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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Gambiarras Daqui de Pitangui

Conexões elétricas.
Fotos: Léo Morato.

O que seria do interior – esses fantásticos locais que nos remetem ao acolhimento e à nossa raiz rural – sem as coisas do interior, sem o jeito do interior e sem as gambiarras do interior? O artista plástico, fotógrafo e cineasta Cao Guimarães percorreu os rincões do país registrando as gambiarras dos brasileiros e realizou uma exposição fotográfica com essas soluções tipicamente nacionais. Nos dicionários não há uma definição precisa sobre o termo, mas para o artista “a gambiarra é o não oficioso, o que não foi carimbado pela história e pelo selo de qualidade registrada”.

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Pois bem, sabemos que aqui em Pitangui também existem vários mestres no assunto, mas falar da gambiarra alheia é muito fácil. Então, para iniciarmos esta seção aqui no Blog vamos mostrar as nossas próprias gambiarras. Na foto abaixo mostramos um Pendurador de Saco de Lixo, de minha autoria, que está em pleno funcionamento há uns 15 anos, do lado de fora da cozinha. Contamos com a participação dos nossos leitores para registrar esse nosso patrimônio cultural imaterial, compartilhando as suas fotos, relatos ou vídeos das gambiarras de Pitangui, próprias ou do vizinho.

Pendurador de Saco de Lixo.
 
 
Fonte: Revista Brasil - Almanaque de Cultura Popular. Ano 15, julho de 2013, nº 171, págs. 30 a 32.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A boa do fim de semana

Clique na imagen para ampliá-la.

Confira algumas boas opções para o fim de semana em Pitangui. Além do já tradicional Mountain Bike haverá uma peça Teatral "Por Parte de Pai" uma obra de Bartolomeu Campos de Queirós. Mais informações na Secretaria de Cultura. Participe!


Novas informações e opções para o fim de semana a qualquer momento.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O luar de Pitangui


Os fotógrafos de Pitangui continuam implacáveis, cliques certeiros na hora exata... E o luar de Pitangui nem se fala. Como não contemplar o céu?


Representando e inspirando os pitanguienses amantes da arte da fotografia, as imagens de hoje são do Nicodemos Rosa e do Vicente Oliveira.

 


 Fotos clicadas na noite de hoje.

domingo, 21 de julho de 2013

Passeio matinal

 Detalhes da fachada da capela de N.S. da Penha e Santo Antônio.
Fotos: Léo Morato.

Para conhecer uma cidade é preciso caminhar por suas ruas, seus becos e ladeiras, apreciar os seus templos, degustar suas iguarias e interagir com a sua gente. E um passeio agradável pelas manhãs de Pitangui é dar um giro pela Penha.

Aos que conhecem, apreciam e valorizam a nossa história visitar a Penha, subindo ou descendo o Batatal, é vivenciar uma experiência pessoal com o bucolismo de Pitangui, valorizando o nosso passado histórico.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

E o drama virou comédia


     Era sábado, dia do último ensaio da peça O segredo do Padre Jeremias e como era de costume os atores da Companhia de Teatro Cetepense chamaram o gerente da empresa , Dr. José Lima Guimarães, para assistir o ensaio e dar o seu parecer. Ao fim da apresentação o gerente só fez um comentário, a parte onde o sacristão dizia “ Eu saquei da minha pistola e dei um tiro na cabeça dele”  tinha ficado muito pesada, seria melhor suavizar o texto mudando o termo “pistola” por outro como “arma” ou “revólver”.


ATORES DO GRUPO DE TEATRO CETEPENSE


     O intérprete do sacristão, João Rios, teria ficado preocupado com a mudança do texto, afinal era uma recomendação do gerente da empresa e ficou com aquilo na cabeça, “ − não posso falar pistola, tenho de falar revólver, não posso falar pistola, tenho de falar arma...”.

