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quinta-feira, 30 de maio de 2013

BEIRA DE BALCÃO

Uma cidade é formada por seus cantos, encantos e características, mas sobretudo por sua gente. E gente tem história, tem suas crenças, hábitos, estórias e muitos causos. Em Pitangui muitos desses causos foram registrados pelo João Batista de Freitas - Jonba (com N mesmo) no Beira de Balcão - uma seção no Jornal Correio de Pitangui, que circulou na década de 1980. Para relembrar essas pessoas e episódios (fictícios e reais) do cotidiano pitanguiense iremos reproduzir periodicamente o Beira de Balcão e convidamos o Jonba e quem mais se habilitar, a escrever novos causos. Ah, os textos foram enviados pelo amigo William Santiago, a quem agradecemos e parabenizamos pelo aniversário neste 30 de maio!



BEIRA DE BALCÃO

É o lugar onde se fica sabendo de tudo. O ponto culminante da enciclopédia do interior, repertório cheio e constantemente renovado das histórias mais incríveis e que todos juram ser verdade, enfeitando a cada repasse com detalhes sutis, um ágio cobrado pelos atravessados do cotidiano, repórteres do jornal mais usado no mundo, o boca a boca.
Acredito que não vamos conseguir ser diferentes. Os “causos” contados aqui serão os mesmos contados em beira de balcão, nos bares da vida e das cidades do interior, ora com figuras pitorescas de nossa cidade com os seus apelidos, ora apenas os milagres sem aparecerem os santos, além dos outros, de outras cidades. Esclarecemos, entretanto, que nossa intenção não é de maneira alguma ridicularizar quem quer que seja; esta coluna vai falar só da capacidade incrível do ser humano se comportar nas mais diversas situações.
Pitangui recebeu do João Biléu a mais perfeita definição: “Se fechar com lona é circo, se fechar com muro vira hospício”.
As coisas mais absurdas acontecem aqui. É o único lugar em que um pára-quedista pula e cai dentro de uma cisterna, onde acontece trombada entre avião e caminhão, onde um papagaio derruba uma árvore (o Dirceu Nunes me contou na casa dele que o papagaio roletou uma árvore até que um vento forte a derrubou). E as pessoas? Quanta gente que ultrapassou os limites do inconcebível? Geraldinho da Veva, quando vivo, gostava de comprar bombas cabeça-de-negro para assustar cachorros e as colocava no bolso do eterno paletó de brim, junto com o fumo preto do cigarro. Uma tarde, na porta do açougue do Iraci, enquanto conversava com os amigos, vai fazer um cigarro e no lugar do fumo tira uma bomba e vai cortando sem perceber, reclamando: _ “Disgraçado do Remundão que me vendeu um fumo cheio de cordão”. Tonto, ele enrola na palha o “fumo”, faz o cigarro e acende. Foi um fumação danado, que acabou levando cílios, sobrancelhas e bigodes do Geraldinho.
Dele também é outro caso bom. Depois de beber bastante na venda do Martinho, em Velho do Taipa, resolveu vir a pé para Pitangui, já e noitinha, pela estrada velha. Cambaleando, veio enrolando um cigarro de palha e, quando o terminou, já no Bairro do Chapadão, parou para acendê-lo. O vento era forte e vinha na direção cidade-bairro, impedindo que a chama da binga ficasse acesa. Então ele virou as costas para o vento e acendeu o cigarro, continuando a andar normalmente. Quando descobriu, estava chegando novamente a Velho do Taipa. Tinha esquecido de desvirar.
Na presa, havia um velho muito sistemático. Vinha a pé para Pitangui, com um balaio cheio de cará nas costas e não aceitava carona. Quando lhe ofereciam xepa na vinda, ele respondia: _ “Não, obrigado, o balaio tá cheio e vai pesar o carro”. Na volta ele dizia: - “Não, obrigado, o balaio tá leve”.
Era respondão. Vendia os caras `noite e se justificava: “Não ando pelo relógio; como quando tenho fome; durmo quando tenho sono e trabalho quando tenho vontade”. Chegava nas casas lá pelas nove horas da noite, quando todos viam novela e oferecia: - “Olha o cará barbado”. Os donos da casa irritados diziam: “Isto é hora de vender cará?” E ele respondia: - “Estou vendendo, não estou mandando cozinhar!”

