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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Festa no céu

Baile de Carnaval no O Pote - 2011.
 
Com muito pensar recebemos ontem, 29 de junho, a notícia do falecimento de um grande músico pitanguiense, o Delan,! Filho do Zé Norberto, de família de músicos tradicionais de Pitangui, um cara gente boa. Por isso, a partida do Delan deixou a cidade triste, menos musical. Será que o nosso amigo foi convocado para tocar o seu contra baixo no forró de São Pedro?
 
 Serenata dos 300 anos, madrugada do dia 9/6/2015.
 
Daqui, desejamos lhes um bom lugar, Delan. E fica na memória as boas lembranças e a sua musicalidade que é atemporal. Vá com Deus primo e tocai por nós! À família o nosso abraço fraterno.
 
Serenata dos 300 anos, madrugada do dia 9/6/2015.
Fotos: Arquivo do Blog Daqui de Pitangui.
 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O grande São João de Campo Grande

A festa em homenagem a São João Batista esse ano foi um sucesso de público, milhares de pessoas se fizeram presente e tornaram o povoado ainda mais pequeno para tanta gente. A cobertura que a festa tem tido pela mídia televisiva (esforço do jornalista/escritor Ricardo Welbert) ampliou a divulgação do evento e quantidade de visitantes superou as expectativas. O excesso de pessoas expôs as deficiências da estrutura que havia sido montada e o que precisa ser feito para diminuir as criticidades nos próximos anos.

Bandeira de São João - Foto: Vandeir Santos

População carregando o mastro - Foto: Vandeir Santos

Eu acompanho a festa há praticamente 40 anos quando meu pai ressuscitou o evento que então passava por uma fase de relativo abandono. Foi iniciativa de meu pai contratar a banda de Ibitira que ainda hoje anima a festa, bem como o espetáculo pirotécnico. O povoado não tinha luz elétrica tudo era iluminado na base do lampião e quem quisesse poderia montar em um burro e ter o momento eternizado em um monóculo, um contraste com as centenas de celulares que hoje não só fotografam como também filmam o bonito colorido dos fogos de artifício. O campo ficava lotado com dezenas de ônibus que traziam visitantes de várias cidades.

Público esperando pelo show pirotécnico - Foto: Vandeir Santos

Foto: Vandeir Santos


Foto: Vandeir Santos

A fogueira de 23,5 metros começa a pegar fogo - Foto: Vandeir Santos


Foto: Vandeir Santos

Tendo acompanhado as mudanças pelas quais passaram o povoado e também a festa, me sinto a vontade para fazer alguns comentários que julgo pertinentes, pois vejo que o evento tende a assumir proporções cada vez maiores e a falta de organização pode vir a prejudicar a festa como já aconteceu no passado.

Missa - A ideia da missa campal resolveu o problema da lotação limitada da capela onde muitos tinham de ficar do lado de fora. Por outro lado há de se levar em consideração que para os fiéis de mais idade é complicado ficar ao relento durante tanto tempo já que a missa demora mais que o convencional. Seria interessante que se fizesse uma cobertura.

Show - O forró era uma tradição da festa, no começo era feito nas salas de aula do grupo, o som era composto de sanfona e violão/viola. O que se viu esse ano foram shows de sertanejo universitário que agrada somente o público jovem. Seria interessante que fosse mantido o forró, pois trata-se de uma característica tradicional da festa. Outro ponto que poderia ser observado é o posicionamento do palco. O som é muito alto e como é um vilarejo pequeno não é conveniente que que os moradores tenham a sensação de ter uma caixa de som ligada dentro da própria sala. O certo seria um palco voltado para o campo de futebol.

Trânsito - O uso do campo para shows poderia tornar mais crítico a questão da falta de vagas de estacionamento, detalhe que já se tornou evidente em anos anteriores. Vários carros ficaram travados sem conseguir sair do povoado, presos em ruas estreitas com veículos tentando se locomover nos dois sentidos. Para resolver o problema deverão ser criados além dos estacionamentos, sentidos obrigatórios para que não haja trânsito em sentidos opostos. Em determinado momento havia um veículo com som automotivo tocando funk e competindo com o show, seria conveniente que o acesso a esse tipo de veículo seja bloqueado. 

