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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A rica história de Pitangui

Os fatos ocorridos nos primórdios de Pitangui têm grande valor histórico e constituem-se como característica marcante da cidade, que é o berço do Centro-Oeste Mineiro. Na postagem de hoje, apresentamos um artigo do Jornalista e Professor Ricardo Arnaldo Malheiros Fiuza, publicado em julho de 2008 na revista do CECO - Centro de Estudos do Ciclo do Ouro/Casa dos Contos. O texto de agradável leitura traz novas abordagens sobre os Motins de Pitangui e outros acontecimentos históricos da cidade. Boa leitura!
Clique nas imagens para ampliá-las.

 


 

 

 "Para a nossa sorte na história não há verdades definitivas". 
(Professor Licínio Filho - Historiador).

Para obter o arquivo em PDF envie um e-mail para: daquidepitangui@gmail.com

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Ricardo Nazar: causos de Pitangui

     Nosso amigo Nicodemos Rosa compartilhou este vídeo no face e nós compartilhamos com os visitantes do blog. Ricardo Nazar participa do Programa de Rolando Boldrin.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Recordar é (re)viver

Na barraquinha de Nossa Senhora do Pilar de 1973, uma das atrações artísticas foi o cantor português, Roberto Leal. Na foto, quem o acompanha é a Dona Nénem Caldas, proprietária do Hotel Rodoviário, onde o artista hospedou-se. Bons tempos !!!!

sábado, 23 de novembro de 2013

A REAL ABOLIÇÃO

 Comunidade do Veloso - Remanescentes de Quilombolas.

Na semana em que celebramos a Consciência Negra (20/11) e por que não a consciência e a resistência das minorias, reproduzimos aqui uma matéria muito interessante, veiculada hoje no Jornal Estado de Minas. A reportagem, que também aborda sobre a Comunidade do Veloso, é do jornalista Paulo Henrique Lobato (filho do Pitanguiense Paulo Roberto Lobato), que vem prestando um valioso trabalho de divulgação e valorização das raízes históricas de Pitangui. Ao amigo PHL, parabéns pela matéria e pelo aniversário comemorado ontem 22/11!

 Veloso - Zona Rural de Pitangui.

A REAL ABOLIÇÃO » União que faz a diferença Moradores de comunidades quilombolas se organizam em torno de negócios que geram renda extra. Em Minas, a aposta é na avicultura. Em Alagoas, a prosperidade vem do artesanato .
Por: Paulo Henrique Lobato

União dos Palmares (AL) e Pitangui (MG) – Quem chega ao Veloso, um povoado a 35 quilômetros do Centro histórico de Pitangui, no Centro-Oeste de Minas, logo se depara com seis galpões recém-construídos e que devem mudar o perfil econômico do lugarejo, onde moram 301 pessoas. De comunidade fornecedora de mão de obra para fazendas vizinhas, o local pode se transformar em referência na região em produção de carne de frangos da raça label rouge. Quem dá mais detalhes sobre o projeto é Evanice Pereira Lima, de 35 anos: “São frangos caipiras mais ‘encorpados’ que os comuns, os canelas-secas. Há espaço para 10 mil aves. Elas serão abatidas com 120 dias de vida e peso de 2,3 quilos a 2,6 quilos”.

O Veloso é uma comunidade quilombola que reúne descendentes de escravos que fugiram das chicotadas em fazendas e minas de ouro na então vila de Pitangui, fundada em 1715. O povoado é carente de emprego e infraestrutura. Há ruas de terra e casas de reboco. Nem todas as moradias têm televisão, o que propicia uma cena curiosa: para assistir à TV, moradores se reúnem numa pracinha onde um aparelho é ligado às 18h. O projeto de criar frangos caipiras “encorpados” é a esperança de dias melhores para as famílias, que poderão contar com renda extra.

O empreendedorismo em comunidades quilombolas é o tema da quarta reportagem da série “A real abolição”, que o Estado de Minas publica desde quarta-feira. O engenheiro-agrônomo João Sebastião Viana Neto, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), acompanha o projeto no Veloso: “A raça label rouge tem carne saborosa e boa aceitação no mercado. Uma das propostas é comercializar a ave em bandejas de isopor. Para isso é preciso terminar o abatedouro, em acordo com as normas do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA)”.