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Pitangui e a Copa do Mundo de 1962


Em 1962, o Brasil conquistou o bicampeonato mundial de futebol, no Mundial do Chile. Aquele era a sétima participação da seleção brasileira em Copas do Mundo. Saiba mais sobre a participação do Brasil na Copa do Chile clicando sobre a imagem abaixo:


Em Pitangui, a população embalada pelo clima daquela Copa do Mundo também comemorou a vitória da seleção brasileira, na partida final contra a antiga Tchecoslováquia. Quem nos relata esta passagem da história de Pitangui é o Senhor Marcio Paoliello, que em 1962 era gerente da Companhia de Tecidos Pitanguiense:

"No dia que o Brasil ganhou a copa de 62 no Chile, no exato momento do fim do jogo, mandei acionar o apito da fábrica em regosijo durante 10 minutos seguidos. Foi bonito e emocionante aquele apito soando em toda a Pitangui, no momento que todo mundo comemorava aos gritos o grande feito do futebol brasileiro."



Veja a escalação da Seleção Brasileira, na final da Copa de 1962 clicando na imagem abaixo:

 
Mauro, capitão da seleção, levanta a taça

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Marcio Paoliello e um pouco da história da Cia. de Tecidos Pitanguiense

Nesta postagem apresentaremos um pouco da história da Cia. de Tecidos Pitanguiense, através do relato do senhor Marcio Paoliello, que foi gerente da empresa no início da década de 1960. Marcio entrou em contato com a equipe do Blog em busca de informações sobre velhos amigos de Pitangui e, nos prestou um depoimento muito interessante, que nos permite conhecer um pouco mais da rotina da antiga Companhia de Tecidos. Eis o seu relato enviado por e-mail.

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Fonte: Acervo Marcio Paoliello