Fogueira - A grande altura da fogueira se tornou marca registrada, mas convém que não exceda os atuais 25 metros uma vez que os riscos aumentam na mesma proporção da altura. Por uma questão de segurança hoje já não se pode mais se aproximar da fogueira como se fazia no passado quando alguns chegavam a dormir ao redor dela.

Banheiros - Mesmo com a reestruturação do centro comunitário e a construção de novos banheiros ficou evidente que existe a necessidade de construção de mais unidades, principalmente os de uso feminino.

Bar - O guichê de venda de fichas precisa de ampliação bem como o balcão de atendimento e quem trabalha nessa área tem de ter um bom nível de agilidade.

Fica aberto o espaço nos comentários para que os leitores colaborem com opiniões para melhorar a mais tradicional festa junina de Pitangui.

Abaixo a matéria exibida no MGTV:




Abaixo a matéria exibida no MG Rural:




Vandeir Santos


terça-feira, 28 de junho de 2016

No cotidiano da cidade


 
E por falar em pequi, abordado aqui em uma matéria na semana passada, fizemos este vídeo, mostrando o dia em que este fruto do cerrado foi adquirido e preparado em nossa cozinha de lenha em Pitangui. O pequeno documentário destaca o trabalho de Dona Maria do Carmo, que colhe o pequi na região de Vargem Grande e comercializa em Pitangui. Aperte e play e confira, são só 3 minutos e meio.

domingo, 26 de junho de 2016

Visitas no quintal


Nos quintais de Pitangui temos o privilégio de poder apreciar o vai e vem dos pássaros, borboletas, insetos e outros bichos atraídos pelas frutas e flores.

 
Nos finais de semana e feriados, quando um tempinho livre pode ser aproveitado, é bom ficar na varanda e andar pelo quintal. E sempre acompanhado de uma xícara de café faz bem apreciar o movimento destes seres que só se preocupam com o essencial. Bom domingo!
 
 
 




Fotos: Léo Morato.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Arroz com Pequi, na lenha.


Em se tratando do  Caryocar brasiliense camb, vulgo pequi, não tem meio termo, ou você gosta ou não gosta, agrada ou desagrada, não é mesmo? E a dica de hoje é  o Arroz com Pequi, um prato típico de Pitangui e de outras regiões onde este fruto do cerrado é encontrado, mais comumente entre dezembro e fevereiro. Para elaborar esta iguaria a receita é bem simples, a porção sugerida serve em média a 6 pessoas.

 
Ingredientes: 1/2 quilo de arroz, 25 a 30 unidades do pequi, uma cebola grande, 1/2 cabeça de alho, sal, tempero a gosto, cheiro verde (cebolinha, salsa ou coentro), uma pequena quantidade de óleo ou gordura de porco e água.


 
Modo de fazer: acender o fogão a lenha, colocar uma panela sobre a trempe, dourar o alho e a cebola (picados) no óleo, acrescentar o sal, tempero, o arroz e o pequi. Colocar a água até cobrir os ingredientes, acrescentar o cheiro verde, misturar e deixar ferver por 30 minutos aproximados (acrescentar mais água ao longo do cozimento). Tirar a panela do fogo, deixar esfriar um pouco (acrescer mais cheiro verde) e servir com o aperitivo de sua preferência reunindo os amigos e familiares. Bom apetite!
 
 Fotos: Léo Morato.
 
Obs: O frango caipira combina bem com este prato e pode ser preparado à parte, ou ser frito e acrescentado ao cozimento do arroz.

 

sábado, 18 de junho de 2016

Horário de Verinho

Mais uma aí? (Verinho).

O bar do Verinho tem dessas coisas, propiciar uma viagem pelo tempo e pelo espaço, fazendo associação a lugares e lembranças. Não, não estou me referindo aos efeitos etílicos da cerveja, da pinga amarela ou da carne de panela. Falo dos encontros e reencontros, dos velhos e dos novos casos, dos antigos amigos e das histórias compartilhadas e recordadas. E quem nos fala mais sobre esses devaneios do pensamento é o amigo e conterrâneo Paulo Miranda.

Sábado, horário de Verinho.
 
Va pensiero...