     Eis que chega, no dia seguinte, o momento da apresentação da peça, o nervosismo era geral, particularmente o de João Rios com a recomendação que recebera e no momento crucial este sentimento não poderia ter sido mais cruel, enchendo o peito e dando ao personagem a postura que o texto exigia, João Rios solta em alto e bom som:

     “ – Eu saquei do meu revólver e dei um tiro na cabeça da pistola dele!”

     E assim,  o que era drama virou comédia.

Vandeir Santos

terça-feira, 16 de julho de 2013

O Sotaque de Pitangui

Primeira rodoviária de Pitangui.
Nestes dias em que a cidade está pensando e praticando a cultura com mais intensidade, acaba de sair do forno mais uma crônica do nosso conterrâneo e amigo William Santiago. No texto o autor aborda memórias de infância no traslado Pitangui / Belo Horizonte e nos convida para uma ação prática, no âmbito literário e histórico, propícia para os 300 anos de Pitangui. Então, bom apetite, ou melhor, boa leitura!

 Juvenil do Ipiranga Futebol Clube - Pitangui.
(Fotos para ilustrar o texto. Data provável década de 1960. Autor desconhecido). 


O "ERRE" DE ANZOL E O SOTAQUE DE PITANGUI 

Por William Santiago*.

A bola corria solta na R. Bernardo Mascarenhas, Cidade Jardim, BH. Era num tempo muito antigo. O córrego que ficou debaixo da Av. Prudente de Morais era atravessado pedra ante pedra, caminho mais rápido pra chegar do outro lado, na Faculdade de Filosofia. O outro lado, uns chamavam de Lourdes, outros de Santo Antônio. O lotação Lourdes era cor vermelha e amarela, os ônibus eram quase jardineiras, tinham nariz grande e bancos surrados, que nem os que faziam transporte de Pitangui para outros lados. Faltava a escadinha na traseira, pra levar as malas pro bagageiro, no alto do ônibus. Pela Conde de Linhares subiam e desciam os ônibus elétricos, ai que saudade. Um menino, um dia, perguntou ao pai porque aqueles ônibus usavam suspensórios, visões infantis. A parada no bairro era na Praça Bariri, no Coração de Jesus, e no centro era na Av. Amazonas, na Praça Sete, nariz apontando a Praça da Estação. De um lado, o Banco Hipotecário, do outro o Edifício Dantés. Bom, o que interessa era que dava pra jogar bola no meio da rua naquele tempo. Vai que aparecem aí uns pitanguienses, roceiros, com um" erre" de anzol, que se enrolava na ponta da língua e parece que queria entrar pra garganta adentro. Não conhecíamos televisão nem elevador, a viagem de cinco horas se fazia por estrada de terra, de paralelepípedo e só depois de Juatuba é que aparecia o asfalto. A turma de Belo Horizonte tirava sarro de tudo, capitaneada pelos primos, um deles o Marquinho, que tinha nascido na capital. Um dos caipiras era eu, outro era o Tõe, meu irmão. Eu, mais velho, já percebia que meus primos e os amigos deles faziam o "erre" na garganta. E tentava imitar. Nada de "porrrta, era "poRRRRta". Não era meu "iRRRRmão, era meu iHHHmão. Bem belorizontino, era chique. Tõe, na inocência dos sete ou oito anos, envolvido com a pelada no meio da rua, não se ligava nisso, pedia a bola, avisava que ia lançar e emitia comentários a todo instante. E um deles ficou pra sempre na memória dos primos belorizontinos, ao se referir a uma bola bem passada a um dos companheiros: "bom passe". Com esse apelido passou a ser citado por todos e lhe causava muita raiva, quando começou a entender que era uma forma de caçoarem dele. Lido e ouvido agora não tem muita graça, mas era a entonação, certas expressões e a pronúncia do 'erre" de anzol que chamavam a atenção. Era "bullying", mas quem proibia? Quem estuda os dialetos mineiros sabe que há muita diferença de pronúncias e vocabulário no Estado. Minas são muitas, já diz o refrão. Mas o que chama mesmo a atenção e define basicamente quem é de que lugar do Estado é o terrível" erre". Os triangulinos, os oestinos como nós, pitanguienses, a gente do sul, todo mundo "puxa" o "erre". Em Belo Horizonte, converge gente de todos os lados, mas o" erre "na garganta foi o que predominou. Já o nosso" erre puxado" passou a ser sinônimo de caipira, lembrando, quem sabe, o Jeca Tatu e o Mazaropi. Na capital não dava pra vacilar, ou você era logo identificado, rotulado, apontado, crucificado. "Erre" de garganta, o único tolerado. Limpeza linguística. Hoje, os tempos mudaram. No contexto do politicamente correto, tudo pode. Tudo é aceito. Algumas coisas até em exagero. Por exemplo, todo mundo tem direitos. Vocês já viram passeatas e manifestações pelos direitos? Claro que viram. Mas, e pelos deveres?" Quero ganhar igual a fulano, ganho muito, quero redução de salário". "Quero ir pra frente de luta, nada de ficar na retaguarda durante uma batalha". Passeatas pelos deveres? Aposto que nunca viram. Mas algumas coisas mudaram pra melhor. Chega de bullying, dizem. Vejam o Danilo Gentili , comediante, e o Neto, ex-jogador de futebol. São exemplo de dois na televisão caprichando no "puxar" dos seus" erres", sem qualquer constrangimento. Aí, me pergunto: por que temos que mudar nosso "erre"? Ou será que é uma tendência natural, influenciada pela televisão, rádio e os contatos cada vez mais frequentes, com a gente da capital? Tudo bem se é uma tendência natural, evolução (ou involução) linguística, que cria e extermina línguas e dialetos, aleatória e impiedosamente. O que não pode acontecer é uma transformação por sentimento de inferioridade ou algo de cunho negativo. Uma sugestão ao blogue seria provocar uma discussão sobre o tema. Algum linguista que fale sobre o sotaque de Pitangui, as expressões de Pitangui, o que vai se perdendo por influências externas e também por sentimento de inferioridade. Acho um tema interessantíssimo, tese talvez até para um mestrado em Letras, quem se habilita? Estaria bem dentro do espírito que norteia o blogue e contribuiria também para manter o trabalho de recuperação da nossa autoestima, a principal contribuição, a meu ver, deste superblogue.

