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sábado, 28 de fevereiro de 2015

O Centenário da Vó Paulina



Além dos 300 anos da instituição da Vila de Nossa Senhora da Piedade de Pitangui, a família Silva tem mais uma importante motivo para celebrar neste ano de 2015. Hoje a mãe, a avó, a bisavó, a tetravó Paulina da Conceição Marciano completaria 100 anos de existência.

Vó Paulina & Vô Wilson com os filhos Nazareno, Margarida, M. Raimunda e Nazaret.

Nascida em 28/2/1914 e falecida em 01/12/1972 a matriarca da família Silva, gerou 12 filhos (um deles faleceu recém-nascido), que originaram 29 netos, 38 bisnetos e 6 tetranetos, até agora, além de várias noras e genros. Portanto, neste dia 28/2/2015 aos 300 anos de Pitangui, a família está reunida em oração e com os corações em festa para lembrar a memória da Vó Paulina.

Vô Wilson & Vó Paulina.

Só os netos mais velhos é que tiveram o privilégio de conhecê-la, já que Paulina faleceu precocemente aos 58 anos. Mas pelo que escutamos e presenciamos de nossas mães, tios e tias a vó Paulina foi companheira fiel, prestativa e comprometida com o vô Wilson e com a família, deixando um legado de amor, simplicidade, união e ternura.


Vó Paulina.

Particularmente não a conheci nesta vida, apenas sinto a sua presença espiritual, então não vou ter muita coisa para contar, aliás, caiu um cisco no meu olho agora (coisa estranha né) então vou encerrando por aqui. Afinal, hoje é de festa, de comemorar o 1º Centenário de Paulina Marciano, com uma Missa solene às 10 horas da manhã na Capela da Penha. 

Fotos: álbum da Família Silva.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Tímido Zé, ou time do Zé?

Sô Zé Emídio de Castro.
Foto: Léo Morato 9/6/10.

Uma cidade não feita de só por suas ruas, praças, comércios e prédios públicos. Ela é feita sobre tudo por sua gente, seus costumes, suas histórias. E por falar nisso, quem não tem uma boa lembrança sobre a convivência com o Sr. Zé Emídio em uma das várias facetas deste cidadão de bem? Seja no futebol, na escola, na religião, no convívio social o Sô Zé sempre foi uma boa referência, principalmente para os mais jovens. Nesta postagem apresentamos mais uma crônica pitanguiense, que hoje aborda sobre o Zé Emídio.

 Clube Atlético Pitanguiense. Década de 1950.
Em pé: Sô Zé Emídio, Verinho, Lindolfo Giriza, Hermes, Arésio Palica, Sabará e Múcio do Cardoso.
Agachados: Cate do Ildefonso, Silas, Divino, Messias e Tarcísio Palica.

Por Paulo Miranda.

Não conheci menino de minha Velha Serrana que não enchesse a boca ao confessar seu sonho de jogar no time do Zé. O Zé, e esta abreviação bastava, eram muitos, mas o que se bastava, e contava, era o José Emídio de Castro, que acabava ficando mais sonoro como Zé Emílio, ou Zeemilho. E olhando bem essa forma final e cabal, me dou conta agora que parece até um nome holandês, daqueles do futebol-carrossel que encantou o mundo nos anos setenta, Jesus Cruyif! Tiraram o Brasil da reta e do treta com um show de bola na semifinal da Copa de 1974, apesar do nosso loirinho Marinho, que até apanhou do Leão, nada mansinho.

Então, vamos de Zeemilho. Um biafro, baixim, jeito de arrogante e puxa saco dos ricos. Podia-se falar, pensar ou cochichar o que se quisesse, mas o Zé era um laborioso, um virtuoso, um vitorioso, um ídolo, um pai - ou um tio, vai.

Seu time tinha mais branquinhos e mauricinhos, é verdade. Treinavam no campo do Atlético, o time da elite da cidade, o que no entanto, não impedia a ascensão de meninos da periferia ou de variada etnia. Contudo era mais por capricho, ressentimento ou impotência que se criticava o Seu Zé. Que ele se consolasse com o Zagallo, o Telê e até com o Rinus Michel, que tiveram também os seus dias aziagos.

E vitória em cima de vitória, de exibições de gala iam comemorando os meninos do Zeemilho. Havia uma constelação deles, uma geração se sucedendo a outra. Eu peguei o tempo do Tiãozinho, um Maradona antes do Dieguito, o Matosinhos, o Ivan, mais terrível que o Tostão do IAPI, o Derlúcio, um digno sucessor nacional pra Obdulio Varela... e muitos outros. E isso sem contar os que já haviam subido pro time titular do Atlético, ou só pras arquibancadas, pra agora ver a juventude de bola cheia.