O abatedouro será instalado em um dos seis galpões. “Outros quatro serão usados para criar os frangos. O último será a casa de ração”, explica Evanice, que preside a Associação dos Remanescentes de Escravos e Quilombolas do Veloso. Seu João Francisco de Lima, de 66 anos, está otimista com relação ao futuro: “As coisas vão mudar por aqui”. O início da criação das aves ainda depende de um financiamento em torno de R$ 200 mil. A comunidade negocia a verba com a Fundação Banco do Brasil. A expectativa dos moradores é de que o recurso seja liberado nos primeiros meses de 2014.

ALAGOAS Longe de lá, na Zona da Mata de Alagoas, outra comunidade quilombola já colhe frutos com o empreendedorismo. Trata-se do povoado do Muquém, em União dos Palmares, a 70 quilômetros de Maceió e onde moram cerca de 700 afrodescendentes. “Nossa principal atividade econômica é o artesanato feito com barro”, revela Aldo Delmiro Nunes, de 31 anos, presidente da Associação dos Remanescentes de Quilombo do Sítio Muquém. O artesanato no povoado é um ofício antigo, mas, há poucos anos, quando técnicos do Sebrae chegaram ao lugarejo, a atividade ganhou status de empreendedorismo.

“Aprendemos a calcular orçamento e lucro. Recebemos orientações de novas técnicas para retirar o barro e como usar o forno, necessário para uma das etapas do acabamento das peças. Também fomos incentivados a participar de feiras em capitais e a colocar nossos trabalhos na internet”, completou Aldo. Foi por causa da internet que dona Irinéia Rosa Nunes, de 66, negociou uma de suas peças com uma família nos Estados Unidos. Ela sente orgulho em dizer que vários de seus trabalhos enfeitam o interior de residências e empresas em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Maceió e até em outros países.

Dona Irinéia conta com a ajuda do marido, Antônio Nunes, de 73, para transformar o barro em artesanato. No ateliê da família há diferentes peças. Algumas homenageiam Zumbi dos Palmares. Outras lembram um triste fato ocorrido na comunidade no fim de 2010. “O Rio Mandaú transbordou, inundando tudo. Cinquenta e duas pessoas precisaram subir numa jaqueira para não serem levadas pela correnteza. Teve gente que subiu nos galhos com cachorros ou gatos numa das mãos. Foi uma aflição danada. Minha filha, a Mônica, subiu na árvore por volta das 18h30, quando (o volume) da água estava alto, e só desceu em torno das 3h30.”

Dona Irinéia, uma das artesãs mais experientes do lugar, tem uma clientela boa. Ela ainda recebe R$ 1 mil do poder público para ensinar o ofício aos mais jovens. Ana Beatriz Bezerra da Silva, de 18, começou na atividade há poucas semanas. E já faz bonecos, potes, cuscuzeiras e imagens de animais da fauna local. “Vendo as peças no galpão que a comunidade construiu.” No quintal de sua casa, enquanto prepara alguns bonecos de barro, a jovem dá dicas à criançada que planeja ganhar a vida, daqui a alguns anos, com o artesanato, como as amigas Samara e Ivânia, de 7 anos, Vitória e Viviane, de 11, e Ana Lúcia e Silvânia, de 10.

FEIRA O artesanato produzido no Muquém não é vendido apenas na comunidade. Nas segundas, quartas e aos sábados, os artesãos aproveitam a feira que ocorre em União dos Palmares para negociar suas peças. No local também são encontrados trabalhos feitos em outras comunidades quilombolas. Muitas começaram a apostar no empreendedorismo depois de auxiliados por instituições criadas para fomentar o desenvolvimento socioeconômico junto à população de afrodescendentes.