 Caro Licinio,


Procurei alguma foto da época que morei em Pitangui, mas ja se vão 50 anos, e não consegui localizar algo que possa interessar. Havia algumas fotos tiradas na época das assembleias de acionistas, tiradas junto a Diretoria e alguns pequenos acionistas residentes em Pitangui, mas ficaram guardadas no escritorio da fábrica. Segue uma foto pequena, que tirei na frente da casa onde morava e que pertencia a Cia, depois demolida e subbstituida por um galpão. O filho estava com 2 anos e era o unico que eu tinha naquela época, hoje engenheiro, casado e ja me deu uma neta com 19 anos. Quanto ao período que fui gerente, começou em meados de 1961 e terminou em 1963. Cheguei, vindo de S.João del Rei, onde ocupava tambem a gerência da Fiação Dom Bosco que produzia fios para a Pitanguiense. (metade pertencia a Santanense e metade a Pitanguiense). A época me pediram para assumir em Pitangui, pois a fabrica passava por reformas e precisavam de mim. Fui com a promessa de ficar apenas 3 anos, depois seria transferido para B.Hte.onde deveria assumir a gerencia de uma Estamparia, cuja construção ja havia começado. Foram 3 anois de muito trabalho, modernização da fabrica, reestruturação de empregados,as vezes obrigado a tomar atitudes firmes, pois havia muito vicio proprios de uma fabrica antiga cheia de operarios estabilizados Fui muito apoiado no meu trabalho pelo assistente admnistrativo Lodi e pelo Hygino, com os quais fiz grande amizade. Reformamos os filatorios, montamos uma tinturaria totalmente nova, e ja preparavamos a reforma dos teares. Infelizmente por motivos financeiros(Alta do dolar cujas maquinas eram importadas), a Estamparia foi cancelada. Assim, fiquei no dilema, continuar em Pitangui, ou procurar novas oportunidades. Preferi a 2a. opção, deixando a Cia, para começar nova vida por conta propria em outro lugar de maior futuro(Possuia algumas economias e imoveis), vendi tudo e me transferi para Gov. Valadares,onde inicei a vida por conta propria no ramo de Posto de gasolina. Hoje moro em Vitoria ES, ha 40 anos e possuo uma loja de materiais de construção, onde criei meus 4 filhos e tenho uma velhice feliz, graças a Deus.
Desculpe tomar seu tempo, mas queria explicar porque deixei a Cia.e saí de Pitangui.
Apesar de não continuar em Pitangui, deixei amigos daquela época que vc por ser jovem não os tenha conhecido, mas cito o Darcy filho do Iganacio, o Tulio e sua esposa Diléa,Dr. Longuinho, Dr.Waldemar (medico da fabrica), Da. Maria Lobato dona do Hotel Pitangui, etc, etc e outros tantos amigos. Fica a saudade de todos!
Alguns dados curiosos da fabrica: O chefe da fiação era conhecido como Zé Doce, da tecelagem Zé Mosquito, da sala de pano o Antonio Colher, o Tião da tinturaria e Jair da Fabrica de Brumado. A parte elétrica era comandada pelo Nestor Inclusive a Usina. 
Na época da seca (Maio, junho, julho), as aguas do rio Pará diminuiam e a usina não conseguia produzir energia suficiente ao consumo. Resultado, era obrigado a cortar a luz da cidade de Pitangui e vizinhas no horario de pico.Isso causava revolta nos moradores, mas eram ordens da Diretoria e tinha que cumprir, fazia parte de meu trabalho Não podia deixar a fabrica parar, pois cairia a produção e o prejuizo seria enorme. Enfim, como disse não foi um período facil e exigiu muito de mim.
Um detalhe, o apito da fabrica havia pertencido a um navio transatlântico chamado Madalena, que naufragou na entrada da baía da Guanabara en frente ao Pão de Açúcar. Era acionado em media 4 vezes por dia.
Desculpe mais uma vez, pela extensão desse e-mail, mas procurei sintetizar alguma cousa para vc.

Um Abraço,

Marcio Paoliello




Outras informações relevantes, que nos foram fornecidas por Marcio Paoliello.

Para seu conhecimento vao alguns dados da Pitanguiense no meu tempo:
 

Diretores: Cesar Gonçalves de Souza (o unico que atuava diretamente)
Romualdo Cançado- apenas figurativo
Ignacio Campos- Tambem figurativo
O Ignacio era o unico que morava em Pitangui.
Departamento comercial: Marco Tulio Guimarães
Assistente Administrativo: Osmundo Lodi
Gerente :Marcio Paoliello
Sub Gerente: Hygino Barçante
 

Produção da fabrica aproximadamente 1 milhão de metros de pano por mês. Fabricava Tecidos de algodão, xadrês, mescla e riscado. Possuia aproximadamente 600 empregados. Era muito importante para a cidade,a ponto de somente após o recolhimento dos impostos os órgãos publicos podiam realizar o pagamento de seus funcionarios.


domingo, 26 de maio de 2013

Outono Mágico

 Outono. De Valéria Schmitt.

