto: Licínio Filho
Fim de tarde em Pitangui e a chaminé da Companhia de Tecidos Pitanguiense , hoje desativada.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Histórias de Campo Grande - Pitangui

Foto: Paulo Henrique Lobato. 

O nosso amigo Paulo Henrique Lobato exerce a profissão de jornalista mesmo nas horas de folga. Em suas andaças pela região de Pitangui ele registrou uma história muito interessante, que foi veiculada no Jornal Estado de Minas, na última sexta feira. Atitudes como esta, destacam e valorizam as raízes da nossa terra, confira aí!

"De passagem por Campo Grande, distrito de Pitangui, conheci "seu" Dodô, figuraça, que dispensou quase duas horas do seu tempo para uma prosa bem bacana. Me contou a respeito da capela de São João Batista, cujas missas ocorrem nas terceiras sextas de cada mês, e me serviu um café num pote de vidro que um dia já foi embalagem de massa de tomate ... cês têm de trocar uma prosa com o seu Dodô" (P.H.L. enviado especial do E.M.).

Esta reportagem foi digitalizada por Oldair Luiz Vasconcelos, a quem agradecemos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Agenda do fim de semana

           Se considerarmos como verdadeira a profecia maia de que o mundo acabará no dia 21 próximo, este fim de semana será o último de nossas vidas, portanto vamos aproveitar e curtir o que Pitangui tem a nos oferecer neste fim de semana.

          O Pote apresenta nesta sexta show com Vitória Rabello e domingo show com Curt Samba.





          Nesta sexta e sábado o Contemporâneo apresenta show com o artista pitanguiense Giancarlo Scapolatempore.




          O Escritório Bar apresenta neste sábado a Banda Repúblika de Pitangui com um repertório composto de pop rock, rock, mpb e reggae.





          O Varandão se encontrará fechado ao público devido a festas particulares.

Vandeir santos

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Festival de música da EEMAO


Vendo nossa última postagem, me recordei que na década de 80, também havia um festival anual de música na Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira. Na fotografia, à esquerda na guitarra Daniel Rocha, ao centro na guitarra Dênio Caldas, à direita no contrabaixo Luciana Rachid. Não me recordo se o baterista era o Carlos Wagner ou o Pêque Norberto. Interessante perceber que o Galpão estava lotado e recordo-me também que contávamos os dias para a apresentação. Nessa época haviam outros músicos e o festival era um evento esperado por toda comunidade escolar. 

Bons tempos !!!!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

II Festival de Música da EEMAO


Na última sexta feira de novembro dia 30, foi realizado o II FESTIVAL ESTUDANTIL DE MÚSICA DA EEMAO - Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira, uma instituição que faz parte da história de várias gerações de pitanguienses. Que esta iniciativa seja um incentivo para que outros festivais sejam realizados em Pitangui, uma cidade que é celeiro de grandes músicos. Parabéns aos organizadores e obrigado à amiga Carolina Ribeiro que nos forneceu o release do evento.

 A professora Carolina - organizadora do evento.

Ano passado três alunos que cursavam o 2º ano médio de nossa escola, e tinham uma banda de música, queriam muito divulgar o seu trabalho e pediram insistentemente à direção da escola que organizasse um “show de talentos” para que eles pudessem mostrar seu trabalho.

 Fotos desta postagem foram obtidas no facebook.

A partir da sugestão deles, a EEMAO decidiu resgatar os festivais de música que há muito haviam sido tradição em nossa cidade. Em 28 de outubro do ano passado realizamos o I Festival de Música da EEMAO. Nesse ano aprimoramos o evento e no dia 30 de novembro realizamos o II FESTIVAL DE MÚSICA ESTUDANTIL DA EEMAO.



Nossos objetivos são incentivar novos artistas pitanguienses, valorizar a cultura musical brasileira e integrar cada vez mais nossos alunos e jovens à escola. Participaram dez concorrentes divididos nas categorias solo, dupla, banda e música inédita (composição própria do artista).

 O Juri.

Foram premiados os dois melhores colocados de cada categoria, obedecendo a classificação dada pelo júri composto por Evandro Barcelos, Ricardo Caldas, Renato Martins, Heloisa Lara e Walmir Megale (Tinca). Intencionamos transformar esse festival em um evento para divulgação de novos artistas e músicas de nossa região, mas enquanto não atingimos esse objetivo, consideramos bem-vindas as interpretações de músicas de artistas brasileiros consagrados.