* Para saber mais sobre o autor acesso os marcadores desta postagem.

sábado, 13 de julho de 2013

Dia Mundial do RocK

Norberto e seu Conjunto: Dim da Bia, Delan, Peque, Cabrito e Zezinho Rachid.

Hoje 13 de julho comemora-se o Dia Mundial do Rock que foi instituído em 1985, quando foi realizado o concerto Live Aid em benefício das vítimas da fome na Etiópia no continente africano. O espetáculo foi organizado pelo músico Bob Geldof e teve a participação de vários astros de rock como Status Quo, Style Council, Adam Ant, Boomtown Rats, Spandau Ballet, Elvis Costello, BB King, Sade, Sting, Phil Collins, Bryan Ferry, U2, Dire Straits, Queen, David Bowie, Who, Elton John, entre outros. Os shows do Live Aid aconteceram no dia 13 de julho de 1985, simultaneamente em Londres, no Wembley Stadium, e na Filadélfia, no JFK Stadium, e foram transmitidos para todo o mundo. Desde então, institui-se o dia 13 de julho como Dia do Rock. Em 2005, 20 anos depois, o evento se repetiu, porém, dessa vez ele tinha a finalidade de pressionar os líderes do G8 a perdoarem a dívida externa dos países mais pobres para erradicarem a miséria do mundo. 

E nesta data o Blog Daqui de Pitangui presta uma homenagem aos músicos e bandas de Pitangui, de várias gerações, em especial àqueles que tocam o bom e velho rock and rool.