Magical Autumn, esse é o titulo em inglês do novo livro da escritora pitanguiense Valéria Schmitt. Lançado recentemente na versão digital o E-book (disponível em Português e Inglês) já teve mais de 300 downloads no Canadá, Estados Unidos, França, Alemãnha, Inglaterra, Japão, Índia, Brasil e Itália através do site amazon.com.br. 
Segundo a autora a trama se passa em Pitangui: "É um livro voltado para young adults e segue a linha do fantástico, ficção, juvenil, mas, eu falo muito sobre a cidade e falo também da história de Pitangui, envolvida em um pouco de misticismo. Os adolescentes têm que fazer um trabalho de história e, então, eles falam sobre políticos de projeção nacional, revolta do quinto do ouro, Domingos Rodrigues do Prado e Padre Belchior. O fato é que Pitangui agora está ficando mundialmente conhecida um sonho antigo meu fazer com que o mundo inteiro conhecesse a cidade".

Parabenizamos a Valéria Schimitt pela iniciativa de criar algo novo e contribuir para que Pitangui seja vista, lembrada e reconhecida!


Sinópse:
Carolina Jardim é uma adolescente que está feliz com sua pacata vida e não entende porque sua mãe insiste tanto em comemorar seus dezesseis anos em alto estilo, embora não negue que a notícia da festa tenha aumentado sua popularidade na escola e feito com que ela começasse a namorar o garoto com o qual havia sonhado durante toda a sua vida.
Ao chegar o dia da festa da comemoração dos seus dezesseis anos, Carol ficou surpresa com o número de convidados desconhecidos para ela, inclusive Erick Tatcher, o enigmático filho do lindíssimo casal de amigos de seus pais e a venerável Ambrosina.

Carol percebeu que alguma coisa estava errada quando seus convidados começaram a se despedir antes da meia-noite alegando já ser alta madrugada. Os convidados de seus pais, ao contrário, não faziam a menor menção de irem embora. Tudo ficou mais confuso ainda quando seus pais convidaram todos os presentes para entrarem na grande sala da mansão e as roupas de todos, inclusive as dela, se transformaram em trajes de gala assim que eles ultrapassaram a soleira da porta. A sala também se transformou fisicamente, ficando como se fosse um salão bem antigo.

As pessoas se reunem ao redor de Carol e vem a revelação: São todos bruxos! Carol também é uma bruxa de imensurável poder. Sua mãe diz algo sobre uma profecia, dita no dia do seu nascimento, mas, nada fica claro.

Como Carol ainda não sabe dominar seu poder e não entende nada de magia, Erick é designado para ser seu guardião e protetor. A partir daí, ele a segue por todos os lados, inclusive na escola. Sem ter como explicar ao namorado a presença constante de Erick e tendo que esconder sua verdadeira identidade de Sissi, sua melhor amiga, Carol tenta se adaptar à sua nova vida. A presença constante de Erick lhe provoca um turbilhão de sensações, pois, ele é ao mesmo tempo doce e protetor, zombeteiro e enigmático. Tudo poderia ficar bem não fosse a presença de Hypollitus, um poderoso bruxo que persegue Carol desde seu nascimento por causa da profecia dita naquele dia e tudo fará para conseguir matá-la. Em meio a fugas e aventuras, Erick toma para si uma grande responsabilidade, ao assumir a proteção de Carol. À medida que o tempo vai passando e Carol vai dependendo cada vez mais da proteção de Erick, um sentimento devastador surge entre eles, mas, ele sabe que nunca poderá amá-la, pois ela jamais será capaz de aceitar sua natureza _ ele é meio bruxo, meio vampiro. Tudo o que resta agora a Erick é continuar protegendo aquela a quem jurou defender até a morte das terríveis investidas de seu maior inimigo, ainda que corra o risco de magoá-la tentando esconder seus sentimentos.