Foi com muito orgulho e prazer que premiamos no dia 30: Gabi Nunes (1º lugar solo), Rapper Josh (2º lugar solo); Camila e Patrick (dupla); banda Venix (1º lugar banda), Amigos do Samba (2º lugar banda); Pethrus Xavier (1º lugar música inédita) e Lucas Augusto (2º lugar música inédita). Esse evento não tem fins lucrativos e toda a premiação é obtida através de patrocínios, nesse ano nosso maior patrocinador foi o Sr. Evandro Barcelos. E ajudaram a divulgar o evento a rádio Ativa FM, o Jornal Sétima Vila, o Jornal O Independente e o Blog Daqui de Pitangui. Gostaríamos de agradece a todos.


A Escola Estadual Monsenhor Artur de Oliveira; através de sua diretoria, da participação de seus professores e funcionários e organização da professora de português Carolina Ribeiro de Freitas e incentivo dos alunos João Marcos Zerlottini, Wender Silveira e Guilherme Henrique Cézar; conseguiu novamente realizar um evento de sucesso. Esperamos que os artistas de Pitangui estejam esperando tão ansiosamente o III FESTIVAL DE MÚSICA ESTUDANTIL DA EEMAO quanto nós estamos por realizá-lo.

"Nós somos de uma terra de artistas, por isto juntos seremos mais fortes"! Giancarlo Scapolatempore.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Naquele tempo

 Antigo projetor de filmes. Foto: Licínio Filho.

Depois do Matinée, publicado recentemente, acaba de sair do forno o Soirée, a segunda parte da trilogia de contos que tem como pano de fundo o Cine Pitangui e a Praça do Jardim de tempos idos. A obra é do amigo e conterrâneo William Santiago, que vem reforçando o time do Daqui de Pitangui.  E se você, tem menos de cinquenta e não vivenciou os tempos áureos do cinema e do jardim, não assuste ao se transportar para àquela época, durante a leitura do conto. Aos contemporâneos, bom apetite! Será que o Pitaculta acabou mesmo? Tenho minhas dúvidas!