Não nego que tentei lá minha sorte, abandonando temporariamente as peladas rueiras, botando chuteiras pra ver se embicava naquelas aclamadas fileiras. Mas não deu, apesar do esforço meu. Precisava classe, algo mais. E uma das poucas alegrias que experimentei com o Zeemilho de testemuha foi um jogo-treino em que meu time, já formado de dissidentes e de descrentes, fez um gol no time dele. E de cobrança de falta de meu pé direito. Vivi um carnaval, estava vingado e ainda arrastei mala. Por uns quinze minutos, se muito, entretanto.

Logo o seu Zé reorganizou o time, botou um reforço, justamente o Bis, meu ex-colega de grupo escolar, e pronto: com pouco tava liquidada a fatura, em favor deles: 2 a 1. Mas como aqueles quinze minutos valeram e me lavaram a alma naquele piso onde a poeira costumava chegar às canelas, e se afundar nelas.

Mas uma coisa aprendi com o Zé: como dar passes direcionados com o mínimo de erro. E lá o vejo, de botinas surradas, usando o lado interno do pé, sem que barro ou poeira interfiram na direção do chute. Simples, não? Ele gritaria com sua voz um tanto esganiçada, mas atenta, e mais atenta, a molecada.

E não sei como o Zé ainda achava tanto tempo para dar oito horas diárias na fábrica de tecidos, frequentar igreja e movimentos paroquiais de orientação de jovens, monitorar retiros espirituais, viajar nos fins de semana com seu esquadrão de ouro, parar no meio da rua para ouvir uma piada ou puxar uma orelha, cuidar da família que crescia a cada dia, atender curso noturno até se formar no colegial - e vai ver até que, no recreio, ainda querer fazer peru, comigo no meio.
Publicado originalmente em: http://www.recantodasletras.com.br/homenagens/5110403

 
                               
https://www.youtube.com/watch?v=HRTKFlONFLg

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

De lá do Batatal

Paisagens de Pitangui.
Fotos: Léo Morato / Dênio Caldas.

Nas imagens de hoje mostramos mais um ângulo da cidade, com destaque para os imponentes Casarão da Tangará e a Igreja de São Francisco de Assis.


Os tons de azul, branco e cinza deram um colorido diferenciado ao cenário pitanguiense naquele início de tarde no domingo de carnaval.

Os bastidores das fotos: os clicks foram feitos na descida do Morro do Batatal (durante os preparativos da Lavagem do Bandeirante) na Penha num bate papo com o parceiro Dênio Caldas que falou: "Olha esse ângulo, esta é a Pitangui que eu vejo"!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Os 300 de Pitangui



E por falar nos 300 anos de Pitangui, foram nomeadas Comissões para o desenvolvimento dos trabalhos históricos, culturais e sociais afins. Em janeiro noticiamos o evento promovido pela Comissão da Religiosidade, que abriu oficialmente os trabalhos do tricentenário. Na postagem de hoje divulgamos um vídeo sobre o evento, produzido pelo Renato Miranda, com a participação do Paulo Miranda, que tem sido frequente aqui no Blog Daqui de Pitangui. O documentário além de resumir fielmente o que foi a celebração constitui-se como um documento histórico para as futuras gerações. Viva a produção cultural made in Pitangui! 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A 6ª Lavagem do Bandeirante

Quarta feira de Cinzas no país. Depois de alguns dias curtindo o carnaval e olhando a cidade por trás das câmeras, estamos de volta para contar um pouco sobre a 6ª Lavagem do Bandeirante. Se tivesse que resumir em uma frase o evento deste ano, no tricentenário de Pitangui diríamos: Teve muito "bão"!
Para quem não conhece esta festa popular daqui de Pitangui, a Lavagem do Bandeirante, foi idealizada há seis anos pelo Vandeir Santos (pesquisador da história de Pitangui) e sob coordenação da equipe deste Blog, é realizada desde 2010 com o apoio e a participação de muitos. A proposta do evento é resgatar o carnaval de rua, promover uma atividade cultural com ênfase nas origens históricas de Pitangui, considerando que esta 7ª Vila do Ouro de Minas Gerais foi descoberta e povoada por bandeirantes paulistas, na primeira década do século XVIII. Ou seja, lavar a estátua do bandeirante é dar um banho na história de Pitangui!

A Lavagem vem se tornando tradicional no carnaval de Pitangui como um evento lúdico, cultural e acima de tudo bastante democrático haja vista a participação de pessoas de diversas idades, cores, crenças e classes sociais. Este ano o caminhão pipa não participou da festa e a novidade foi a utilização de uma mangueira acoplada a um chuveiro para dar banho no bandeirante com pouca água, em razão da seca.


