Seguidores

quarta-feira, 27 de julho de 2016

II Festival de Inverno de Pitangui

 Divulgação: Secretaria de Cultura de Pitangui.
 
O próximo final de semana reserva uma ótima opção lazer cultural para Pitangui e região, quando acontece o 2º Festival de Inverno da cidade. Com a participação de músicos pitanguienses de renome nacional e internacional, o evento terá como carro chefe o Jazz e a MPB conforme a divulgação veiculada. A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Cultura, acerta em promover o Festival divulgando a música e a gastronomia - atrativos culturais típicos e diferenciados de Pitangui tricentenária. Prestigie, participe!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Bastidores Daqui de Pitangui

 Atrás da notícia 2015.
 
A poucos dias do sétimo aniversário do Blog Daqui de Pitangui, que acontece no início de agosto, divulgamos alguns registros do nosso arquivo composto a partir de 2009. É nos bastidores onde (re)definimos os rumos e rotas, planejamos ir atrás da informação sobre os patrimônios e os talentos pitanguienses. E assim, com pouco tempo disponível, vamos tentando colaborar com o resgate da história, com a preservação e divulgação das tradições e com a valorização da memória coletiva de Pitangui. É isso o que nos move e nos diverte!
Rolé pela cidade 2009.


1ª Lavagem do Bandeirante 2010. 


Pelo cerrado pitanguiense.

 Filmagem com Nicodemos Rosa 2015.

Que os ventos de agosto tragam inspiração para continuarmos a lançar outros olhares sobre a Sétima Vila do Ouro das Gerais, agregando pessoas e ideias na continuidade deste projeto voluntário, apartidário e independente. Sugestões e participações são sempre bem vindas!

Cine Clube Olaria - UFMG 2014 (evento sobre Pitangui).

Equipe do Daqui de Pitangui 2016.
Fotos de arquivo.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Show de Ricardo Nazar lota Centro Social de Pitangui

Foto: Dênio Caldas

Ricardo Nazar
Foto: Licínio Filho
Ricardo Nazar
Foto: Licínio Filho

























No sábado, 23 de julho, Ricardo Nazar, acompanhado de uma superbanda, além de convidados muito especiais apresentou-se no Centro Social de Pitangui, em evento beneficente promovido pela Casa da Amizade.

Thiago Delegado (violão) e Ricardo Nazar
Foto: Licínio Filho
Luíza Lara, Ricardo Nazar, Renato Saldanha (violão) e Célio Balona (Acordeon)
Foto: Licínio Filho

Nazar trouxe a Pitangui músicas de seu mais recente álbum "Lida", além de desfilar pérolas compostas por Chico Buarque de Holanda. A casa estava cheia demonstrando que existe uma demanda reprimida para shows em ambientes fechados em Pitangui. Contrariando o dito popular o "Santo de casa" fez milagre.
Célio Balona, uma lenda da música instrumental mineira marcou presença no show de Ricardo Nazar, além de outros músicos de peso no atual cenário musical mineiro, com reconhecimento para além das Minas Gerais, como o  Cristiano Caldas (teclados), Renato Saldanha (violão), Milton Ramos (Contrabaixo), Thiago Delegado (violão), além da participação da cantora Luíza Lara.

Milton Ramos (contrabaixo), Thiago Delegado (violão)
e  Ramon Braga (Bateria)
Foto: Licínio Filho
Cristiano Caldas (teclado)
Foto: Licínio Filho

Thiago Delegado (violão) e Ramon Braga (bateria)
Foto: Licínio Filho
Célio Balona (acordeon)
Foto: Licínio Filho

Show de Ricardo Nazar lota Centro Social de Pitangui

Foto: Dênio Caldas

Ricardo Nazar
Foto: Licínio Filho
Ricardo Nazar
Foto: Licínio Filho

























No sábado, 23 de julho, Ricardo Nazar, acompanhado de uma superbanda, além de convidados muito especiais apresentou-se no Centro Social de Pitangui, em evento beneficente promovido pela Casa da Amizade.