Soirée

No Cirque du Soleil,  ensaio no trapézio a uns vinte metros do solo. Néia aguarda, indo e vindo ao ritmo de valsa, o momento de saltar para as mãos do companheiro. Enquanto isso, pensa nos escritos de seu pai e no que vinham a ser bolhas do tempo, links e coisas correlatas, todas num pensamento só. Nisso, lembrou-se da Penseira de Dumbledore, no Harry Potter. Teria, algum dia tanto que relembrar, para reviver, talvez para sofrer de novo, quando começasse a aparecer na sua própria Penseira, na sua própria cumbuca de recordações, a nebulosa do passado?
Os tais escritos procuravam mostrar que as bolhas do tempo eram onde as coisas continuavam a existir indefinidamente, como aqueles anos 67, 68, 69 e 70, quando seu pai tinha começado a dançar a dança da vida e o revivia em seus contos aparentemente desconexos. E pensava se ela também, um dia, iria contar aos outros o que tinha vivido na sua bolha do tempo, se poderia fazer links aparentemente loucos, mas que, para ela, fariam muito sentido e até trariam de volta o sabor daquele momento. Isso quer dizer que ela poderia também degustar sua madalena Proustiana.
Sendo assim, passemos a outra bolha, a outro link, e encontramos o Presidente William Mackinley observando os convidados chegando para um dos últimos almoços na Casa Branca no século XIX. Era o ano de 1900, e os Estados Unidos começavam a construir o Império. O Presidente não poderia imaginar que, por causa desse processo do qual ele era um protagonista privilegiado, o idioma francês, em poucos anos, seria trocado pelo inglês e a palavra “soirée” cairia de moda. E separaria gerações.
E, isto posto, o link “soirée” nos remete à cidade de Divinópolis, em Minas Gerais, em um sábado qualquer no verão do ano da graça de 1960, depois de uma chuva de granizo e uma matinée no Cine Arte, quando a voz de Tio Luís ribombou como o trovão arrasando os campos do céu na noite de tempestade, o forte sotaque da Pitangui do anos 50, o dedo em riste para os filhos:
- Não, vocês já foram à matinée. NÃO VÃO À SOIRÉE. Soirée é pra moça e rapaz, vocês são meninos ainda. Um dia, quem sabe, lá em Pitangui...
Pois bem, chegamos àquele dia, à nossa bolha. Uma noite qualquer, em qualquer época do ano, o perfume da dama-da-noite do jardim da casa dos turcos tomava conta, primeiramente, da Rua de Cima. Depois se espalhava pela Praça da Matriz, pelo Jardim e, dizem, acompanhava todos os rapazes e moças que sonhavam com o amor, fosse no Morro da Penha, do Lavrado, na Rua do Nascente ou na Volta da Cobra, por toda Pitangui, porque os suspiros não tinham parada certa, a felicidade não precisava de moldura social.
Um dia, Paulinho foi à soirée e encontrou Fulana. Não sabe bem por que, mas nunca mais esqueceu aqueles grandes e tristes olhos verdes e uma pequena gagueira que, naquela boca, mais parecia um pedido de desculpas que um defeito de fabricação. Emaranhou-se nesses atributos e nessas contradições por uns cinco anos, mas nunca foi completamente feliz. Ao contrário, esperava sempre pela felicidade dos livros, dos filmes e das fotonovelas, o que, para muitos, era a verdadeira fortuna. Como diziam, o melhor da festa era esperar por ela. Mas ele não sabia disso naquele tempo, e a felicidade, na medida em que esperava, nunca chegou.
            Mas, naquele dia da explosão de Tio Luís em Divinópolis, Paulinho e Zé Luís ficaram mudos, assustados com a reação do pai. Paulinho era o mais tímido dos dois, começou a lacrimejar, perdeu o controle da boca, um tremor incontrolável na mandíbula, ia começar a chorar. Súbito, relembrou que iam rir-se dele como em outras vezes, porque ficava com a boca torta quando queria chorar, engoliu o choro e consertou a cara. Não podia dar parte de fraco, principalmente para que não o comparassem ao irmão, porte atlético, que sonhava ser jogador de futebol.
Anos depois, Zé Luiz, já freqüentador das soirées, enquanto passava brilhantina no cabelo para pentear-se, pensava no rosto de Rosita, no sorriso de Rosita, na cintura e nas ancas perfeitas de Rosita e no incisivo careado que o incomodava. Parecia que, a ela, não incomodava, porque nunca tapava a boca pra sorrir.
            No inverno, principalmente, já que as moças se agasalhavam, o perfume de tudo migrava pros agasalhos. O perfume delas se confundia com o perfume da dama-da-noite, e o abraço delas era abraço de mãe recuperado, abraço de vagas promessas, e a mera possibilidade do amor era, então, a maior das recompensas. Rosita vinha sempre com blusas de lã, cheirando a lavanda, e esse perfume acompanhou Zé Luis pelo resto da vida.
O perfume das moças e da dama-da-noite marcava uma época, o serviço de alto falantes do Cinema contribuía com a sonoridade dos boleros chorosos e alternava versões de baladas francesas e italianas para marcar o passar do tempo. Cada vez que tocava, a música deixava uma marca indelével na lembrança de cada um, associando-a a alguém, um momento, uma emoção, que um dia ia ajudá-los na viagem de volta, em busca do tempo perdido. A madalena Proustiana, já não pelo paladar, mas pela audição e pelo olfato.
Em casa, arrumando-se para sair, os corações batiam apressados, aguardando a hora da reunião no Jardim, o footing, rapazes olhando, moças passando, feira de amores secretos, não testados, e, por isso mesmo, eternos, espelhos sem ranhuras. A cada quarto de hora, o locutor  do Cinema anunciava a programação da noite. “Em duas sessões, sete e nove horas, em technicolor-cinemascope...”
 A praça começava a encher-se, acompanhando o crepúsculo. Quando as luzes do Jardim se acendiam, a coreografia já estava completa. Nos dias de semana, em época de aula, a partir das seis e meia, os rapazes se postavam de braços cruzados, observando as estudantes desfilando antes de seguirem para o colégio. Impecavelmente uniformizadas, exibiam suas camisas brancas de manga comprida, gravatas pretas e saia azul-marinho plissadas, cuidadas pelas mães com ciência e amor. Depois de entrarem os estudantes da Escola de Comércio, sobravam uns gatos pingados e os estudantes diurnos, já sem a motivação feminina, iniciavam conversa de homem sem qualquer encantamento para os corações apaixonados.