Banda Dahmer - Pitangui-MG.

Fonte:
http://www.maisumadaprime.com.br/news_det.php?cod=138
http://www.sistemampa.com.br/destaques/hoje-e-comemorado-o-dia-do-rock-saiba-mais-sobre-a-data-ouca/

Pesquisado em 13/7/2013.

Hoje no Varandão tem Esquenta para o Baile dos Barangos.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Para esquentar o frio: cultura, esporte e lazer!

Para aquecer o inverno pitanguiense bons e diversificados eventos estão programados na cidade. Confira a agenda cultural para os próximos dias e não deixe de prestigiar. Divulgue, participe!

 II Conferência Municipal de Cultura de Pitangui.

 Bingo da Praça de Esportes.

Um dos mais importantes eventos de valorização dos fatos históricos e da memória de Pitangui.


6º Mountain Bike de Pitangui.


No sábado dia 13, tem o esquenta para o Baile, no Varandão.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Sob as Carrancas do Chafariz

Fotos: arquivo do Blog.

Nesta postagem homenageamos a todas as pessoas que trabalharam e trabalham de diversas formas pela valorização e resgate do patrimônio histórico-cultural de Pitangui. E para lembrar que a preservação do nosso passado para as gerações futuras, depende das ações do presente, reproduzimos uma poesia do amigo Emílio da Costa direto de São João Del Rey.


   Chafariz da Legalidade*

         " Secaram a água
                                              na boca dos chafarizes.                                   
         Brotaram lágrimas
           no fundo dos olhos."

   *Antonio Emilio da Costa, no livreto inédito Ossuário Geral

domingo, 7 de julho de 2013

3º Caminhando com a História - Pitangui

     No próximo domingo, dia 14 de julho, às 08:00 terá início a apresentação do 3º Caminhando com a História de Pitangui que partirá do largo da igreja de São Francisco e será encerrado ao meio dia na capela de Nossa Senhora da Penha.


     Com textos de Marcos Antônio de Faria, apoio do Instituto Histórico de Pitangui e realização da Prefeitura Municipal da cidade, o 3º Caminhando com a História será uma caminhada ecológico-cultural, tendo como objetivo a visita a alguns pontos turísticos de Pitangui, a encenação de alguns fatos históricos e sociais, assim como também a demonstração das mudanças culturais, havidas em Pitangui, 4º município de Minas Gerais e 7ª Vila do ouro, através do tempo.

     Uma excelente oportunidade para o pitanguiense resgatar seus valores históricos e culturais. É importante que todos contribuam com o sucesso desta caminhada levando toda a família para participar de um evento que está se tornando uma  nova opção na agenda cultural da cidade.

Vandeir Santos

terça-feira, 2 de julho de 2013

300 olhares sobre Pitangui

 Braços abertos sobre a cidade.

Se fôssemos escolher as 7 maravilhas de Pitangui a seleção seria muito difícil mas, sem dúvida a "Cruz do Monte" estaria entre elas. A vista da cidade, o por do sol lá no alto da serra e a capelinha proporcionam um ambiente único.


 Fim de tarde na capela.

Melhor seria escolher as 300 maravilhas de Pitangui. Fica a dica e o convite aos pitanguienses e visitantes para escolherem os seus lugares especias da cidade e registrarem nos comentários desta postagem, ou pelo e-mail daquidepitangui@gmail.com . Tirar as suas fotos e registrar um outro olhar sobre a cidade também está valendo.Quem sabe acontecem outras Mostras Fotográficas Rumo aos 300 Anos, em três edições (2013, 2014 e 2015)!!!

 
 Capela da Cruz do Monte.
Fotos: Léo Morato / Arquivo do Blog.

A comemoração dos 300 anos de Pitangui, do jeito que a cidade merece, também depende da participação de cada um de nós.