A exemplo dos anos anteriores a festa aconteceu num clima de alegria, descontração e amizade e nenhum incidente foi identificado. Visando aprimorar as próximas edições deixamos o e-mail: daquidepitangui@gmail.com à disposição de quem queira apresentar propostas, sugestões e parcerias que contribuam para o planejamento e a realização da Lavagem do Bandeirante 2016.


Pela atuação voluntária e sem fins lucrativos deste Blog, a participação de colaboradores culturais, formadores de opinião e do público em geral é imprescindível para a realização do evento, portanto deixamos aqui o nosso muito obrigado a vocês que apoiaram e participaram de mais uma edição!

Apoio Cultural: Loja da Magá; Restaurante Varandão; Ótica Perfect (BH); Pitanguienses em Brasília; Quatri Comunicação; Célio Leiteiro; Alexandre, Neilvaldo e João de Barros; Cachaça Souza Paiol; Dep. Federal Newton Cardoso Jr.; Marcílio Valadares, Antônio Lemos (Prefeitura e Secret. de Cultura).


Apoio social: Lira Musical Viriato Bahia; Marco Antônio (Barrica); Jornalistas Ricardo Welbert, Paulo Henrique Lobato, jornal O Independente; fotógrafos Ricardo Caldas, Zé Alexandre e Vicente Oliveira. Radialistas Tina Barcelos e Acir Antão (Itatiaia).
Fotos: Blog Daqui de Pitangui.

Saiba mais sobre a Lavagem do Bandeirante em: https://www.facebook.com/lavagemdobandeirante?ref=aymt_homepage_panel

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Pitangui será homenageada no carnaval de Belo Horizonte

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Canto da Alvorada, homenageará Pitangui na passarela do carnaval de Belo Horizonte. Com o enredo "300 anos do Pays do Pitanguy", a Escola será a primeira a desfilar na terça feira de carnaval, às 20:00 hs, na Avenida Afonso Pena. Numa breve conversa com a diretora da Escola, Maria Elisa, ela nos relatou que os 300 anos de Pitangui pesou na escolha do enredo, pela importância da história da nossa cidade no cenário nacional. Segue abaixo um vídeo da entrevista da diretoria da Escola, no programa do Acir Antão da Rádio Itatiaia, no final de semana em que foi definido o enredo da Escola.



Vídeo: Dênio Caldas.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Carnaval dos 300 Anos

A Prefeitura Municipal de Pitangui informa que irá disponibilizar ônibus saindo do centro da cidade até o Parque de Exposições (local do evento), com saídas a partir das 21:30 horas e a entrada é franca (fonte: Prefeitura Municipal/facebook).

A programação do Carnaval de 2015 - Pitangui 300 Anos está bastante diversificada e promete casa cheia. Confira as opções da festa do Rei Momo em Pitangui e alguns serviços. Para saber sobre a disponibilidade de vagas nos hotéis e pousadas da cidade, acesse os links no final desta página. Venha se divertir e curtir um carnaval de paz a alegria, sem esquecer de economizar a água.








A Lavagem do Bandeirante acontece no bairro da Penha no domingo de carnaval à partir das 15 horas. O evento é uma realização do Blog Daqui de Pitangui, com o objetivo de promover o resgate do carnaval de rua, valorizando as tradições históricas e culturais da cidade. Para saber mais acesse o marcador de postagem Lavagem do Bandeirante e curta a nossa página no facebook:  https://www.facebook.com/lavagemdobandeirante


A SAP informa que no dia 17/02, terça- feira de carnaval, Pitangui será homenageada pelos seus 300 anos pela Escola de Samba Canto da Alvorada com o samba enredo "Os 300 anos do Pays do Pitanguy", desfilando no carnaval de BH, na avenida Afonso Pena, às 20:00h. Será a primeira Escola a entrar na avenida. Todos estão convidados a participarem!

OBS: a programação informada foi obtida nas redes sociais e está aberta para a inclusão e divulgação de outros eventos e serviços referentes a este carnaval. Deixe um comentário na postagem e ou envie um e-mail para daquidepitangui@gmail.com Bom carnaval!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

" Grupo Escoteiro Padre Belchior"

Na postagem de hoje apresentamos matéria publicada no jornal "Correio de Pitanguy", na segunda quinzena de outubro, de 1987, a respeito da criação do "Grupo Escoteiro Padre Belchior", em Pitangui, por iniciativa do Tenente Praxedes, da polícia militar, então lotado na cidade. Clique na imagem abaixo para ampliá-la e saber mais detalhes sobre os precursores do escotismo em Pitangui. 
Pensamos ser importante divulgar as ideias do escotismo, no momento em que um novo grupo está prestes a ser formado na cidade e merece o nosso apoio.