Enquanto Carol enfrenta em seu coração as intempéries de um amor que julga não ser correspondido, Hypollitus tenta matá-la 4 vezes: Tenta afogá-la enquanto mergulha no mar, usa o corpo de sua amiga Sissi para enforcá-la no banheiro feminino da escola, usa uma tempestade de raios para atingi-la e destrói um quarteirão inteiro a fim de derrubar a casa onde ela mora. Como Carol conta com uma rede de proteção intransponível, Hypollitus captura seus avós e Sissi e os prende em um campo de força que somente ela poderá transpor. Nesse ínterim a misteriosa profecia sobre seu nascimento é revelada: Ela está predestinada para substituir a Venerável Ambrosina como Grande Mestra dos bruxos. Assim, para salvar sua família e Sissi, Carol, ainda que não se sinta preparada, sai em busca de Hypollitus. Após uma batalha em que descobre ter mais força do que jamais poderia supor, exausta e ferida, Carol consegue libertar os reféns de Hypollitus, mas ele desaparece, plantando em todos a semente da dúvida: Será que ele se foi para sempre? 


Links relacionados:

sábado, 25 de maio de 2013

Monsenhor Vicente Soares

Monsenhor Vicente Soares escreveu o livro "História de Pitangui", uma copilação de artigos que este religioso havia publicado no decorrer da década de 1950, no jornal "Munícipio de Pitangui". O livro foi lançado em 1972, por iniciativa da família.
Fonte: Vandeir Santos

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Aniversário do Rhor!!!

 Professor Reinaldo executando o ofício.
Foto: Arquivo do Blog.

Hoje é aniversário de um cara bacana, o professor Reinaldo, também conhecido como Rhor e Rei. Pela pessoa que és, pela qualidade do violão que tocas, por ter ensinado música para bons músicos Pitanguienses e por animar as noites de boa prosa, cerveja e viola nas várias casas dos amigos, onde és muito bem vindo, você mereçe a essa nossa homenagem. Feliz Aniversário!
 Arquivo: Blog Daqui de Pitangui.

Arquivo: Fábio Freitas.

Arquivo: Carlos A. Santos.


Homenagear o Reinaldo também é valorizar os músicos de Pitangui, é relembrar os tempos do Pitaculta! Saudosismo, sim. Contemporaneidade, também!


Gente

fluida forma
mágica fumaça
fronteira confusa
de nuvem rala
que se esgarça
caprichosa massa
que se modela
que se aperta
se beija e se abraça
mas um descuido
foge entre os dedos
-          troca o disfarce
ou logo passa

gente
nossa incessante caça
 

(William Santiago
Brasília- 84)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Monsenhor Arthur de Oliveira

Mais uma postagem extraída da Revista Acaiaca, edição de 1955. Desta vez apresentamos uma poesia de Cesar Gonçalves de Souza e uma foto de Monsenhor Arthur de Oliveira, que pouca gente deve conhecer.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Coral Força Viva


Coral Força Viva.Pitangui 16/6/2012.

O vídeo acima mostra uma bonita apresentação do Coral Força Viva, formado em sua maioria por pessoas da terceria idade. Além da atividade do coral em si, duas coisas chamaram a atenção: a letra & melodia da música que homenageia Pitangui e a prática de ações culturais. 

O mês de junho está chegando e com ele os festejos dos 298 anos de fundação da Sétima Vila das Gerais. A expectativa é que a cidade esteja repleta de atrações diversificadas à altura da data. Com ênfase no desenvolvimento sustentável da cidade, é importante ressaltar que a realização de ações culturais sequenciadas e a intensificação de atividades sócio-educativas de fácil acesso, são formas eficazes (a médio prazo) para a diminuição da violência, da marginalidade e da presença da droga entre a juventude da cidade, para que de fato, tenhamos muito a comemorar nos 300 anos de Pitangui.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Anthero Rocha

Nesta postagem apresentamos matéria publicada na Revista Acaiaca, de Belo Horizonte, edição de 1955, comemorativa do centenário de Pitangui à cidade. Este raro material foi digitalizado por um dos autores das postagens do "Daqui de Pitangui", Vandeir Santos. A matéria apresentada aqui homenageia o ex-prefeito de Pitangui, Anthero Rocha. Clique na imagem para ampliá-la.