Paulinho gostava de Fulana, mas Fulana não gostava de Paulinho.  Agora Paulinho já ia à soirée, todos os sábados. Gostava mais de ir à segunda sessão, porque, antes do Cinema, podia namorar no terraço da parte de cima do Jardim, agarradinho com Fulana, de mãos dadas, o calor do corpo dela aumentado pela blusa verde de lã, combinando com os olhos tristes. Ela, porém, nunca entrou com ele no escurinho do Cinema, porque não era coisa de moça direita, diziam.
O Jardim era o centro do mundo. Os espaços de convivência eram bem delimitados. Chamavam Jardim à praça enorme, com nome de político, construída num declive, suavizado por terraços. Em cada terraço, uma gradação do amor e dos direitos dos casais. No espaço de cima, os namorados mais antigos e respeitadores, os que namoravam pra casar, os que já conheciam os sogros, de aliança de noivado no anular da mão direita. Mais abaixo, no espaço do Coreto, o mais largo, era a vitrina, o começo de tudo: as garotas passavam, os rapazes olhavam, até que tomavam coragem pra dar uma volta com a moça. Daí em diante, podia começar uma história.
No estreitinho, no terraço seguinte para baixo, aqueles que ainda andavam de mãos dadas, de cá pra lá, de lá para cá, os que começavam a namorar. Já no último, lá de baixo, nem te conto. Namorados muito antigos ou sem-vergonhas, que passaram da época de casar, que se agarravam como bichos no cio, o que será que não faziam?
Quando foi estudar em Belo Horizonte, Paulinho vinha todos os sábados a Pitangui na esperança de encontrar de novo Fulana, mas a cada sábado ela se encontrava com um rapaz diferente, escondendo-se na multidão da Praça do Jardim ou das procissões que cruzavam a Rua de Cima. Paulinho levava bolo, ou seja, ela não cumpria o trato. Quantas vezes pensou em morrer, mas não teve coragem, principalmente quando ela lhe enviou o convite de casamento com um rival de cuja existência ele nem sabia. Virou funcionário público, se casou e teve cinco filhos, todos homens e, quando viu Fulana no Facebook, trinta anos depois, não pôde entender como tinha desperdiçado tanto tempo de sua vida sofrendo por uma mulher tão triste e pessimista.
Zé Luiz começou jogando no Atlético, mas terminou sua carreira no Pitangui Esporte Clube, antes de ir fazer faculdade em Belo Horizonte. Começando na reserva, dezessete anos em flor, entrava no segundo tempo. Encostada no alambrado, no meio da torcida, Rosita saltava e gritava seu nome, cada vez que ele passava perto dela, em deslocamentos pela direita ou carregando a bola em direção ao gol.
Um sábado, esperou-o e pediu que a levasse em casa mais cedo. No caminho, fez-lhe prometer marcasse um gol para ela na final do campeonato, no domingo seguinte. A cem metros da casa, encostou-se a uma goiabeira e mirou-o fixamente. A chuva da tarde tinha ficado guardada nas árvores e, quando ela o abraçou, o vento coroou-os com flores de goiabeira e gotas de chuva e, mais que tudo, ela, no lusco-fusco, conquistou irremediavelmente o coração de Zé Luiz.
Zé Luiz nunca chegou a ser Pelé, mas aquele foi o seu momento de glória, sua final vitoriosa de Copa do Mundo, quando Rosita beijou seus lábios mansamente e sussurrou algum segredo em seu ouvido. No domingo seguinte, na partida final da Liga, marcou o gol prometido, de meia-bicicleta, foi campeão, mas não viu Rosita gritar seu nome. Ela tinha se mudado pra Goiás no meio da semana, sem qualquer aviso. Zé Luiz passou quinze dias chorando, começou a beber, a dar trabalho pra sua mãe e esqueceu Rosita completamente três meses depois, para surpresa de toda a família, que tinha medo que se matasse. Foi quando apareceu Tereza, que tinha a mesma cárie, no mesmo incisivo, só que era alegre e cantava na Jovem Guarda, imitando Vanderlea.
A tristeza maior eram os dias de chuva. Naquele tempo, quando chovia, o mundo parava, não havia saídas à noite, não havia nenhuma possibilidade de encontro. O meio de transporte da maioria era o guarda-chuva, o de comunicação eram os recados, mas as pessoas se fechavam em suas casas, só saíam se fosse pra comprar alguma coisa de muita precisão. E chovia muito. Chovia dias a fio, chovia como no tempo do dilúvio, a umidade embolorando as roupas em casa, as paredes fazendo água por todo canto. O capim crescia nas ruas de terra e entre os paralelepípedos do calçamento. Como sempre faltasse água nas casas, as pessoas cortavam caules de bananeiras e faziam canaletas para ajuntar e direcionar a água que descia dos telhados para os baldes e, depois, para os serviços domésticos.
O pinga-pinga interminável era bom para dormir, mas separava os corações apaixonados. Preto tinha ódio dos dias de chuva, porque não podia ver Bia no Jardim. Quando saía, de calças curtas, era só pra comprar pão para o café da noite. A chuva batia nas poças d’água, respingando nas canelas e nos pés calçados com sandálias de dedo. O Jardim sem gente, sem Bia, era um país desconhecido. Passear por lá era passear num cemitério. Preto, às vezes, passava pelo terraço do Coreto na volta da padaria, só para chorar debaixo do guarda-chuva e sussurrar “Bia, Bia, Bia”, verso inicial de um poema que nunca terminou de escrever.
Depois de o movimento no Jardim terminar e não haver mais esperança, os rapazes remanescentes viravam os olhos pra rua de cima, onde passeavam as moças mais humildes, porém mais atrevidas, que não eram tão pudicas como as do Jardim. Essas não eram pra casar, e as aventuras se prolongavam pelas ruas mais escuras, atrás da Matriz, do Grupo Velho, no Curtume, na periferia do centro, até mais da meia-noite. Era com elas que aconteciam os primeiros encontros com o prazer, opostos aos ideais trovadorescos que se aprendiam nos sonetos e romances de cavalaria. Era nos becos, também, que se iniciavam as vidas dos filhos sem pai.
Uma vez, Preto, cansado de esperar por Bia, cansado do amor platônico, se encontrou com Ida atrás da Matriz. Ela era alegre, inconseqüente e descomplicada. Ele deixou-a esperando no carro, na porta do Cinema, tragando um cigarro adocicado. Entrou sorrateiro, retirou as cortinas vermelhas do salão de projeção e voltou ofegante, o coração escapando pela boca. As cortinas eram grossas e bem que serviriam de leito nupcial, se fosse o caso.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Agenda do fim de semana