Para saber mais sobre a história do escotismo clique na imagem abaixo:


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A Rua do Alto

Rua Velho da Taipa.
Data e autor desconhecidos.
 
Seguindo a temática das ruas de Pitangui, publicamos mais uma crônica do Paulo Miranda, que comunga conosco sobre a importância de se registrar a história oral para a preservação da memória coletiva de Pitangui. E sobre este logradouro o Bocão já dizia (cantava): “Quem vem aqui neste alto, guarda saudades daqui. É a parte mais alegre neste nosso Pitangui. Vive, sorri e diverte-se com gente daqui e dali. Cantemos com saudade agora dos que se foram e ficaram para a história”. 
 
Estabelecimento na Rua Velho da Taipa.
Foto: Léo Morato - junho de 2014.
 
A Rua do Alto

Por Paulo Miranda.
 
Embora já nomeada e emplacada por ato solene da edilidade municipal da Velha Serrana, a rua Velho da Taipa continuava a ser tratada com mais familiaridade de rua do Alto. E não sem um bom par de razões: o povo não fora consultado e o município já tinha um distrito inteiro com esse nome, dotado até de estação ferroviária, às margens nada plácidas do caudaloso Rio Pará. E já bastava de homenagem ao Velho da Taipa, aquela figura quase mitológica em que se buscava converter um velho e sua taipa.

E como ficava no ponto mais alto da cidade, justamente a orlar a sua entrada - para quem viesse de Beagá - rua do Alto continuou sendo, e será. Com seu comércio de periferia, e casinhas a riviria, a rua se estendia, por quase um quilômetro eu diria, ou por meia milha, melhor conhecedor dela aduziria.

E dela, da rua do Alto, saiam as muitas artérias que levavam ao eixo mais central, ainda que descambado e descalibrado, daquele burgo que já fora em poesia e prosa cantado: a rua Nova, a São José, a da Paciência - esta última, calçada de pés-de-moleque a realçar sua colonial imponência. E havia também a rua do meretrício, logo ali naquele início de cidade pra mostrar que também o vício é de idade incerta, e de certa solenidade.

Contudo, a não ser a visita a algum parente distante, no sangue e no espaço, ou a um passeio bissexto, pouca gente se animava a sair de seu meio e bater pernas na rua do Alto. Comprar carne no açougue do Iracy - só pra ver o mostrador daquele relógio despertador cujo ponteiro estilizado era desenhado feito a perna de um jogador - do Flamengo! - com uma bolinha na ponta a fazer embaixadas até perder a conta? Ou tomar uma pinga com ristilo e estilo no bararmazém do Remundão, com a desculpa de comprar uma rapadura? Ou comprar pão quase artesanal do Zé do Santo? Nem portanto...

E no entanto, vez ou outra, por lá passei, e por que razões bem já nem sei. Cena que me chamava atenção então era ver emergir, dum lote vago, com uma casinha no fundo, quase suave, Maria-Ave, aquele homem com uma enorme cabeça, que por detrás de um tronco de árvore seca se escondia, tão logo o contato ocular do eventual transeunte num ajunte com seu dono se fazia, ele que na verdade não resistia espiar quem pela sua rua passasse, ele que, disforme, de casa sair nem podia. Na certa temia a caçoada, o assédio à sua figura mas, obstinado, o coitado, queria só ver a gente - e por detrás do toco, pra provar que não era louco. Nem um pouco.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Mais uma postagem do "Beira de Balcão"



Na postagem de hoje reproduzimos mais uma coluna "Beira de Balcão,
com os divertidos causos do Jonba. Clique na imagem abaixo para ampliá-la.

Fonte: Jornal Correio de Pitanguy, edição
2ª quinzena de outubro de 1987.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O Cinema de pé

A Praça Gov. Benedito Valadares.
 
Esta rara imagem foi "garimpada" pelo Vandeir Santos no acervo do Sr. Paulo Carvalho ex-Prefeito de Pitangui. Além da data (novembro de 1982) gravada no canto inferior esquerdo, duas coisas me chamaram a atenção nesta imagem: a aparente reforma do casarão da esquina que - entre as suas várias funções - abrigou o museu de Arte Sacra de Pitangui e o Arquivo Judiciário sob a tutela do Instituto Histórico de Pitangui (cujo acervo está em fase de restauro); e o prédio do saudoso Cine Pitangui que ainda está na lembrança de muitos pitanguienses.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Lavagem do Bandeirante 2015

Como já vem ocorrendo há cincos anos, na tarde do domingo, 15/02, às 15:30, estaremos todos na praça da Penha para darmos mais um banho na estátua do bandeirante. 




Este ano, em virtude da crise hídrica não poderemos utilizar o caminhão pipa, aproveitaremos a ocasião para conscientizarmos a população a respeito do uso racionalizado da água tratada.