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Dois tempos: o Largo da Matriz do Pilar



Largo da Matriz. Data provável: década de 1950. Autor desconhecido.

Dois tempos, o mesmo templo e uma paisagem diferente: Pitangui de ontem e hoje.

            Matriz, março de 2013. Foto: Léo Morato.

domingo, 19 de maio de 2013

Pitangui na perspectiva de Zé Alexandre Lobato

O Zé Alexandre é um dos amantes da fotografia, mas nunca, e nem gosta, de mostrar seus feitos fotográficos. Inclusive estou postando as fotografias dele, aqui no blog, sem a devida autorização do mesmo. Nessa leva de fotografias, mostramos olhar pitanguiense do Zé, sobre a nossa cidade.












sábado, 18 de maio de 2013

Porque hoje é sábado!

 Carne de panela, molho de pimenta e farinha de mandioca.
Fotos: Léo Morato.

Existem peculiaridades que fazem os lugares e acontecimentos tornarem-se especiais e quanto mais simples for, melhor. Um turista por exemplo, quando escolhe o destino da próxima viagem, é movido pelos mais subjetivos interesses, procurando suprir sua necessidade momentânea de lazer, entretenimento, descanso, contato com a natureza, aquisição de novos conhecimentos, experiências gastronômicas, culturais, etc e etc. E as cidades do interior, em especial a nossa Pitangui, são repletas desses apetrechos. Sabe aquele belo por do sol, aquela roda de viola, o cheiro do biscoito de queijo com o café recém coado? Esses são motivos de sobra para voltar a um determinado lugar. 

 Servido?

Pois é, hoje é dia da tradicional carne de panela do Bar do Verinho.Você conhece? Propositalmente as fotos desta postagem, cheias de subjetividade, mostram só o resumo da ópera, ou seja, para ver o encontro das pessoas, os causos, as músicas e as curiosidades... só indo lá pra ver. 

Ah, a receita? Tem jeito não. O Verinho não libera de jeito nenhum!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Violência em Pitangui

Infelizmente a bandidagem está correndo solta em Pitangui. O último a ser incomodado com a onda de marginalidade na cidade, foi nosso companheiro Mazinho, que "tinha" uma escola de música na Rua Ignácio de Oliveira Campos. Não sabemos ao certo o prejuízo financeiro e com certeza emocional que o Mazinho teve, mas assim como ele, estamos indignados com a atual situação. 

Fica a pergunta :

Até quando ?

"Atenção cliente amigo:
Por falta de segurança na nossa cidade fui "roubado". 
Por esse motivo, tive que fechar esse estabelecimento."...


Será necessário algum outro crime bárbaro (como aquele acontecimento
ocorrido recentemente no Chapadão) para que providências
sejam tomadas ?



Fotos: Vicente Oliveira.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pitangui rumo aos 300 anos

O Professor Carlos Antônio dos Santos produziu este vídeo sobre Pitangui, já contagiado pelos festejos de 300 anos da cidade, que ocorre em 2015. É legal ver os pitanguienses tentando se mobilizar para que esta data seja valorizada e se torne um marco de uma grande virada em sua história. Mas é preciso ainda mais esforços por parte dos gestores públicos, no sentido de dinamizar as atividades econômicas no município trazendo benefícios para a coletividade. Há muito trabalho a ser feito até 2015.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Bisteca ao Molho de Cachaça


 Bom dia pessoal! 
Aproveitando a chegada do frio apresentamos nesta postagem um prato bastante apetitoso:

BISTECA AO MOLHO DE CACHAÇA

 


INGREDIENTES:
4 peças de bisteca suína, com cerca de 100 g. cada (a bisteca é a suâ com parte do pernil)
Suco de um limão
1 cebola picada
1 cabeça de alho picada
Molho inglês
Pimeta-do-reino e sal a gosto
Óleo


PARA O MOLHO:
50 g. de farinha de trigo
1 copo (tipo americano) de água
1 cebola picada
1 tomate sem pele e sem semente, picado
2 doses de cachaça