Tomada ali naquela movimentada e no entanto tão acolhedora esquina
onde se situa o Bar do Verinho - ou Bardo Verinho, que o faria plena
poesia? - a cerveja parece liberar mais depressa os eflúvios etílicos.

E como se conjugam tão bem com as esperanças dos hebreus no cativeiro
de Nabucodonosor, cujo canto, Giuseppe Verdi soube tão bem capturar em
sua obra-magna, como aliás magnas parecem ser todas as óperas desse
genial italiano, que teve a sorte de ir-se para a eternidade antes que
a primeira grande guerra chegasse ao solo europeu. E foi uma comoção a
sua partida, toda Itália piangendo, dolorida. Mas e se houver outra
vida?

E Verinho evoca - com o porre alheio - a belezura dessa ária, Va
pensiero, vai pensamento, ébrio à terra hebréia, sobrevoa campos,
colinas, o Jordão, terras ancestrais...O pensamento, nem a ditadura
segura. E disso, embora de nome Brilhante, parece que o coronel Ulstra
não se dava conta. E dá-lhe porrada...

Ver o vero Verinho imergir na doce música de Verdi, faz a gente dar
uma folga aos nossos sertanejos, MPB, sambas, funks e até mesmo o
tango dos hermanos, geralmente tão denso, tão trágico, e renovar a
letra da bella Itália, que nos inspira, até a quem conspira:
...Oh, mia patria, si bella e perduta (Oh pátria minha, tão bela e perdida...)

 "Filial" do bar do Verinho - Rossil, Lisboa.
 Fotos desta postagem: Léo Morato.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Crônica de Paulo Miranda sobre a solenidade de entrega da "Medalha Comemorativa dos 300 Anos de Pitangui".



Baila comigo esta noite?

O cenário desperta - e na certa, não deserta - paixões de outrora. A música é bem suave, não é aquela possante vibração dos tempos de Norberto e seus meninos. Mas eles estão lá, sentadinhos, e vale a pena a espera. É noite de celebração, sob a regência do Dr Walter Colombarolli, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, sediado em Beagá. E a assessorá-lo uma nobre escritora, cativa adotiva cidadã desta Velha Serrana e a indefectível Zezé Valério, decana educadora, e entre outros chapéus, Presidente do Instituto Histórico de Pitangui.

E que noitada. É a da outorga da medalha comemorativa dos trezentos anos de Pitangui, já iniciada na própria sede do IHG de MG, em novembro último. Não é possível nomear aqui uma relação completa de tantos recipiendários dessa preciosa e cobiçada comenda.

Mas vamos lá: Cristina, curadora do Centro Cultural de Velho da Taipa, município vizinho de Conceição do Pará, com quem condividimos o caudaloso rio Pará, e um rio de histórias comuns; Dinho da Bia, amigo vizinho de infância, contrabaixista do Norberto, do Labareda e animador de tantas serestas, e que revelação para a maioria dos presentes: é Romualdo o seu nome de pia, e de pai, também Romualdo; Wellington Lima, Cabrito para toda uma ou duas gerações, cantor intérprete de tantas emoções; Reinaldo Rohr, músico de nascença, sem cura ou curé possível pra essa sua doença, amigo desde as primeiras investidas nas peladas de rua...

O Edílson, diretor do jornal O Independente, clamor há vinte e seis anos
da voz de nossa gente; Jorge Guerra Brasil, poeta, compositor, construtor e apaixonado das coisas e loisas de nosso torrão natal...Meu mano Tadeu, que, embora ausente, fez-se presente ao ser evocada sua passagem dinâmica e criativa pela presidência do IHP; um respeitável Senhor Vicente, pompeana nobre gente, cercado de parentes e descendentes, que nos deu a honra de sua presença...

E até eu, enfatiotado numa noite de sexta-feira para ser recordado de uma ação já quase meio-centenária: estava entre os assinantes - e hoje ainda entre os remanescentes viventes da Acta de Constituiçam do IH de Pitangui, naquele já remoto ano de 1968.

E mais houve: o lançamento dos livros de Marcos Barrica Faria, nosso Castilho de também quase meio século de guarda-valas, historiando nosso futebol; Welbert, o jovem jornalista da terra, descrevendo com maestria as povoações de nossa freguesia, e por fim, mas não último, o Professor Licínio, historiador, dedicando sua obra seminal sobre as representações cênicas em Pitangui, da tela ao teatro.