Como não haverá caminhão pipa, este ano utilizaremos espuma em spray para animar a nossa festa. Esta espuma representou um custo a mais e desta forma os abadás não estarão disponíveis como nos anos anteriores.

O abadá custará R$15,00 e quem se interessar em adquiri-lo, deverá procurar o Rodrigo da Quatri até o meio dia desta segunda feira, 09/02. O pagamento será antecipado e os abadás estarão disponíveis no sábado.

Vandeir Santos


Pitangui e o carnaval de 1988

Na postagem de hoje apresentamos uma matéria publicada no jornal "Correio de Pitanguy, edição de fevereiro de 1988. A matéria, de primeira página, nos permite conhecer como era o carnaval em Pitangui no final da década de 1980. Clique na imagem abaixo para ampliá-la e ler o conteúdo da matéria, que contribui para o resgate da memória do carnaval em Pitangui. Tínhamos Escolas de Samba e blocos nas ruas. 



Jornal "Correio de Pitanguy", edição de fevereiro de 1988.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Valeu Zibinho!

 Pe. Euzébio e o Cristo.

Ontem tivemos uma perda irreparável, o nosso amigo Rafael Sânzio encerrou a sua missão por aqui. É até difícil de falar, mas o Sânzio - mais conhecido como Pe. Euzébio e carinhosamente chamado de Zibinho, Zibim, Euzébio - era um cara do bem e de bem com a vida, zem, amigo de todo mundo e muito inteligente. Em sua simplicidade tinha sempre uma sacada interessante, uma piada oportuna e um jeito ímpar de enxergar as coisas. Em sua (nossa) geração qual amigo não tem um caso pitoresco e uma boa lembrança vivenciados com o Pe. Euzébio?

Capela da Cruz do Monte.
Fotos do acervo e autoria do Sânzio. 
 
Vá com Deus meu (nosso) amigo! Que a sua passagem para o lado de lá seja tranquila e cheia de luz. Certamente estão precisando de um Farmacêutico foda que descubra o antídoto para curar as mazelas deste mundo.
 
Rafael Sânzio.
 
Representando o sentimento de todos que tive(mos)ram a oportunidade de ser seu contemporâneo, vai um recado do Rodrigo Peixoto (Roxo):
"Amigo, sem palavras para descrever o que estamos sentindo aqui. Toda uma geração que vc participou intensamente está muito triste com sua partida. Agradeço muito por ter tido o privilégio de ter convivido tantos anos com vc. Que Deus conforte toda sua família e todos nós que ficamos também".
 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O Sertão Oeste das Minas no século XVIII

A parte demarcada no mapa representa o sertão oeste de Minas Gerais no século XVIII.
Imagem disponível em:http://oestegerais.blogspot.com.br/2011/10/sertao-campo-grande-bambui.html,
acessado em 04/fev./2015.

A ocupação da região que viria a ser conhecida posteriormente como Minas Gerais teve início, a partir de finais do século XVII, quando bandeiras paulistas penetraram o território em busca de metais preciosos. Era um sertão a ser desbravado. Segundo a historiadora Marcia Amantino (2008, p. 33)


Etimologicamente, sertão é um local inculto, distante de povoações ou de terras cultivadas e longe da costa. É oriundo do radical latino “desertanu” que se traduz como uma ideia geográfica e espacial de deserto, de interior e de vazio. Em fontes de procedências variadas, o fato de o sertão ser identificado enquanto um deserto remete sempre à noção de que era vazio de elementos civilizados.


Muitos viajantes e desbravadores tentaram definir o que era o sertão das Minas Gerais. Amantino (2008, p. 38) nos apresenta algumas dessas definições, como a feita pelo botânico Saint-Hilaire:


O nome Sertão ou deserto não designa uma divisão política do território; não indica seção de espécie alguma; é uma espécie de divisão vaga e convencional determinada pela natureza particular do território e principalmente pela escassez de população. O Sertão compreende nas Minas Gerais, a bacia do São Francisco e dos seus afluentes, cerca da metade da província de Minas Gerais (Saint-Hilaire, 1975, p. 20).


Ou recuando até a segunda metade do século XVIII apresenta a definição feita por Domingos Couto:


Chamam-se Sertões nesta capitania as terras que ficam pelo seu interior desviadas das povoações das Minas, e onde não existe mineração. Uma grande parte porém d’esses sertões  é formada pelas terras chans, que ficam da outra banda da grande serra e ao poente d’ella: o rio de São Francisco corre pelo seu centro e recebe águas por um a outro lado de ambas as suas extremidades. (AMANTINO, 2008, p. 38-39).