Em junho passado, o Sebrae e outros parceiros, como o Instituto Adolpho Bauer (IAB) e o Instituto Coletivo de Empresários Empreendedores Negros de São Paulo (Ceabra-SP), lançaram o programa Desenvolvimento e fortalecimento do empreendedorismo afro-brasileiro, cujo objetivo é estimular o desenvolvimento entre microempreendedores individuais pretos e pardos e em empresas de pequeno porte controladas por negros. Parte do público a ser beneficiado está em comunidades quilombolas.
A estimativa é beneficiar 1,2 mil empreendedores negros em 12 estados – Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Maranhão, Paraíba, Goiás, Amapá, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. A partir do próximo ano, os organizadores vão promover seminários estaduais e selecionar 500 modelos de negócios para fortalecer a chamada rede nacional de empresários microempreendedores individuais afro-brasileiros.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O olhar do visitante

 O olhar do visitante.

O título desta postagem bem que poderia ser: Novos Paulistas na Vila de Pitangui, pois o tema aborda sobre o fotógrafo André Gehringer, paulista de Jundiaí residente em Campinas, que esteve em Pitangui na semana passada, pela primeira vez. E, mesmo em um breve passeio de carro pela cidade o fotógrafo não teve dúvida ao avistar a igreja de São Francisco de Assis, parou e fez uns cliques certeiros. André é filho do Renato de Brito que trabalha na TVI de Pará de Minas e o informou sobre a histórica Pitangui. 

"Ele (o pai) comentou que a cidade tinha alguns casarões antigos e contou algumas histórias da cidade na época do ciclo do ouro. Achei interessante e numa tarde em que saímos para passear, com destino meio que aleatório, passamos por aí e também por Onça do Pitangui. Infelizmente, a passagem, acabou sendo rápida, e praticamente o tempo todo dentro do carro. Só desci mesmo, para fazer algumas fotos na igreja..."

Outro ângulo da capela.
Fotos: André Gehringer.

Tivemos acesso ao trabalho do Gehringer através do grupo Fotógrafos Amadores do Brasil, no Facebook (do qual vários pitanguienses fazem parte) aí estreitamos o contato e, com a permissão do autor, reproduzimos as suas fotos. O paulista gostou da cidade e expressou a sua impressão:  

"O que posso te dizer, é que achei interessantes as histórias e as construções mais antigas. A única "pena" é que parece que não houve tanta preocupação em preservar a arquitetura original, o que acabou deixando algumas construções centenárias, isoladas, no meio de outras mais recentes".

Ao fotógrafo, obrigado pela visita e pelas fotos, aguardamos novos cliques nos próximos retornos à Pitangui. Quem sabe sai uma exposição para os 300 anos em 2015?

domingo, 10 de novembro de 2013

Outros 300 e os Daqui de Pitangui

 A cidade se aconchega ao sopé da serra da Cruz do Monte. 
Foto: Dênio Caldas.

Seguindo a linha do "pensar globalmente e agir localmente" reproduizimos uma postagem do blog parceiro Direto de São João Del Rey (publicada em 8/11/13) que relata e retrata, com maestria e simplicidade, as belezas da 4ª Vila de Minas que completa 300 anos no próximo dia 8 de dezembro. Convidamos você leitor(a) a conferir o texto abaixo que, do barroco ao contemporâneo, nos traz um leque de possibilidades perfeitamente aplicáveis aos festejos dos 300 anos da nossa Pitangui.

Arte: Luis Cláudio.

1713 - 2013 . Contagem regressiva: faltam 30 dias para os 300 anos da Vila de São João del-Rei