Thiago Delegado (violão) e Ricardo Nazar
Foto: Licínio Filho
Luíza Lara, Ricardo Nazar, Renato Saldanha (violão) e Célio Balona (Acordeon)
Foto: Licínio Filho

Nazar trouxe a Pitangui músicas de seu mais recente álbum "Lida", além de desfilar pérolas compostas por Chico Buarque de Holanda. A casa estava cheia demonstrando que existe uma demanda reprimida para shows em ambientes fechados em Pitangui. Contrariando o dito popular o "Santo de casa" fez milagre.
Célio Balona, uma lenda da música instrumental mineira marcou presença no show de Ricardo Nazar, além de outros músicos de peso no atual cenário musical mineiro, com reconhecimento para além das Minas Gerais, como o  Cristiano Caldas (teclados), Renato Saldanha (violão), Milton Ramos (Contrabaixo), Thiago Delegado (violão), além da participação da cantora Luíza Lara.

Milton Ramos (contrabaixo), Thiago Delegado (violão)
e  Ramon Braga (Bateria)
Foto: Licínio Filho
Cristiano Caldas (teclado)
Foto: Licínio Filho

Thiago Delegado (violão) e Ramon Braga (bateria)
Foto: Licínio Filho
Célio Balona (acordeon)
Foto: Licínio Filho

domingo, 24 de julho de 2016

Domingo com uma crônica de Paulo Miranda


Ô, minino, cê viu o Júlio?

Paulo Miranda

Vendo hoje uma postagem no blog Daqui de Pitanguy sobre o seresteiro Júlio Timote, lembranças de quase meio século pululam. Não que fôssemos parceiros de empreitada, de trinados e gorjeios. Júlio tinha a voz e o inseparável violão. Saía pelo fundo do quintal de seus pais e, enquanto nos divertíamos, em meu beco, atrás duma bola, Júlio trepava a um pé de manga num lote baldio, e nos brindava com canções inesquecíveis, entre as quais, Diana, mais que princesa, reinava.


Júlio vivia numa família complicada. Mudo, o pai Timóteo, batia sola de sol a sola. Era caprichoso e careiro para os padrões e patrões usuais. Entre os 3 irmãos, duas moças haviam herdado a mudez paterna, e o irmão, um pouco menos falante do que o rouxinol da família, nem cantava. Vivia entre  o trabalho na fábrica de tecidos e o futebol dos mais crescidos.


A mãe de Júlio era uma Teresa, que alternava momentos de lucidez quando se postava à janela da sala de sua casa e cumprimentava passantes, a crises convulsivas de choro, ouvidos à distância. Sofria de bócio, e do ócio. Nas poucas vezes em que era vista a zanzar pela rua, abordava criançasgeralmente, e lhes perguntava:


 - Ô minino, cê viu o Júlio?


Das sonoridades do pé de manga, Júlio partiu para as serestas, requisitado que era. E a boemia passou a reverenciá-lo. Tornara-se imperdível para os apreciadores da noite. E não ficou só no atendimento a pedidos, que vinham em cascata. Produziu também, musicando letras que lhe chegavam. A mais notória foi Amor a três, lindíssima composição que, os habitués da zona, ébrios, sintetizavam, em seus pedidos e perdidos, para treis amor. Era um sucesso.


E um dia Júlio deixou Pitangui e a saudade, indo exibir sua arte alhures. Novos horizontes. Mas quem é, entre os cumpanhero, que dá conta hoje de seu paradero?


 - Cê num viu o Júlio não, ô minino?

sábado, 23 de julho de 2016

Paisagens do Rio Pará

 
Na postagem de hoje mostramos algumas belas paisagens do nosso rio Pará, primeiramente nomeado de rio Pitangui, pelos nossos primeiros colonizadores - os Bandeirantes Paulistas - no início do século XVIII.
 