O sertão oeste mineiro englobava a região do Campo Grande, “[...] área pertencente à comarca do Rio das Mortes, e parte da comarca de Sabará. Este sertão também era conhecido como a ‘Região do Campo Grande’.” (AMANTINO, 2008, p. 40). Neste sentido, podemos apontar Pitangui dentro destes limites geográficos. Porém, essa região era povoada por indígenas, quilombolas, vadios, bandoleiros, além dos grupos que se fixaram na região, atraídos pela mineração e outras atividades formando os primeiros arraiais.

Ao mesmo tempo em que era uma região atrativa aos interesses coloniais, apresentava problemas de difícil solução para a época, ou seja, a presença e, consequentemente, a necessidade de controlar grupos nada propensos a colaborar com a metrópole, ou mesmo com as elites coloniais. O controle sobre esses grupos passava necessariamente pelo estabelecimento de um corpo de ideias negativas a respeito dos mesmos, justificando, assim, seu aniquilamento. (AMANTINO, 2008, p. 51).


Os constantes ataques de grupos indígenas aos povoamentos fazia com que muitas pessoas desistissem de permanecer na região. Para combater este problema e ainda resolver o problema da ausência de mão de obra suficiente, as autoridades coloniais permitiam que os colonizadores empreendessem as “guerras justas”. “Em Minas Gerais, o uso de armas contra os índios estava autorizado caso estes atacassem ou interferissem na colonização. Os que sobrevivessem poderiam ser transformados em cativos e entregues aos que lutaram contra os ‘desmandos’ do grupo [...]” (AMANTINO, 2008, p. 74). Os índios apresados eram chamados de carijós, esse termo era usado para diferenciá-los dos escravos negros.

Além dos ataques de índios e quilombolas, os colonizadores do sertão ainda sofrem a opressão do fisco português, fato que geravam insatisfações e revoltas, que, por sua vez, afastavam as pessoas da região, despovoando-a. Para tentar conter a debandada no sertão oeste mineiro, “em 1718, o Conde de Assumar, perdoava os amotinados da Vila de Pitangui, com receio de que a região se esvaziasse novamente [...]” (AMANTINO, 2008, p. 86), o que favoreceria aos quilombolas e indígenas. Além do perdão, os amotinados receberiam privilégios, como a diminuição dos impostos sobre os escravos negros e os índios cativos (carijós), conforme o documento oficial:

Concedo a todos, tanto a uns como a outros [amotinados e pessoas que quiserem ir para Pitangui], uma cobrança de quintos com suavidade, sendo que os novos moradores da vila que tiverem mais de dez negros ou carijós, nos próximos dois anos, só pagarão metade dos quintos; serão dadas aos novos moradores que tiverem família, por sesmarias ‘in perpetum’ a eles e seus descendentes, terras para suas lavouras. (AMANTINO, 2008, p. 86).


Apesar da decisão manifestada no documento citado acima, o clima de tensão permaneceu na vila de Pitangui. Joaquim Gomes da Silva (1995, p. 12) assim descreve aqueles acontecimentos:

Todo o ano de 1719 correu revolto e cheio de perniciosas intrigas, nascidas principalmente da irregularidade com que se ocupavam as terras minerais.
O povo pouco respeitoso à justiça que então principiava a conhecer-se em um país nascente, auxiliado por alguns poderosos descontentes, levou seu arrojo a fazer sair da terra o Brigadeiro de auxiliares e assassinou violentamente a um dos juízes ordinários, Manoel de Figueiredo Mascarenhas.


Em 1720 outros juízes foram nomeados para aquela vila para “corrigir e castigar as discórdias antecedentes que ameaçavam arruiná-la.” (GOMES DA SILVA, 1995, p. 12). Liderados por Domingos Rodrigues do Prado, grupos armados locais entraram em choque com as forças metropolitanas que seguiam em direção àquela vila para garantir a posse dos novos magistrados. No confronto tombaram homens de ambos os lados. O conflito não evitou que os novos juízes assumissem seus cargos.


Com a chegada do Corregedor e devassa que precedeu, desertaram os revoltosos, internando-se pelos sertões de Goiás, que principiava a descobrir-se, sendo um dos chefes da revolta Domingos Rodrigues do Prado, homem poderoso, de grande séquito, dotado de prendas que o recomendavam, como a de muito valor e experiência em penetrar sertões e conquistá-los para descobrimento de ouro. (GOMES DA SILVA, 1995, p. 12)


A presença de quilombos também era vista como uma ameaça. Há registro de 1767 da existência de um quilombo em Pitangui. Nele foram encontradas “roças de milho, feijão, algodão, melancia e outras frutas” (AMANTINO, 2008, p. 128). Ao que parece, esse quilombo foi destruído por tropas “que deram sobre os ditos negros que passaram ao número de trinta que se fez presa de seis, e como estes resistiram no conflito mataram o chamado rei e o capitão destruindo catorze ranchos de capim e plantas de roça.” (AMANTINO, 2008, p. 133).
Outro problema que ocupava as autoridades coloniais em Minas Gerais era a presença de desocupados, vadios, que também representavam uma ameaça.