E Vandeir, o intrépido Indiana Jones de nossa Velha Serrana, tudo documetando...

E o antigo Clube de Pitangui, hoje dum rosa, a inspirar bailes doutrora, ora...


Paulo Miranda

terça-feira, 14 de junho de 2016

Entrega da "Medalha Comemorativa dos 300 anos de Pitangui" - Parte 2

A noite da última sexta, dia 10/06, foi muito gratificante para mim pois tive a oportunidade de ver homenageadas pessoas que contribuíram de forma positiva para o desenvolvimento de Pitangui de uma maneira espontânea e descompromissada. Foi o momento de reconhecer o esforço de pessoas como Nicodemos Rosa que divulga as belezas naturais da cidade para o mundo todo, recebeu diversos prêmios na internet e que nunca teve o seu talento reconhecido em Pitangui e que naquele momento se viu homenageado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Foi muito bom ver a satisfação de pessoas como Vicente Oliveira, Cristina Benícia, Dinho da Bia, Cabrito e outros, pessoas escolhidas por seus méritos e não por suas atuações políticas.
O evento permitiu ainda que o maior pesquisador da história pitanguiense, Silvio Gabriel Diniz, fosse homenageado através de seu filho Otávio Diniz, o qual se mostrou muito receptivo a possibilidade de reedição das obras de seu pai.
Junto com a entrega das medalhas ocorreu também o segundo lançamento do livro de Marcos Antônio Faria, De gol em gol - A história do futebol em Pitangui.


Composição da mesa: Hugo de Castro, Maria José Valério, Dr. Wagner Colombarolli, Marcos 
Antônio Faria, Marcelo Freitas e Regina Almeida - Foto: Vandeir Santos

Dr. Wagner Colombarolli, presidente do IHGMG recebendo a medalha das mãos de 
Hugo de Castro e Maria José Calderaro Valério Teixeira - Foto Vandeir Santos

Otávio Diniz, filho de Silvio Gabriel Diniz, e esposa recebendo a homenagem 
Foto: Vandeir Santos

Professora Adelan Brandão, sócia fundadora do IHP recebendo a Medalha 
Comemorativa dos 300 anos de Pitangui - Foto: Vandeir Santos

Licínio Filho recebeu a homenagem por sua atuação como membro do IHP, 
escritor e comunicador (gestor desse blog) - Foto: Vandeir Santos

O pesquisador da história pitanguiense, sócio do IHP e escritor Marcos Antônio Faria, 
Barrica, recebendo a Medalha - Foto: Vandeir Santos

O jornalista e escritor Ricardo Welbert recebendo a medalha das mãos de Maria José Valério 
e da Professora Regina Almeida, representante do IHGMG - Foto: Vandeir Santos

Hugo de Castro, presidente da Comissão de História dos 300 anos, sócio do IHP, Presidente 
do IHGP e do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, Artístico e Histórico de Pompéu, 
recebendo a homenagem. Foto: Vandeir Santos

O fotógrafo e divulgador das belezas naturais de Pitangui Vicente Oliveira recendo a medalha 
das mãos de Wagner Colombarolli e de Regina Almeida do IHGMG - Foto: Vandeir Santos

O músico Romualdo Pereira Filho (Dinho da Bia) sendo homenageado por sua contribuição 
ao desenvolvimento cultural de Pitangui - Foto: Vandeir Santos

O cantor e compositor Reinaldo Pereira de Souza (Rohr) recebendo a medalha em 
reconhecimento a sua contribuição cultural - Foto: Vandeir Santos

O músico e folclórica figura pitanguiense recebendo a medalha das mãos de 
Maria José Valério e Regina Almeida - Foto: Vandeir Santos

O mago das fotos, Nicodemos Rosa, recebendo sua medalha por sua contribuição na 
divulgação das belezas naturais de Pitangui - Foto: Natanael Lopes

Esta foi a segunda etapa da outorga e em uma terceira etapa daremos continuidade a essas homenagens, sempre buscando reconhecer pessoas que de fato contribuíram de forma positiva para o progresso pitanguiense.

Vandeir Santos