COMO FAZER:
Bater no liquidificador o limão, a cebola, o alho, o molho inglês, a pimenta-do-reino e o sal. Temperar a carne com essa mistura. Mergulhar cada peça no óleo e grelhar em uma panela ou frigideira de ferro, até que fique dourada dos dois lados. Reservar. Pôr na mesma panela a cebola e o tomate. PÔr a água, a farinha e, por último a cachaça. Deixar cozinhar por uma hora. Despejar sobre a carne e servircom batata e polenta frita.

Bom apetite!



FONTE:
Sabores de Minas, Zona da Mata, n. 99, p. 9, jan. 2013. Suplemento do jornl Estado de Minas.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

sábado, 11 de maio de 2013

Pra quem gosta de pedalar

Foto: Licínio Filho

        
Foto: Licínio Filho
 Hoje, eu e o amigo Ricardo Caldas fizemos um ótimo percurso de bike:Pitangui/Morro Agudo/ Conceição do Pará/ Pitangui. Pedalada tranquila, com uma paisagem que nos faz esquecer qualquer problema, além manter o preparo físico em dia. O número de praticantes do Mountain Bike, em Pitangui cresceu bastante nos últimos tempos, encontramos com alguns pelo caminho. Fica o convite para a galera da bike que não conhece Pitangui nos visitar e pedalar pela região.

Foto: Licínio Filho

Foto: Licínio Filho

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Governador Anastasia em Pitangui





Foto: Licínio Filho
Nesta sexta feira, 10 de maio, o governador do Estado de Minas Gerais, Antônio Anastasia, esteve em Pitangui para assinar documentos a respeito do asfaltamento da estrada que liga Pitangui à Papagaios. A solenidade aconteceu na Praça Plínio Malachias, no centro de Pitangui e reuniu muitos políticos locais e da região, além de deputados federais e estaduais.

Foto: Licínio Filho
Chamou a atenção, o grande número de policiais presentes na cidade para fazer a segurança do governador e comitiva. É provável que na parte da tarde já tenham ido embora e o centro desguarnecido de segurança pública. Aliás esperamos que as autoridades locais tenham tratado deste assunto também durante a presença do governador, afinal todo mundo reclama da falta de segurança na cidade.

Foto: Licínio Filho


Foto: Licínio Filho
Esta obra é uma reivindicação de décadas dos habitantes dos dois municípios. A estrada facilitará a circulação de automóveis, pessoas, mercadorias e a esperança é de que as atividades econômicas na região se dinamizem. 

Foto: Licínio Filho

Foto: Licínio Filho


Governador em Pitangui

Visita importante em Pitangui hoje dia 10/5/13. 

Parabenizamos a Administração Municipal pela conquista desse projeto que há anos estava só papel. Esperamos que realmente saia dele, pois será uma importante ligação com a vizinha Papagaios e trará ganhos para ambos municípios. Sugerimos ao Marcílio, naquela hora em que for tomar um café com o governador, que não esqueça de comentar com ele a questão da segurança pública na nossa cidade.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Antigas fotos noturnas de Pitangui

     Em uma oportunidade que tive de analisar as fotos que pertenceram ao ex-prefeito Antônio dos Santos, me deparei com duas fotos interessantes que fogem do padrão das outras centenas de fotos antigas em preto-e branco que possuo em meu acervo. São fotos noturnas, um tipo de registro que não era comum naquela época, provavelmente devido a necessidade de um maior tempo de exposição, recurso não muito comum nas máquinas amadoras do passado como é hoje em dia.

Praça do Fórum


Praça Governador Benedito Valadares

     Especial agradecimento aos familiares do ex-prefeito que muito gentilmente me permitiram copiar as fotos.

Vandeir Santos

Nos seus 300 anos, as histórias e estradas de Pitangui também são Reais