          Neste fim de semana com direito a feriado, os pitanguienses e visitantes terão ótimas opções para aproveitar as noites. Em Conceição do Pará o Pituco Hall promete bastante diversão com show de Marcelinho de Lima & Camargo nesta sexta, 07/12, e Willy & Ney no sábado 08/12, os eventos ainda terão a participação de Juan & Lu, DJ Taty, Marcos Paulo Nery e Pura Amizade.




        No Bar e Pizzaria Contemporâneo quem marca presença na sexta e no sábado é  a banda pitanguiense Concept. Telefone do Contemporâneo: 3271 3858




           No Restaurante O Pote nesta sexta tem show com Edson Antônio, Guilherme Pugas, Rafael Martins e Carlos Wagner Nunes. Já o público do sábado poderá desfrutar o som do conjunto CurtiSamba a partir das 16:00.




          Neste sábado bem cedo, às 08:00 da manhã os pitanguienses estão convidados a assistir no programa MG Rural (TV Integração) uma matéria sobre o Batista do Zé Boi, artesão pitanguiense que produz pilões em sua mercearia no Lavrado.

FOTO: VANDEIR SANTOS

           Ainda no sábado a OAB/MG promove a IV Caminhada Ecológica e XXXI Encontro de Estudos Jurídicos no Hotel Fazenda Santa Felicidade. Maiores informações no site: http://www.esamg.org.br/paginas/index/chave/1267


          Para os devotos de Nossa Senhora da Conceição, neste sábado é dia de prestar a devida homenagem a mãe de Jesus no Santuário de Conceição do Pará. Nesta ocasião, a exemplo do que ocorre na sexta feira da paixão em Leandro Ferreira, muitos devotos fazem o sacrifício de percorrer a pé a distância entre sua cidade e aquele centro religioso, seja partindo de Pará de Minas, Onça, Pitangui, Leandro Ferreira ou de Nova Serrana e demais localidades próximas, existem até mesmo os que saem a pé de Divinópolis para agradecer a Nossa Senhora da Conceição a graça alcançada. Sugerimos tênis confortável e algum reservatório de água aos que se dispuserem a enfrentar este desafio.

Bom fim de semana a todos.


Vandeir Santos