 
As imagens foram registradas pelo amigo Kaká Carticati (Cacá do Gás) em uma de umas "ranchadas", pesacarias e passeios à beira do rio. As fotos são da região do Bar do Avelino, sob a ponte divisa dos municípios de Pitangui e Martinho Campos.
 
 
 
Aproveitando o ensejo: visitante, turista, ribeirinho, não jogue resíduos no rio, leve o seu lixo de volta, vamos ajudar a cuidar do rio. Sem água não tem peixe, não tem natureza, não tem vida!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Diana na voz de Júlio Timote

Rua dos Expedicionários. Foto: autor desconhecido.

A cultura popular em Pitangui é como um novelo de lã, quanto mais se puxa o fio, mais histórias são descobertas. Recentemente publicamos uma matéria sobre o seresteiro Júlio Timote que animou as noites pitanguienses nas décadas de 1970 e 80 e depois sumiu. Em um trabalho de garimpo nos arquivos do Pitaculta 86 localizamos uma gravação caseira da música Diana, na voz do seresteiro. Ah, e no vídeo exibido aqui em primeira mão, as imagens ilustrativas são dos antigos "bataclãs" de Pitangui (lá pros lados do O Ponte) que também presenciaram muitos acordes e cantorias daquela época. Sem mais delongas e legendas que tal voltar no tempo? A propósito onde andará Júlio Timote?
 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A Lida do Nazar em Pitangui

 
A Casa da Amizade - Instituição de Assistência Social - de Pitangui convida para o grande show de lançamento do CD Lida, o mais novo trabalho do músico pitanguiense Ricardo Nazar. O evento cultural requintado acontecerá no dia 23 de julho, sábado, às 21 horas no Centro Social de Pitangui.
 
Ingressos a venda na Kilomania, Mil Detalhes ou com as amigas da Casa da Amizade.
 
Nos vídeos abaixo - com participação do Dênio Caldas - podemos conferir um pouco desta obra que conta com musicas autorais em parceria com artistias de Pitangui. Dá o play aí!
 




quinta-feira, 14 de julho de 2016

Uma sonegação cravada na história do Brasil

Conforme já comentado aqui no blog anteriormente, um dos meus hobbies é o detectorismo, atividade na qual eu faço uso de detectores de metal para encontrar objetos antigos onde existiram antigas fazendas na região de Pitangui. Boa parte desses achados são acessórios ligados a montaria e ao transporte animal principalmente ferraduras e cravos. Dois tipos de cravos são encontrados, o comum para cavalos chamado de cravo francês e um de perfil chato que é facilmente encontrado em caminhos de animais de transporte de carga o que nos leva a deduzir que se tratava de um cravo destinado ao travamento de ferradura nos cascos de mulas. Mas até então era só uma dedução.



Em uma discussão no facebook um dos membros do grupo de detectoristas disse ter encontrado uma matéria na internet que abordava o desenvolvimento dos sistemas de travamento de cravos e pregos. Ao analisar a fonte, observa-se um box onde é abordado uma peça bem atípica, o cravo de mula brasileira.

Cravos de mula encontrados na região de Pitangui 

O mais interessante não é ver confirmada o uso do cravo por mulas e sim o que originou o desenho: sonegação tributária. Segundo a matéria, cidadãos brasileiros eram forçados a pagar pesados impostos de importação sobre mercadorias acabadas, incluindo cravos. Mas eles pagavam impostos muito mais baixos em sucata de metal e outras matérias primas. Como forma de fugir da tributação os fornecedores ingleses começaram a enviar barris de cravos dobrados intencionalmente para o Brasil como "sucata" que os ferreiros brasileiros endireitavam evitando assim o pagamento de impostos mais elevados. Embora a matéria não afirme, certamente o desenho específico que fugia do modelo francês fazia parte da camuflagem para que a verdadeira destinação não fosse descoberta, pois o modelo não é citado como sendo de uso corrente por outro país naquela época.