O vadio, qualquer que fosse a sua cor, era a personificação do perigo. Perigo talvez maior que o provocado pelo quilombola, porque este estava nos matos, escondido nos sertões. O vadio, ao contrário, vivia nas vilas, nos centros urbanos, cometia ataques à população e somente quando precisava escondia-se nos sertões. Daí sua ameaça em potencial à sociedade. Através de sua não aceitação ao trabalho e ao domínio, colocava em risco a disciplina e a hierarquia, fundamentais ao controle social de uma região por si só bastante explosiva. (AMANTNO, 2008, p. 114).


Os elementos identificados como vadios eram, geralmente, homens pobres que percorriam os sertões de Minas Gerais em busca de esmolas e donativos, que eram gastos com bebidas; praticando pequenos furtos; vivendo de jogos. “Para as elites mineiras, o vadio era o miserável que além de nada possuir esbanjava o que conseguia porque era um desregrado total.”. Em carta datada de 30 de dezembro de 1769, a Câmara de Sabará comunicava ao Conde Valadares outro problema relacionado à vadiagem: “o aproveitamento por parte dos vadios dos benefícios advindos com a religião. Através dela, conseguiam perambular pela capitania, obtendo esmolas que eram gastas em atividades profanas.” (AMANTINO, 2008, p. 115). Eis um trecho do documento:

Não obstante a Providência que para a pública utilidade foi sua Majestade servido dar com a proibição dos pedidores para quaisquer santos com caixinhas e oratórios portáteis. Se tem introduzido nestas minas a este respeito vários abusos bem prejudiciais ao público e abomináveis pelas ruins consequências que todos os dias se estão experimentando. Um deles é o costume de ser expedida de uma para outras freguesias uma bandeira com o título do Divino Espírito Santo acompanhada de 4 ou 5 homens que chamam foliões que para uma só festa que fazem em cada um ano correm por toda esta capitania e ainda pelos Sertões que podem chegar e são tantos os pedidores que muitas vezes em um só lugar se contam 4 e 5 bandeiras com aquelas companhias ou uma semana de diversos distritos e freguesias. Para estas companhias ou para servirem de foliões só se procuram aqueles homens que por desocupados se podem reportar por vadios, os quais Poe algum ajuste ou de ordinário pelo interesse de certa parte das mesmas esmolas andam vagando por onde lhes parece e com o descaramento de desconhecidos em qualquer terra fazem muitos distúrbios. E despendem as esmolas que tiram em usos profanos e excessivos absurdos e que parece evitaria se ao menos os tais pedidores não fosse permitido saírem em tal diligência fora de suas freguesias. (AMANTINO, 2008, p. 115).

Havia também os gandaeiros, termo usado para identificar negros escravos e forros, que percorriam vilas e freguesias, com o consentimento de seus senhores – no caso dos escravos – das regiões auríferas em busca de jazidas minerais. “Os escravos gandaeiros atuavam com notável mobilidade espacial, permitida por seus senhores, que os tinham como jornaleiros ou faiscadores. Eles deviam circular principalmente nos arredores das vilas, indo de uma freguesia a outra, apesar da repressão dos poderes coloniais.” (ANDRADE, 2008, p. 172).
Esta mobilidade concedida aos escravos gandaeiros, não era vista com bons olhos por alguns setores dominantes. O bispo do Rio de Janeiro, percorrendo as Minas Gerais, ao passar pela freguesia de Itatiaia alertou o pároco local “sobre os ‘ajuntamentos de negros, que com instrumentos fazem festas de noute e de dia, nas quaes, mais fazem a vontade do Demônio do que se divertem e dellas só tirão ofensas graves que fomentão com o título de divertimento’”. (RODRIGUES, 2004, p. 152 apud ANDRADE, 2008, p. 173).
Estes escravos e negros alforriados, assim como os pobres livres, também percorriam os sertões mais remotos, mantinham laços de amizade e parentesco entre si, configurando uma rede de convivência e partilha de informações e materiais. Devido aos constantes deslocamentos dependiam do pequeno comércio para obterem os gêneros de primeira necessidade. Muitos mantinham contato com os habitantes de quilombos ampliando ainda mais a rede de ajuda mútua.
Assim se configurava o cenário da ocupação do sertão oeste de Minas Gerais no século XVIII, região de conflitos, riquezas e pobreza, de relações sociais diversas que contribuíram para o povoamento daquele espaço.