Daqui a exatos 30 dias, no dia 8 de dezembro, São João del-Rei estará vivendo uma data especial: os 300 anos da elevação do Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar do Rio das Mortes à condição de Vila, com o nome de São João del-Rei. A quarta vila instituída na Capitania de Minas Gerais homenageia, no nome, o rei sol Português, Dom João V, soberano daquela época. Sua esposa, Mariana, havia sido homenageada nomeando a primeira vila de Minas. Na Casa de Câmara e Cadeia daquela cidade existe, até hoje, em pintura, um retrato de cada um deles. A programação comemorativa do tricentenário é longa e vasta. Além dos eventos pontuais já realizados este ano, se tornará mais intensa a partir do dia 22 de novembro, com uma jornada de educação patrimonial. Mas a partir do dia 2 de dezembro, vários eventos acontecerão todo dia, até encerrar-se no dia 6 de janeiro, com o já tradicional Encontro de Folias de Reis. Do barroco ao popular, do erudito ao artesanal, da fé à festa, do sagrado ao profano, do acadêmico ao afetivo sentimento. Assim é a programação que comemorará os 300 anos da Vila de São João del-Rei. E mais: ela tem a cor e tom local, pois os eventos, em sua grande maioria, são produzidos por são-joanenses e têm a simplicidade que brilha nos olhos de nosso povo e salta em flor dos velhos muros de pedra e cal. Apesar de mais condensados no centro histórico, alguns eventos chegarão também ao bairro de Matosinhos, inclusive na igreja moderna, que substituiu à colonial. Mas bem que poderiam abraçar outros braços do cruzeiro que é São João del-Rei. Chegar ao Tijuco, subir para o Senhor dos Montes e para o Bonfim. A festa pode ser maior ainda e quem sabe esta parte ainda não revelada não venha a ser mais um grande presente neste aniversário? Bares, restaurantes, pizzarias, pubs e butecos (sim, butecos simples, esses de esquina) bem poderiam criar pratos, petiscos e drinks especiais sobre os 300 anos. E serví-los em festins, jantares e baladas temáticas. Os 300 anos da Vila de São João del-Rei são, antes de mais nada, 300 anos de nascimento do povo são-joanense como organização reconhecida pelo Estado. Portanto, é motivo para que a festa brote também da alma do povo, que pode participar pintando fachadas, mantendo limpa a frente de suas casas, cuidando dos jardins, colocando vasos de flores nas janelas, nas paredes e nas sacadas, caprichando na .iluminação externa de Natal. Pegando espontaneamente seus instrumentos e talentos para apresentá-los no meio da rua. Sejam canto, instrumento, artesanato, doces, quitutes, poemas, estórias, folclores, flores, crenças, saberes... Apesar dos eventos irem até 6 de janeiro de 2014, depois de 8 de dezembro de 2013, é bom ficar ligado. Aí então, inegavelmente, são outros 300! 
Fonte: http://www.diretodesaojoaodelrei.blogspot.com.br/2013/11/1713-2013-contagem-regressiva-faltam-30.html

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Coisas dos nossos quintais...


... que nos remetem à infância, às lembranças e ao aconchego da bucólica tricentenária Pitangui.
 



Fotos: Dênio Caldas.

"Riqueza é ter um espaço agradável dentro de casa, onde se pode ter contato com a natureza e uma bela vista. Luxo é ter tempo livre para usufruir com a família e amigos desta riqueza.
Aproveitem as riquezas gratuitas de Pitangui!"

(Sylvio Mário Bazonte - comentado esta postagem).

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Dia Nacional da Cultura

 Cultura: festa do povo (Lavagem do Bandeirante 2012). 
Foto: Léo Morato.

Neste 5 de novembro, Dia Nacional da Cultura, não poderíamos deixar de homenagear a todos aqueles e aquelas que fizeram, fazem e ainda farão cultura em Pitangui. Seja pela música, pela dança, teatro, cinema, artesanato, fotografia, gastronomia, literatura, folclore, tradições, religiosidade e pelas mais diversas formas de expressão, a cultura educa, traz alegria, mantém vivas as raízes de um povo e a identidade de um lugar. Salve, salve Pitangui, rumo aos nossos 300 anos!!!

Antigo projetor de Cinema.
Foto: Licínio Filho.


Cultura: mistura de gente, gêneros e cores (Carnaval 2008). 
Foto: Léo Morato.

domingo, 3 de novembro de 2013

Cotidiano Pitanguiense


 Subindo a ladeira.

Na postagem de hoje mostramos outro olhar sobre o cotidiano pitanguiense. Imagens que retratam um pouco da acolhedora cidade mãe do Centro Oeste Mineiro.
 
 
O centro histórico.

 
Sábado na rua do Pilar.

 
O doce chegando.

 
A lida diária.

 Passeio vespertino.
 
 
  Oração.
Fotos: Leonardo Morato e Dênio Caldas.