Fonte: http://blacksmithsofarkansas.org/wp-content/uploads/2014/12/BOA-Voice-2014-12-High-Res.pdf#page=17

Vandeir Santos






terça-feira, 12 de julho de 2016

A posse de Iácones Batista Vargas no IHGMG

É como muita satisfação que uso esse canal de comunicação para noticiar a posse do meu amigo Iácones Batista Vargas como associado efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais onde assumirá a cadeira de número 96, tendo como patrono Sebastião de Affonseca e Silva.

Iácones Batista Vargas - Foto: Vandeir Santos


Tenho o prazer de compartilhar com tão ilustre figura a associação ao Instituto Histórico de Pitangui, ao Instituto Histórico e Geográfico de Pompéu, bem como a paixão pela genealogia e pela história do centro-oeste mineiro.

Funcionário público, Iácones é nascido em Luz e casado com uma pitanguiense e tem participação ativa na gestão do IHP sempre demonstrando um grande comprometimento na organização dos aspectos administrativos daquele Instituto.



A posse de Iácones na “Casa de João Pinheiro” é uma consequência natural de sua dedicação e da seriedade com que trata os assuntos relativos a história do centro-oeste de Minas. O IHGMG agrega ao seu quadro de associados uma pessoa que saberá muito bem representar a nossa região pois é detentor de todos os predicados necessários para ingressar em tão respeitável instituição.

Parabéns Iácones, que essa posse preceda uma vida de constante sucesso dentro do IHGMG.

A posse será dia 16/07/2016 às 10:00 na sede do IHGMG, rua Guajajaras, 1268 - BH.

Vandeir Santos




sábado, 9 de julho de 2016

Costurando memórias

Pitangui dos anos 1950. Foto: Acervo do Arquivo Público Mineiro.
 
Em março de 2014 publicamos uma fantástica crônica do William Santiago, relembrando a infância no Beco dos Canudos. Naqueles escritos Santiago destacou a música "Casamento no Uruguai", do disco do Patesko, que se quebrara numa brincadeira de criança. As curiosidades em torno da letra da música, do contexto no qual fora escrita e da melodia ficou na cabeça até outubro daquele ano. Quando na noite de um sábado recebemos a visita do Zé Carlos Xavier, filho do Patesko que, abordando sobre a extensa obra do pai, cantou a Casamento no Uruguai que você pode conferir no vídeo abaixo.
Patesko ao violão ensinando música. Foto: Autor desconhecido.
 
Mas antes de clicar o Play, é importante saber que nem a música e nem este Blog não estamos fazendo "apologia ao machismo",  muito menos tem-se a intenção de inferiorizar as mulheres. A música, é uma marchinha de carnaval composta na década de 1950, fazendo uma sátira político social (como boas marchinhas de hoje) sobre o divórcio que já era legalizado no Uruguai desde 1932 e que somente 45 anos mais tarde foi permitido no Brasil, em 1977.  Ressalte-se também que da mesma forma que houve uma certa rejeição por parte de alguns setores da sociedade pitanguiense da época, a música fez muito sucesso dentro e fora de Pitangui, com a divulgação nos LPs em 78 rotações.
 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A última cantoria de Jonba


 
Na postagem de hoje mostramos um registro em áudio e vídeo de uma roda de violão com a presença do amigo Jonba Freitas, que passou para o andar de cima, no ano do tricentenário de Pitangui. Sobre os dons artísticos do saudoso conterrâneo já abordamos diversas vezes aqui no Blog. Mas o vídeo - indicado pelo amigo Fabinho Freitas - nos traz um misto de sentimentos sobre o encontro daquela noite, que vinha a ser a última cantoria de Jonba! Aprecie sem moderação, até o final.