Licínio de Sousa e Silva Filho
Historiador
Mestre em Educação/UFV





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
AMANTINO, Marcia. O mundo das feras: os moradores do sertão oeste de Minas Gerais –Século XVIII. São Paulo: ANNABLUME, 2008.
ANDRADE, Francisco Eduardo de. Viver à gandaia: povo negro nos morros das minas. In: PAIVA, Eduardo França; IVO, Isnara Pereira (Orgs.). Escravidão, mestissagem e histórias comparadas. São Paulo: Annablume, 2008.
SILVA, Joaquim Antonio Gomes da. Escavações ou apontamentos históricos sobre a cidade de Pitangui. Divinópolis: Artes & Gráfica J. Reis, 1995.







quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Festa de Conceição do Pará

Embarque rumo à Festa de Conceição do Pará.
Autor desconhecido.

Sem ter que pensar muito, quem não tem uma boa lembrança, imagem mental ou um causo pitoresco sobre a Festa de Conceição do Pará? Nesta postagem o conterrâneo Paulo Miranda tira mais um coelho da cartola, ou da cachola?

Antigo pontilhão de ferro sobre o Rio Pará.
Autor desconhecido.

Imaculada Conceição


Uma ida à Conceição do Pará era o sonho de toda a garotada. Verdade é que se tinha que estar pronto para enfrentar o calorão desgraçado, ou na sua ausência, chuva, com aquele barro pra todo lado, mas ao fim, saía-se compensado, mesmo que o rosário de problemas tivesse apenas começado.

Naqueles anos cinqüenta, sessenta, o trem era a condução, até ir dando paulatinamente lugar aos ônibus, carro e caminhão. Mas que delícia - e risco - era a perspectiva de se tomar o carro aberto, e ir margeando o rio Pará, ele abarrotado das águas de verão, transbordando e dando força e viço à vegetação. Mais à beira da linha, era erva cidreira quase a viagem inteira, e até hoje aquele passado bem cheira.

O local da festa, onde se reuniam os romeiros era uma decepção: uma praça coberta de grama com umas poucas árvores, e menos casas ainda, tendo ao fundo uma igrejinha, que de capela passava, mas só uma beiradinha. E ao seu interior chegar, só na sorte, ou na pirraça.
Ainda que cheia de graça.

Mas era aquele sacro pedaço o sonho e a obrigação de todo peregrino, homem, mulher e menino. Senão, não tinha valença - e muito menos, a "bença". É que havia gente demais para um dia só, aquele 8 de dezembro dedicado à Imaculada Conceição. E costumava haver missa campal, já que a igrejinha não comportava reunida aquela fé demais exibida.

As poucas casas espalhadas pela praça, ou as extensões de suas cobertas, transformavam-se em casas de pasto, servindo uma refeição simples, que mal dava pro gasto. E o preço era de ocasião, pois ela é que faz tanto o bom como o mau ladrão. E ainda nem se via a cor do feijão.

E na poeira ou em meio ao barro espalhavam-se as tendinhas de camelôs e essa é que era a meca da gurizada, vendendo em geral coisas simples, mas como eram valorizadas: das balas coloridas cabo-de-guarda-chuva, duras feito cama de viúva, aos apitos de
barro, esses já um pouco mais macios.

Invariavelmente, o maior sacrifício era beber água, pois não tinha por lá a Caxambu e muito menos a Evian: ou se levava de casa ou se fazia aquela fila comprida para tomá-la na bica. O pior momento não era quando se falava que correra em pastos e que dela muito boi tinha lambido, ou pior ainda acontecido. Não, o pior é quando ela chegava à boca e se recusava a descer goela abaixo, de tão morna e "saloba".

Mas cumpria fazer aquele sacrifício, era de ofício saciar o sacro orifício, depois de tanto doce e tanto suor sob aquele sol de rachar taquara.

Duma feita, fomos em família, tendo tomado todas as precauções. Ou quase todas elas. Levamos sanduíches numa lata, água no cantil e até o punhal de papai para desestimular algum imprevisto que o manto da Santa Padroeira não cobrisse. Mas o que faltou, ou melhor, o que sobrou, foi termos a companhia do fazendeiro e vizinho um certo e demasiado perto, Chico Moreira que não só acreditou na idéia da multiplicação dos pães, assim como, como convidado de última hora, escolheu o mais graúdo dos sanduíches. Dando é que se recebe. Concebe?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Se essa rua...




 
...se essa rua fosse minha



eu mandava eu mandava...


(   )    Ladrilhar
(   ) Desasfaltar
(   )    Restaurar
(   )         T.A.A
(   )         N.D.A
(   )        Outros
 
A charmosa Rua Pe. Belchior.
Fotos: Leonardo Morato 2015.